<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211</id><updated>2012-02-12T14:09:53.330-02:00</updated><category term='poesias'/><category term='romântica'/><category term='prosas'/><title type='text'>|FALANDO COM ESSAS PAREDES|</title><subtitle type='html'>|Quando o cão morreu, faltava o chorar solenidade: a demonstração líquida em lábios trêmulos-frouxos. Lúcia foi tomar banho. Cozinha: esperavam num sem-saber. Limpa, os olhos alheios lhe pareciam expectativas. Quarto:  trancou a porta; emoção e volume do choro aos mais atentos ouvintes:as paredes. Desgraças acontecem, mas nenhuma é pior que um “também”: a mãe morrera de câncer. Lágrimas pintam o cão e Madalena; ambos diáfanos à luz da falta.|</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>161</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-815227085838333964</id><published>2012-02-12T13:55:00.000-02:00</published><updated>2012-02-12T14:09:53.340-02:00</updated><title type='text'>PARLAMENTITE (14ª PARTE)</title><content type='html'>***&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Que eu estava abalado ou sensível, e poeticamente poderia atribuir estas sentimentalidades à poesia recitada pelo velho Odail,belíssima! Declamou&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;para mim e minha esposa em noite tão clara,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;aquele ar comum canal de outras reverberações, grotescas e exaltadas, febris discussões levianas: políticas, futebolísticas... Quaisquer desses motes que &amp;nbsp;exacerbam a verve do povo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Que eu estava abalado ou sensível, f&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;osse asombra da noite, sob qual se reuniam aqueles senhores, uma fantasia; tão sujos sob o sol: nervosos, suados, nédios, desbotados e desabotoados...Estavam então mais silenciosos que de costume, receptivos, zelosos de nossa presença de casal... Uma vez só perguntaram pelo samba, com certa paciência e, até diria, com carinho. Ao menos sem soar intromissão ou mera formalidade...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;No entanto, lá não ficamos, pois o bar parecia estar fechando, com as portas quedão para a rua de nosso condomínio já cerradas... De lá saindo, sentia-me commedo dentro do carro... Tentamos ir a um outro lugar mais bem arrumado edisposto a servir-nos noite a dentro, mas o local escolhido estava lotado e a gente em péesperava que vagassem mesas, o que para mim desfaz a possibilidade de entretenimento.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Comuniqueientão à esposa meu receio, certa fragilidade que me tecia um desconforto, e resolvemos voltar para casa. Sinto isso com mais frequencia quando estou numa multidão &amp;nbsp;barulhenta. Ela disse que nãoé bom andarmos pelas ruas quando estamos cismados assim, creio que não por superstiçãode que algo iria realmente acontecer em razão de minha sensibilidade, masporque é realmente desconfortável estar assim aflito fora do aconchego do lar. Então sugeriu que viéssemos para um estabelecimento mais pertode casa ou para a mesma, já que eu tinha cá umas cervejas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Na manhã de hoje, quando descipelo primeiro cigarro do dia, encontro o suposto filho barbeado com um livro, oque corrobora com que disse anteriormente a respeito de seus pretextos paraaproximar-se do velho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-815227085838333964?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/815227085838333964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=815227085838333964' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/815227085838333964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/815227085838333964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2012/02/parlamentite-14-parte_12.html' title='PARLAMENTITE (14ª PARTE)'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-2189108387839887282</id><published>2012-02-09T23:59:00.000-02:00</published><updated>2012-02-11T14:33:54.457-02:00</updated><title type='text'>PARLAMENTITE (13ª PARTE)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Paraque orçar posições tão altas: príncipes encantados, cargos sem cargas, felicidade para sempre? Para nos dizermos ou mesmo nos convencermos que somos todos iguais no fim? Cadáveres! Pois é! Reconheçamo-nos diferentes por istomesmo, porque estamos vivos por enquanto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Láestá o Caxeta com mais de 70...&amp;nbsp;mentindo como um moleque e me fazendo rir um pouco distraidamente,inventando histórias que tenham faltado à gravidade fora de sua cabeça. Coisa quese pode bulir é com o passado!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O velho Odail escuta atento aquele que acredito ser seu filho ler o horóscopo. São dez horas da manhã aproximadamente. &amp;nbsp;Odail, mais de 80, passa horas sentado. Chegoa ter a impressão de que ele não muda a direção do olhar de um turno para outro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A juventude ligeira que passa pretensiosa por ali, ao ver a continuidade de figuras tão gastas aolongo dos meses, dias e turnos, sentadas naquelas cadeiras plásticas na esquina, essa juventude acha que vai mais longe. Pode ser! Talvez tenham sorte e coragem verdadeira. Ela, a juventude, até sente certo asco, desprega os lábios num linguodental“Tchi!”; no entanto, eu mesmo, algo entre 20 e 45 mais moço que aquelas almas ali acomodadas, não quero olhar muito para frente como os promissores transeuntes. É isto, leitor: sou mesquinho quando estou na esquina miserável, porque estou mesmona esquina miserável: bermuda, boina, a primeira camiseta que acho, um cigarro e um cafezinho... Quando estou aqui, leitor, estou aqui! Digo, não estou adiante, não começo a sonhar com publicações, com banheiras de hidromassagem, com nada disso... Sinta como &lt;i&gt;é&lt;/i&gt; estreito: estou agora neste "é", neste ínfimo "ser" digitado. Contudo, passou! Perceberam?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É curioso, porque o “filho” com um jornal barato na mão narra&amp;nbsp;para o seu Odail&amp;nbsp;as boas oportunidades afetivas, viagens ou as últimas sobre finanças do zodíaco... É irônico! Mas eu não sou de rir, balanço a cabeça, vendo estas cenas esdrúxulas da vida se darem sem nenhuma câmera capturando. Sinto-me até triste em alguma parte, nas extremidades talvez, nos dedos quentes envoltos no copo de café. E enquanto o suposto filho lê os horóscopos, o velho mantém o olhar de indiferença no nada ali adiante, nada este que fica entre as paredes anunciantes dos comércios e os carros que passam quase mudos ocupados no cruzamento. Este vão é maisinteressante que o filho (suposto), o velho vê a morte mais &amp;nbsp;de perto que ele, e só motivaos paparicos da cria barbada com ouvidos breves e flertes que lhe concede... Nada é mais importante que a morte que se vê de perto. O filho, pouco amestrado, em nada pode distraí-lo!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Talvez soe demasiado desprezo esta postura de seu Odail, pode ser cansaço de a anos ouvir ashistórias filiais, suas promessas de independência, suas ideias de negócio todasfracassando e o filho continuando sob a aba de seu chapéu. Assim, também ciente disto, é que o filho fale pouco por si mesmo: não traz mais palavras próprias,traz um horóscopo, um jornal barato, uma notícia trágica, senão o futebol... Por fim, qualquer coisa que se coloque entre, a ofuscar a filiação impotente e o paternalismo vergonhoso. É assim que o rebento tenta agradar o pai. Parece que vai pedir desculpas por ter durado tão covardemente, mesmo por ter nascido, por só servir a dar despesa; dá para sentir isto no algo comedido que há em seus gestos. Afinal, seus gestos são comedidos por quê? respondo-me: "Pela timidez, certamente por vergonha...". O rebento tenta falar de outras coisas que não dinheiro,como um pastor que espera o fim do culto! Ele percebe que estou olhando a cena algumas vezes e baixa rapidamenteos olhos quando isto acontece, parece que sabe que eu sei que ele é mais um perdido. Diabos! Talvez istoesteja mais em mim, talvez me veja nele e a partir daí tenha começado minhaleitura, talvez ele nem seja filho do velho, talvez o velho nem lhe tenha dadodinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Levonovamente minha mãe ao médico. Vamos devagar sempre, vou lhe avisando dos buracos nacalçada, seguro em seu braço bom, aviso dos ressaltos... A recepcionista está enroladacomo da última vez, perdida entre radiografias, guias, autorizações, chamadasque deve fazer, chamadas de telefone e pacientes impacientes.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O médico tem umacara de bobo, meio para baixo aquele semblante, meio mole e dissimulada. É como me parece. Não finge muito bem a preocupação. Ora, seriamente? Não o julgo! Se lhe aprecio desta maneira, é porque éautomático fazê-lo, na verdade, preferia mesmo nem vê-lo. Pouco se me diz! Sópreciso do doutor Leandro por alguns minutos nesta eternidade. Aliás, este tem sido o aspecto de outros médicos que tenho visitado com mamãe. Seja que uma vidapromissora os deixou assim, num ritmo menos carente de velocidade...Eles que aprendem a resolver a vida em &lt;i&gt;cooper&lt;/i&gt;, em livros e corpos frios sobre mesas... Leram demasiadamente: "a pressa é inimiga da perfeição, a pressa é inimiga da perfeição, a pressa é inimiga da perfeição... Leram algo convincente sobre persistência, mas não foi a fome que ouviram." Enfim, ele olha a chapa. O osso da velha emendou, não no lugar devido, masemendou. Entre sua fala há algo de silêncio: "A morte não é nada demais". Minha mãe fica feliz, acha que Jeová a curou. Dirá mais tarde à minhaesposa: “Viu, o doutor falou para mim que não operava sem transfusão desangue. "Então a senhora fique com seu Jeová!" Está ai, Jeová me curou”. E gargalha, esaltita! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Eladeve começar fisioterapia, esboça a vontade de voltar a ir à rua, para ver como recepciono a ideia: “Estou cansada de ficar aqui, onde não conheço nada. Lá na sua irmã eu já sei andar...”; “A senhora não pode mais ir pra rua, mãe.”; “Eu caí emcasa, meu filho, não foi na rua.” Evidente que digo que na rua então seria maisfácil se acidentar e demorasse mais o socorro... Enfim, no que depender de mim é “Não! Não! Não!”;porém, eu tenho braços curtos, bolsos rasos... &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Então resolvemos mandar a mãe para o Mato Grosso. Antes a devolvo para minha irmã,que vive no centro da cidade. Faltam apenas alguns dias para ela partir comminha sobrinha, filha de meu irmão, que veio de férias para cá. Vai voltar a morarcom o primogênito.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Sempre que ela se vai penso que pode ser aúltima vez que a vejo, mas deixo a vida escapar entre meus dedos, sobre minhaimpotência... Deixo a vida ser assim, não me lastimo, não me ajoelho... Gostode minha velha e me acerto com a vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-2189108387839887282?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/2189108387839887282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=2189108387839887282' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/2189108387839887282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/2189108387839887282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2012/02/parlamentite-13-parte.html' title='PARLAMENTITE (13ª PARTE)'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-8496836928620351309</id><published>2012-02-07T11:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-07T11:02:13.869-02:00</updated><title type='text'>PARLAMENTITE (12ª PARTE)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contar o que se passa neste apartamento é pouco, creiam! Pouco como dizer-lhes: “Há um sofá cinza na sala em que minha mãe se senta para ver a TV e ler a bíblia”. Ou “Seleciono aqui no computador alguns filmes bíblicos para que ela veja. Falaria também de iogurtes, de louças e garrafas de água que encho... Bastante coisa de cozinha... E até mesmo de uma barata que assassinei ontem no corredor... Nada de Capitu! Nada de Bentinho! Não iria nesta minha narrativa mais emoção que enfado de elevadores que sobem e descem, no mais, reverberam “bom-dias!” para lá e para cá e pararíamos no andar no meio de caminho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para que a vida vire arte é preciso resumi-la, pular de dramas em dramas, esconder o vazio no vazio, deixá-lo em silêncio! Por isso há aqui mais do que se passa em minha cabeça, algo delirante até, mas veloz! É a história implícita que se retira das reflexões, a história de uma falta de história que contar, um jeito de contar o tempo que sabe ser quase nada!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parlamentite é um vício, uma doença palavrosa que une vaidade e insatisfação, algo que me rouba até mesmo de um cigarro e me faz correr da rua de volta a este 17º andar e retirar minha mãe do “Evangelho Segundo São Matheus” (o filme) para escrever. Retiro de minha mãe a voz de Deus que escapa deste computador para lhes dar a minha voz miserável. Gratuitamente!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recebi a proposta de um amigo... para escrever alguns contos. 10 contos ao longo de 150 dias, com hora e data para entrega! Um a cada 15 dias. Não veio na proposta promessa alguma de retorno financeiro, neste assunto nem se tocou, vestida em roupas sem bolsos  esta amizade, depois achei que também era coisa menor e cafona o dinheiro, talvez!  No entanto, apesar de não envolver grana, seria para um tipo como eu, à primeira vista, um compromisso sério, porque é coisa que se conformaria entre camaradas. Virtuais somente, mas, acima de tudo, amigos por empatias... e enganos doces possivelmente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra digo em minha defesa: não quero servir ao que me chateia, que é apertar mãos e não cumprir com a expectativa dos sorrisos. Os contratos que se fodam! Mas os sorrisos honestos, inocentes, sonhadores que se dão nestes começos... É desagradável isto de amarelá-los! Embora eu consiga entender o não cumprimento das propostas por mim feitas: coisas que não chegaram a se concluir. Sempre compreendi, porque não havia grana envolvida, a desistência de meus convidados! Uma peça de teatro tentada, e lá se foram os atores cuidar da vida capital que urrava... ou até mesmo, os mais jovens e com algum tempo disponível, tratar de cuidar com gente e instituições que lhes podia dar algum certificado... Um curta metragem tentado também... E sempre agiu o tempo e a “comparação com outros feitos capitais” diluindo os ânimos dos contribuintes e co-autores.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas empresas, quem quer o começo? As pessoas querem se enfiar no meio, no começo de jeito maneira!, é pesado iniciar. O máximo que fazem é dar um peidinho onírico no início e se uma gorda plateia aplaudir, dizem que foi difícil soltá-lo. Valorizam! Se vaiam, se é vergonhoso... dizem que foi a personagem. Goiânia?! Daqui os jovenzinhos querem sempre se arrancar para o Rio ou Sampa, meterem-se com grandes coisas acontecendo, suplicarem, ajoelharem, entrarem em coletivos lotados, pagarem preços caríssimos... Texto próprio? Produto feito em casa?... Tudo isto os assusta, qualquer coisa que queira partir de uma autoria própria assusta quem quer a "moleza" de se submeter, evidentemente! É assim que os compreendo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem mais! Ao lado dos submissos não pode ter gente grande (acho que no fundo pensam assim e assim termina sendo), de tal forma até eu mesmo, por momentos, me convenço de minha pequenez em tê-los abraçado. Qualquer grande perto de submissos ou os comanda oportunista ou se afasta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resultado de meus últimos intentos? Um tanto de cacos e a dose de frustração inevitável com o material humano! Bom, a respeito da proposta que me foi feita, lhes conte melhor a seguinte resposta que dei humildemente em minúsculas:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"compromisso não é meu forte. mas acho interessante.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;não escrevo sempre contos com um propósito moral ou imoral ou com uma personalidade autora. sou meio tropicália: "ela nem sabe até PENSEI em cantar na televisão." pois é, creio que não tenho uma personalidade para escrever, as pessoas é que podem ler o texto e alguma personalidade atribuírem ao autor. enfim, também não sei assumir compromissos com arte, não me apraz, talvez porque a vida só me forçou ao amor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;sim! se não fosse amparado pelos que me amam ou dependem de meu amor: dependências afetivas... amores que enchem minha barriga. se não fosse isto, eu estaria... sei lá! nas ruas talvez, curtindo miséria possivelmente. por quê? porque não faço porra nenhuma, cara! nada que seja “porra” faço! e talvez fosse diferente do que prevejo: fizesse as coisas se não tivesse sido amparado, talvez a solução prá mim seja miséria... a miséria me ensinaria a lutar melhor, com mãos, pernas, tronco... lidar com o mundo de longe sempre me foi insuficiente, "não coloque a mão no fogo" - diziam!, mas tive de colocá-la... depois de ver que em diversos casos como este em que me advertiam eles falavam a verdade, é que ganhou poder a palavra, e comecei a ouvi-los, ganharam minha confiança! mas continuei abusado e  querendo o empirismo. não cumpri muitas preparações para fins financeiros que me indicaram os juízos... juízos de meus pais, precipuamente. já outros afazeres da construção de um competidor do mercado foi que não tive mesmo condições de fazer!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;talvez a solução prá mim seja miséria... mas quem entre os que me amparam deixa isso acontecer? meu espírito mimado depende demais destes afetos, desta... "vagabundagem" - se preferirem indignados. sou um rato e homem apenas o suficiente para reconhecer e aturar o rato que sou. é bem duro às vezes, não duvide! é penoso, vez em quando! sabem meus ossos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ora! não leia nenhum drama nisto que relato, que cometerá equívoco em fazê-lo: não estou mal, não lhe escrevo chorando e nem perto disso... é manhã, estou mesmo sonolento!  tenho uma vida ótima e super fácil! rapidamente as pessoas me amam e não preciso fazer nada. datas e horários me assustam. vou até lavar louças, bem possivelmente. "não tenho nenhuma das qualidades necessárias para vencer na vida." e para lavar as louças estou atrasado porque lhe escrevo, porque prefiro fazê-lo. veja bem, a hora do almoço chega e eu deveria fazê-lo, seria o mínimo de retorno para meu amor...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;eu apenas escrevo, xxxxx. porque posso fazê-lo sem que ninguém me diga quando escrever e quando não escrever. nenhuma agressividade há nisto, espero que perceba, pois se nada tenho para desprezá-lo! aconteceu até aqui, desde que nos conhecemos virtualmente, o contrário: sinto gratidão pelo que aprendi com todos no multiply, e  você cintila entre estes, inesquecível até então!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;sei que talvez você estivesse até me apontando uma oportunidade com esta proposta. coisa qual eu atenderia com puro interesse somente, ainda dependendo de qual oportunidade se faria. pois é! não sou anjo, não sou puro, tenho sexo e bolso. só sou puro quando não tenho compromisso. e é destas produções minhas que informem alguma “pureza”, que os amigos virtuais me tiram.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;aceitaria, porque quero até deixar de ser rato. mas já não acredito que escrevendo possa fazer qualquer coisa que me retorne em sustento. digo, além do que faço escrevendo e falando: seduzir gente. não se iluda! antes que proponha ou mesmo pense por descuido: não seduzo o mercado, porque mercado não é gente e não tem coração. fato! frio fato, tranquilo o recebo. mas olhe bem para mim, meu amigo: "eu perdi esta oportunidade." - e sequer exclamo isto, apenas afirmo apático: “perdi esta oportunidade”. vejo o cavalo e a sela se irem pela estrada que progride para algures e estúpido encosto-me a uma parede e acendo um cigarro... "perdi esta oportunidade" não porque não vá escrever estes contos. pior! talvez os escreva, escreva até mais de 10 contos, e até pudesse entregá-los com farto adiantamento. mas não sei se o farei, sobretudo agora que volto para a academia para terminar o curso de literatura que parei por causa de drogas no rio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;nada há em mim no momento que não seja uma frieza tranquila, amigo. e o prazer de falar com você... o prazer de achar estas linhas que consigam manter entre nós a boa amizade. peço que cheguem a lhe comunicar com leveza esta recusa... caso contrário, não perdemos nada! porque, neste caso, não saberei escrever bem os sentimentos, desde estes leves, difíceis de apanhar, sentimentos que me fazem declinar da proposta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;de toda forma, dei-lhe o que tenho de mais caro: a sinceridade possível às letras. estou qualquer coisa que diz não serenamente?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;um forte abraço."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É bem provável, leitores, que eu nada mais faça de arte além disto: Escrever "cartas"! É bem provável!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois ele respondeu, persuadiu-me, mudei de ideia, escreverei os contos. Sou maleável!&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-8496836928620351309?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/8496836928620351309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=8496836928620351309' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8496836928620351309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8496836928620351309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2012/02/parlamentite-12-parte.html' title='PARLAMENTITE (12ª PARTE)'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-9008689718566273311</id><published>2012-02-05T13:31:00.000-02:00</published><updated>2012-02-06T17:57:06.943-02:00</updated><title type='text'>PARLAMENTITE (11ª PARTE)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ficou um pequeno recantoao meu bicho: o banheiro e as folhas limpas sob as patinhas sujas. Ele adoraestar sentado e fungando! Maior alegria é quando ele defeca: sai em foliasaltitando pelo chiqueirinho. Alimenta-se das ideias que ficam nos cantos e querevira fuçando. Quando ele grunhe desesperado, dou-lhe a ração da razão e amasturbação tranquilizante... Basta esfregá-lo que lhe escapa um gênio com mildesejos cansados... Tudo ao porquinho narrador, torpe, truculento, febril elouco... E ele há de virar gente, o que é simplesmente arrependimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Compreendide chofre, grave, imediatamente, no meio de um para outro passo: só posso amara mim mesmo. Era o que evitava dizer-me, tinha uma espécie de pudor, debloqueio que obstava que me odiasse mais. Pois me ocorre que eis toda nossasemelhança, humanidade!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Impaciento-mecom a demora do elevador e com as obrigações gramaticais para me fazer meiocompreendido. Impaciento-me à espera que há em tentar fazer o inédito do que émesmice. E deixo sobre a mesa os Irmãos Karamázov...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;“Oi!”, digo à senhora queentra gorda no elevador, digo quase para dentro. E acabou o fluxo de pensamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Agora tudome tem de ser imediato, rápido. Se for o caso, para que lhe jogue fora. Nãoestou, senhores, se me acharão fútil! Estou extremamente irritadiço!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Dostoievskinão me interessa mais, por enquanto; faltam pouquíssimas folhas e o tal Zossimame dá na veia com tantas tolices. Estou fora da roda destas conversinhasintelectuais! Sou extremamente chato... Minha inteligência esta naquela alturagenerosa do giro em que mais vale passar por idiotia. Tudo que entra em mimvira chatice, se chateia. Pode ser perfumado, lindo, virtuoso...&amp;nbsp; fica chato! Pode ser que os velhos sejambacanas, sejam agradáveis para além do que há de repugnante em se estar sentadocom camisas de abotoar bafejando fumaça no bar da esquina e na minha cabeça. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Quantomais sou amado, mais ridículo sou, ridículo a todos os estágios!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;“Oi!”; “Oi,dona Sandra! Um varejinho, um cafezinho... Café daquele que é preto, tá? ...Não, filtro amarelo não! Dá câncer!” - Por ora, perdi todo o cuidado ao enfiara opinião nos outros.&amp;nbsp; - “Ué, cadê ooutro? José deve ter pego. Eu abro, José pega... Toma!” – reclamou assim e me deu o cigarro – “Ahé! Você abre, José pega! Tem que vender outro varejo que não seja o da mesma marca que o dele!”; “Ah,ele fuma qualquer coisa... Ó, ele lá! – apontou-me com o queixo” – saí cantando- “E quanto mais remo mais rezo prá nunca mais se acabar... Aí dona Sandra,chegou mais um no balcão!” – ela foi atender -&amp;nbsp;“Esta garrafa dormiu aqui fora ou vocês não fecharam...”. - ela nãoouviu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Agoraestou na mão de vocês, estranhos que amam os outros. Sou objeto da prova doamor desinteressado de vocês: basta me amarem, amar quem não ama ninguém! Meumedo é que os outros sejam como eu, aí não haverá “mundo melhor” nunca. De todo jeito, quem vive de fazer o bem precisa do mal também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Lembreique mamãe precisa de um lápis. Comprar-lhe-ei uma lapiseira! Ajeito esta ideiana cabeça até às pernas, e torço para que minha mãe com lapiseira não seaborreça de alguma forma... Ela tem seus costumes com a antiguidade. Deus do céu! Estou indo, mas como vou indisposto àpapelaria... O Senhor não me veja! Compro também a borracha. Não sei por quecargas adoro borrachas... Embora não consiga apagar os escritos da vida!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Estou ainda impaciente para escolher, não vejo direito entre tantas caixinhasna estante de vidro cheia de coisas: “Me vê a lapiseira mais cara...”; “17 reais”;“Dê-me esta outra aqui de R$ 4.”... - É, nada de ser engraçadinho, amigo! Vai só! Ocomércio lhe come o rabo e não tem borracha que dê jeito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;com a cabeça-do-cansaço janela da vida afora&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;colho na boca &amp;nbsp;- nus deadornos - os versos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;como fetos do vento&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;e cuspo nos outros&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;o ressecamento&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Háum prazer nos eletrônicos: o de podermos ligá-los e desligá-los. Daí inventamoso revólver, o gatilho é o “&lt;i&gt;off&lt;/i&gt;” do outro, mas falta o "&lt;i&gt;power&lt;/i&gt;". Játem até o dispositivo silencioso... Aí veio a pistola de choque, aindanão é muito eficaz porque tem que ser usada a curta distância e o outro podeter um controle remoto mais potente, ou pode acordar aborrecido ao lembrar quefoi desligado. Tem o “Boa noite, Cinderela!” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Paraque, diabos, religaríamos um ser humano? Ainda que se inventasse maneira, capazque o deixássemos lá, desligado. Melhor inclusive para ele mesmo! Que luta pelaeutanásia! Eu cá, em minha sã consciência - se lhes parece - lhes peço: desliguemmeu aparelho!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Seres humanos... Há tantos por aí! Não façam questão! E para evitar que se fabriqueum novo ser humano, que inicia abrindo o berreiro, temosanticoncepcionais. Ele berra até que lhe damos palavras que bem vistam sua pirraça!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não há tsunami que nos dê jeito, somos muitos! Suba, nível do mar!Mil metros talvez seja pouco! Ainda estaremos vivos, boa praga que somos!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não,não tenho a menor paciência com o outro, se não o atropelo, se não o desligo, épor falta de botão e sobra de covardia... Ah, sim! Digamos “juízo?!”. Sim! Sim! Sim!Juízo-zo-zo! “Consideração?” Oraaa! Cá entre nós, humanidade, é medo mesmo!Podemos confessar à vontade em qualquer idioma, afinal, os seres bons não compreendem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Estamosem grande parte domesticados! Imaginar que na cadeia a comida seja ruim ésuficiente para toda uma geração que come coisas lidamente embaladas e nãomenos horrendas não se meter à revolucionária. Não me resta pensar outra coisaque não sei se é pensamento ou vontade. Os que cometem crimes estão mesmo namerda! Antes de tudo foram menos amados do que eu, pelo menos! Ah, tem também os doentes! Épreciso olhar para esta indústria do crime, que é a miséria vendo o &lt;i&gt;SP fashion week&lt;/i&gt; pela tv.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;“Ah, osfilhotes de papai que saem por aí fazendo merda?! Ah, os papais colarinhobranco?! Esses não vislumbram o que seja a cadeia! Não vão para a cadeia, nemsequer conhecem a miséria, não fazem ideia! Porra, isto de corromper-se não vaiatrapalhar a refeição dos caras! Na verdade, eles também são frouxos e refénsdo conforto como qualquer consumista, muitas das vezes eles só estão revoltadospor causa da violência que veem na tv, aí eles ficam violentos, &lt;i&gt;pitbulls&lt;/i&gt;... A parca imaginação tambémajuda! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É de rir, é gozado! O povo quer eleger alguém que faça o bem, ocandidato quer mostrar o bem para ser eleito. Bem feito!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Háum prazer nos eletrônicos, de podermos desligá-los e ligá-los ainda os mesmos. Oseletrodomésticos mostram um pouco de como queremos o outro. Seres humanos sãouma gracinha quando cabem fartos no berço! Anões não contam!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Orevólver tinha um problema: fazia barulho, daí fizeram o dispositivo silencioso.Só que a lei proibiu o bangue-bangue, porque virtuosos como somos sairíamos asalvar uns aos outros da vida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Osmarmanjos... para calá-los há os psiquiatras, a tv, as paredes do hospício, oscigarros... e até a pistola tranquilizante. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Seos Karamázov deixo sobre a mesa, imagine o que eu não faria com você? Estoulutando moralmente para terminar o primeiro volume, uma merreca de páginas, 7 folhas.Puta merda! Só aguento com Céline agora!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Vouandando implicante e chato, voltando da papelaria. Preciso pôrpara fora, para chatear - que seja!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Fizemosentão a roda de samba, para mim meio atropelada às vezes, me dava um pouco deazia na alma, acendia cigarros e bebia pouco por causa dos acordes que tinhaque enfiar consecutivos... É bom ter o poder de alegrar as pessoas, elas não gostam deliteratura, mas gostam de samba! Elas não fazem literatura na esquina, ao menosnão sabem disso. Mas podem tocar a tantan atravessando; isto, imediatamente! Quando começam a me perguntar quando vai ter mais samba... Aí me chateio! Jádisse, não gosto de compromissos! Tenho vontade de lhes dizer: “Quando me derna telha. Vai ter quando tiver.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Eraaniversário da mulher, era sábado e é janeiro ainda. Os demais gostavam naesquina do bar do José na minha cabeça. Depois me chamarão de vagabundo. Eu os conheço! Ah! “Odail” é o nomedo velho com filho barbado!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-9008689718566273311?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/9008689718566273311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=9008689718566273311' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/9008689718566273311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/9008689718566273311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2012/02/parlamentite-11-parte.html' title='PARLAMENTITE (11ª PARTE)'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>R. Vinte e Nove-a - Setor Aeroporto, Goiânia - GO, 74075-260, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.677594227840036 -49.27295207977295</georss:point><georss:box>-16.681396727840035 -49.27788757977295 -16.673791727840037 -49.26801657977295</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-3478862385674232542</id><published>2012-01-30T00:53:00.001-02:00</published><updated>2012-02-01T09:37:33.048-02:00</updated><title type='text'>PARLAMENTITE (10ª PARTE)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Já não sei quando estou escrevendo o romance ou conversando com alguém. “Todo mundo se torna chato!”, ela disse. “Basta lhes concedermos tempo, e até mesmo aqueles que admirávamos findarão em chatice. As pessoas têm duas maneiras de interagir com o outro: ou lhe ignoram em grossa parte ou se chateiam. Sim! Todos se tornam chatos...” -&amp;nbsp; Concordei com ela. – “É preciso que nos carreguem em pedaços, quase que vaporizados em palavras. O máximo de colo é quando dizem por aí nosso nome, é o sucinto que nos querem: nosso nome somente. Isto quando lembrar de nós ainda não se lhes tornou insuportável! Nada é mais pesado a que levem em conta do que nossas almas angustiadas e lamuriantes. É assim, meus amigos, que os amores se desfazem inevitavelmente: por excesso do outro, coisa que nada mais é que o outro inteiramente, o outro desempregado, o outro todas as noites, o outro promessa cumprida de casamento, o outro realidade que ronca sobre o colchão macio, o outro descendo a rua que volta pra casa às 19 horas, o outro ser “nunca mais todo o resto!”... Há por certo uma distância e um silêncio que mantêm a chama acesa, há por certo uma briga antecipada antes do fim, uma dose de desleixo que nos faz querer mais, para dizer que ainda há o que conquistar. Um relacionamento funciona como um motor: precisa de água e fogo para girar! Para não irmos longe na abstração: A lenha interpõe quietude no seu crepitar, sabe dizer baixinho suas mágoas, embora arda. É gostoso ouvi-la se consumir no fogo, trec-trec... Doce evolar! Eu? Não posso ser senão meu excesso! Há que aprender a queimar ou a despencar da altura dos delírios ao chão das frustrações capitais com leveza. Aprenda a ser na queda como a chuva, um barulho de gotas no telhado, um aroma de terra molhada avisando pelo vento, um concerto que desculpe seus trovões.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-3478862385674232542?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/3478862385674232542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=3478862385674232542' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3478862385674232542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3478862385674232542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2012/01/parlamentite-10-parte_29.html' title='PARLAMENTITE (10ª PARTE)'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-5941591824945770761</id><published>2012-01-28T02:29:00.000-02:00</published><updated>2012-01-28T02:30:55.381-02:00</updated><title type='text'>PARLAMENTITE (9ª PARTE)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;As pessoas sentam às mesas dos restaurantes ou carregam suas marmitas. 12 e 30 mais ou menos. Espero brotar a doença dentro de mim, não deu sinal ainda. Sento na esquina! Uma sirene vai longe sob o nublado do dia. José me passa o picado. Estou ocupado com “como” e não com o “que”: com o “como” fazer belo este cotidiano monótono. O “que” é estreito, tenho mais possibilidades no “como”. O “que” é o almoço de todos os dias. Ocupamo-nos em nos manter vivos; às vezes, até saudáveis e limpos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bar, lanchonete e mercearia. Está escrito no toldo azul. Olho as prateleiras, os sabões em barra empilhados. Fico seco nisto algum tempo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O velho lambuzado de açafrão e alguns grãos de arroz ao redor dos lábios está à nossa frente... A gente se acostuma com esta imagem deprimente da velhice. O velho ficou sozinho morando num hotel aqui perto. Alternativa ao asilo. “Tem algum dinheiro!”. Não sei se é ex-militar, nem sei seu nome... Não sei! Trocamos as primeiras palavras por causa de música! Ele gosta de Nelson. Eu também. Tenho impressão que um coroa barrigudo e moreno, cabelos crespos e que costuma sentar ao lado dele é seu filho. Pediu-lhe algum trocado, tenho esta impressão: fica em pé à sua frente às vezes como um cão faria. Não tenho certeza de nada! Vejo-me nestas figuras ridiculamente dependentes de outras. Contento-me pensando que antes disso me mato, “Estou aqui só para escrever”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando cheguei na cidade não queria descer, não queria dar confiança a bares quando vim morar nesta cidade. Aprendi a tocar o cavaquinho, já é suficiente para enganar agradavelmente os ouvintes do cospe grosso e mercearia: José põe à venda o que lembra de comprar, ele tem portas e  mesas na esquina, às vezes uma churrasqueira. Mesmo com o novo instrumento eu me continha...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mulher pegou o pandeiro. Ficávamos em casa, tocando para nós. Era meio chato como um circo vazio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sábado estaremos lá, firmes e fortes. Disse ao José que poderia contar, horário marcado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora já temos até uma tantan. Empurramos ao Caxeta o novo instrumento uma noite destas porque há mais instrumentos que músicos. Ele improvisou uma batida enquanto tocávamos, eu e a esposa. Vez ou outra atravessa a música, engasga tudo. Dá pra levar! O público é menos chato que eu, neste sentido ao menos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caxeta é largo e sem bunda, usa bermudas com cinto, agora só me vem a jeans à memória... O cabelo é grisalho. Quase todos no bar têm mais de 60! A tantan é nova, estamos aprendendo a batida básica... mesma coisa se deu com o pandeiro. Até que deu para o Caxeta enganar meio torto! “Ca-xe-ta”... Achei que se chamava assim por causa do jogo que lá põem a valer vez ou outra. José ganhou 850 reais um dia desses! No entanto, Caxeta é sobrenome espanhol. Mente que é uma beleza o indivíduo, é um jeito! Amante, já pulou do segundo para um primeiro andar para fugir de marido ciumento, jogou no Goiás e viu o Nelson cheirando na frente dele... entre outras peripécias.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acalmaram no baralho porque agora chegaram as maquininhas de caça níquel. Fiquei surpreendido em vê-las por estas bandas, nunca antes as tinha visto em Goiânia. Dona Sandra, esposa do José, joga o baralho e está enfiando notas na máquina. Pensei: “Ih fodeu! Lá se vai o dinheiro do bar todinho!” São três máquinas bem escondidas, fecharam uma das portas do comércio para abrigá-las.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;José chamou as irmãs para o pagode de sábado. O tipo de comércio não sustenta música ao vivo e, além de tudo, foi invadido mais uma vez, pelo telhado. Sobem pela jaqueira, andam pelo zinco, retiram a telha de amianto, quebram o gesso na madrugada. Entram lá! Não fizeram grande coisa desta vez: beberam um pouco, sujaram, bagunçaram tudo... O pior é a mão de obra para recolocar o gesso no lugar. R$ 300,00! Depois voltam e quebram tudo novamente! Sem graça, sugeri ao José que deixasse aberto o buraco e colocasse uma escada caracol para diminuir os prejuízos. Os cacos de gesso estão pendurados, as pequenas placas brancas pendem presas por arame...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O José não está com sorte este ano que acaba de começar: como se não bastasse o assalto, amassou a frente da S10 e destruiu um chevette. R$ 3.000 só para o chevette! Devia estar dormindo no volante. Vive dormindo sentado no bar. Algumas vezes fecha o bar meia-noite, todo dia chega às 6 horas da matina para reabri-lo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jogo o cigarro fora! Dizia que é meio dia, que está nublado, que estava na esquina a olhar à prateleira enquanto fumava... Então José se levantou com a pança enorme e dura e com suas botas de couro pretas e as pernas manchadas... Também me vou, pois a leve agonia, a parlamentite se ocupa de mim.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-5941591824945770761?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/5941591824945770761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=5941591824945770761' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5941591824945770761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5941591824945770761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2012/01/parlamentite-10-parte.html' title='PARLAMENTITE (9ª PARTE)'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-5334891396007030719</id><published>2012-01-24T16:09:00.000-02:00</published><updated>2012-01-25T16:46:04.098-02:00</updated><title type='text'>PARLAMENTITE (8ª PARTE)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;os anos quebram contra o peito&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;como gélidas ondas salgadas e &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;sem abraços&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Durmo e sonho com minha avó à mesa de uma antiga casa, mas antes... Deixem dizer-lhes! Lá está meu pai naquela cozinha, puxando uma cadeira, errando o alvo, senta-se no chão perto da pia. Ele me parece meio triste e com a pressa que ainda não o levou a lugar algum, só a desaparecer de meus sonhos. Estou sentado de frente para ele, também no chão, perto do armário de mármore que fica de frente para o fogão, do outro lado da cozinha. É um armário que começa rente ao chão e termina rente ao teto, em qual eu subia e até cabia em suas prateleiras na minha real infância. Aproximo-me de meu pai, deito minha cabeça em suas pernas... Peço que ele fique um pouco mais e daí esta cena se desfaz.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Hoje estou com má vontade demais, diz-se “quizila”. Até mesmo para escrever meus sonhos, algo que tanto gosto! Dou glórias da empregada não ter vindo, porque poderei lavar as louças com mãos mecânicas que não exigem cabeça, a cabeça esquecerei entre os armários de madeira da cozinha da realidade!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ah, meus amores mortos! Enterrados em anos de uma existência frágil de espectros, quase feéricos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Agora sim... Sonhemos! M&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;inha mãe está também na cozinha! Chega a outra de meu pai, ela é feito um eufemismo da morte, e nunca antes a tinha visto. Ela é coisa recorrente em todos os sonhos que ele vem estrelando desde que ficou em 1989, ela não tinha corpo até então: era nos meus sonhos só a menção dos outros. Assim que ela cruza a porta e passa a ter uma imagem um pouco cheiinha entre os cabelos compridos, soltos lisos e negros, mas bem mais moça que meus pais... dou-lhe 50 anos 55... Assim que ela cruza a porta, minha mãe faz alguma piada chegando-se para o lado da geladeira, minha mãe age como quem se embaraça numa tarefa, camuflando-se, continuando um cotidiano doméstico que se quer dizer mais importante que a provocação desferida. Ela tem, num átimo, o mesmo sangue quente de antes, a mesma energia para os desaforos de seus 50, 60 e até 70... É assim que ela consegue enfrentar a realidade adúltera naquele aposento onírico.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Em volta da pequena mesa redonda e amarela com uma larga faixa branca, eles se sentam para almoçar... O rosto de minha avó, a mãe de minha mãe, estava à mesa com a gente, suspenso, numa flutuação em que não se dava ainda falta do resto do corpo, depois se perceberia. O corpo dela estava no banheiro de sua casa, que ficava em frente à nossa, no fundo da vila.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;_Tem gente que não se conforma, gente velha... – diz a amante.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Meu pai não fala nada, um subordinado a tudo. Minha avó também fica quieta. Minha mãe agora já tem 80 anos e o arroz se espalha na mesa escapando do prato, ela treme o garfo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Abro os olhos! Cá está minha mãe pedindo remédio para dor, acho na cartela um último comprimido. Despertos estamos a mais de vinte anos do enterro de meu pai. Dou-lhe seu iogurte da manhã, uma salada de fruta... Ela tem o braço quebrado em três partes há mais de 3 meses, anda lentamente pela casa e joga meio copo d’água em suas plantinhas sobre a mesa de centro da sala. As plantas foram quase assassinadas pela 2ª dose da vitamina comprada no mercado. Estão murchos e secos os xodós de mamãe. Não nos afoitamos muito com esses enganos herbicidas! Acostumamos com esta decepção proveniente dos produtos em geral, apesar de obedecermos à posologia! "Por que demos uma 2ª dose?" É que na 1ª achamos que se tratava de uma coincidência o estado moribundo em que as plantas entraram: aplicamos a primeira dose quando as trouxemos para cá, saídas da casa de minha irmã. E as trouxemos para que minha mãe se distraísse: ainda penso que nada cuida melhor da gente que aquilo que a gente cuida. Como estou um pouco grande para seus cuidados maternais: plantas num pequeno vaso! Enfim, as plantas também murcharam na 1ª aplicação, mas achamos, já que outros vegetais não sobreviveram a este apartamento, que fosse algo misterioso e particular do ambiente deste imóvel o que as levava a esmorecer: talvez uma pouca circulação do ar, pouca luz... Até os cactos morrem aqui! Contudo, acho que é mesmo o tamanho de nosso esquecimento, meu e da mulher, que abafou os vegetais antes que mamãe chegasse.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Curioso o contraste, se lembro&amp;nbsp;&lt;i&gt;picture-in-picture&lt;/i&gt;: minha bisavó cuidava de uma fazenda, minha avó de um canteiro num quintal de minha terra natal, minha mãe de dois vasinhos de planta na mesa de centro da sala deste apartamento. É uma história cada vez mais concreta e apertada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-5334891396007030719?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/5334891396007030719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=5334891396007030719' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5334891396007030719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5334891396007030719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2012/01/parlamentite-8-parte.html' title='PARLAMENTITE (8ª PARTE)'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-5880880415807070342</id><published>2012-01-22T11:44:00.000-02:00</published><updated>2012-01-27T17:33:07.713-02:00</updated><title type='text'>PARLAMENTITE (7ª PARTE)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Quando passeando de bicicleta pelo estado de Goiás, lá em Santa Cruz, muito no interior deste país, feito uma gentileza, achei uma torneira no meio da praça... Tombei a bicicleta de lado na grama e lavei minhas mãos suadas naquele encanado descuido empresarial, capital... d’onde para longe eu pedalava.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;Lá ainda não é como aqui, onde sinto que resido porque amarrado e medroso de um selvagem mundo fora disto, aqui onde vivo dependente químico. Lá jogavam bola na praça, e vi uma infância que se estende vasta às vozes dos homens pedindo a bola na área... Ouvi dentro de mim mesmo que não era um vício, que lá era uma vida.  À noite, armei a barraca perto do ginásio de esportes e dormi na relva... E lá deixei o que agora é lembrança... Porque sou sujo e, nesta altura, já pronto a caber na cidade como todo aquele que já apertou a mão de um cidadão perfumado.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A cidade não tem quase torneiras sobrando... Os mendigos sujos e fedorentos são os autênticos cidadãos, alastrando miséria aos nossos olhos, na nossa moral piedosa e violenta, esfregando-se como gatos no meio fio de nossos pensamentos, fazendo dos automotivos seus despertadores... O produto da cidade não são os homens engravatados... Estes são seus bobos da corte!&amp;nbsp;Os rios se convertem em esgotos para onde corre a água da chuva que alaga e ancora o que era trânsito, enquanto aquele farto fluxo debocha pelas valas, penso: “Se nem a água ou mesmo o ar conseguem atravessar a cidade limpos, que será de mim menos maleável? Que será de mim mais pesado? Que será de mim se respiro? Que será de mim com tanta sede?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A cidade lhe dá em troca um hipermercado, um shopping, uma companhia de transporte para as periferias, dá-lhe uma companhia de gás, de água, de energia, de telefone, uma moda para segurar enquanto ela fuma desvairadamente... A cidade lhe oferece um trago, um semáforo, um teatro a céu aberto. Por que não uma torneira mísera em uma só de suas tantas praças? Me respondo: “Porque seria muito cômodo! Porque ninguém mais suportaria o que lhe cobra a cidade, porque esta só pode ser com dependentes!”. A urbe ameaça com homens azuis e cinzas de coturno, com grades, com códigos, que até surpreendem quem não encontrou a escola prometida. Olhando para as praças se vê claramente que não se acolhe a quem dorme. E mal se recolhe o lixo que é feito de gente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A urbe coibi o homem espontâneo! “O cidadão precisa servir ao que resta!” "O sujeito vira objeto!"... para ter onde se esconder do frio, da chuva, da fome  e sobretudo de outros cidadãos que tiritam lá fora, isolado pelos muros, pelas cercas de arame farpado e ironicamente pelas fartas plantações de algum semideus com tantas almas quanto um velho russo milionário.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;As escolas adaptam o indivíduo ao samba da civilização, esta agremiação lhes retira o interior de dentro, dissipa o possível da singularidade da criança e substitui sua alma ingênua por esta fumaça de progresso, por esta ideia de ascensão urbana, o tum-tum de seu coração feito um surdo manipulado, o sorriso, alegoria mais pesada, espera, fica por último para rir melhor, mas antes amarela ou jaz banguela...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Preciso achar uma torneira, no meio do tudo, para conseguir lavar um pouco a cabeça.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Para lhes dizer a verdade, isto acima não passa de retórica! E fiquei então pensando nestas saudades do que nunca foi vivido, pois que exatamente aquilo que não adentra a realidade rígida é mais leve, mais sublime, aquilo que não despenca na realidade... Estes estados platônicos nos levam mesmo a achar que as coisas espatifam na existência concreta, digo, estas idiossincrasias ignoram as borboletas, violentamente delicadas e reais e que, no meu entendimento, nunca antes foram ideia de ninguém! Estas idiossincrasias consistem num pensamento de que uma ideia é superior à matéria porque é mais leve, mais rápida, mais divina... Assim sendo, a cidade sonhada, a cidade vista de passagem num dia cansado, torna-se “o melhor lugar” porque o tenho mais na cachola sem gravidade que sob os pés cotidianos, porque são justo as lacunas, que a falta de vivência ali não preenche, que propiciam o deflagrar de ideias arquitetas que constroem cada bodega e recanto a caber nos sonhos bucólicos! Para lhes dizer a verdade, isto acima não passa de retórica! De uma vontade de voltar atrás! De uma besteira cheirosa que dicotomiza vida e vício! Retórica perfumada de romantismo. Quem pensa assim - e tanta gente só sabe pensar assim - sofre um pouco de insatisfação quando de seus projetos realizados. É que o que era ideia brotou como flor entre o esterco de uma realidade indigna. E por falar em "realidade indigna", amigo... Realidade indigna é a que imaginas! Aqui fora só há realidade, a indignação é toda tua! E por falar em perfume... Enfim, desembestei de pensar isto: “Para que servem os mendigos?” E respondi: “Servem para que as pessoas tenham medo ou se sintam constrangidas, para que elas vejam para onde vão, acaso não cumpram o rito promissor. Eles fedem para que vendam as perfumarias”. É o temor que as pessoas sentem de um dia estarem em situação similar a do pedinte que determina se elas darão ou não a esmola e mesmo a quantia desta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-5880880415807070342?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/5880880415807070342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=5880880415807070342' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5880880415807070342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5880880415807070342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2012/01/parlamentite-7-parte.html' title='PARLAMENTITE (7ª PARTE)'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-5098681729099832469</id><published>2012-01-18T16:15:00.001-02:00</published><updated>2012-01-27T17:32:54.474-02:00</updated><title type='text'>PARLAMENTITE (6ª PARTE)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Um pacifista teme que o astuto venha a estragar seu séquito lhe contando a verdade: “Vocês formam um exército!”&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Um homem imprestável nunca está sozinho.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A mais velha espana o casaco preto no elevador: “tlum!”. A menina pequena é criteriosa como o nariz da mãe previa: arrebitado! Insuportáveis, vozes estridentes! O térreo chega, e a sensação é de se estar livre daquelas duas. “O marido já teria ido embora?” Não dá para saber o que empinou aquelas tão para cima num mundo tão raso...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Na rua o homem caminha em direção ao bar. Ouve-se um assobio não se sabe donde, olhamos para o lado, esperamos algo... Não é com a gente! O homem vem, mostra as palmas duas vezes num monólogo, como quem se diz: “Veja só!” ou “Tem cabimento?!” Bebo a cerveja e continuo a mirá-lo como a um oásis ou uma novela. Está na melhor companhia, fala sozinho! Sinto que ele sente alguma vergonha, se retrai, leva as mãos ao bolso da calça social. Espetáculo interrompido! O resto do mundo não lhe servirá como bom companheiro, ele atravessa a rua enquanto está distraído detestando alguma lembrança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Certamente ele gostaria de jungir-nos, a todos nós, que somos o resto do mundo, às suas ideias, amestrar-nos, adestrar-nos, tornar-nos obedientes. Mas homens que somos, somos isto: uns querendo ensinar os outros a serem eles próprios concomitantemente. Um desalinho!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;“Mostrava as palmas...”, eu ainda lembro num gole enquanto ele some de meu campo de vista. “Encaixava alguma coisa em si mesmo, possivelmente algo que num passado próximo não tivera tempo suficiente de digerir. Alguma coisa de indignação, quem o visse perceber-lhe-ia no semblante.”&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Num blog o rapaz mostra seu gosto, está atrás de complôs, quer montar tropas, exércitos de opiniões comuns a dele, almas que para tanto em comum devem se vender ao normal, ceder aqui e acolá e caber numa opinião que forme o “bom gosto”... O rapaz faz críticas de filmes, diz como os viu - Como mais poderia fazer? Diz... Tenta esconder seu gosto atrás de uma convenção qualquer que sirva também à sua opinião, age pretensioso como quem comunique uma verdade e não unilateralidades.  É humilde somente este suficiente: a continuar crido pelos míopes! Joga os interesses sob o capacho e diz: “Sejam bem vindos!” Porém, eu sei, tenho luneta e uma alma torpe também, como as demais: Ele quer dominar o mundo, mas já anda meio desistente, meio desonesto, gordo demais para fazê-lo nos gramados, azarado demais para fazê-lo numa mesa de poker... E se diz aposentado! Antes era trabalhador do possível: carregador das britas da intelectualidade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É isto, só isto: eu não entendo você nem um pouco, só quando você se vende à merda convencional. Você não me entende nem um pouco, só entenderia se eu fosse audiovisual!  A vida segue tediosa. “É só por enquanto” – diz a experiência; mas nosso tédio quer gritar “Não! Não! É tediosa sim! Tediosa para sempre!” E é preciso contar as coisas rasgando a si mesmo para ser honesto, porque para ser honesto é necessário concordar com a vivência, admitir: “Não somos capazes de um para sempre, falamos de um instante e só este é o que valemos!” Somos feitos de cacos!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não há tempo de saber tudo ao certo, se formos pensar antes de agir a ponto de tentarmos agir com perfeição, se tivermos receios de ser manipulados... jamais agiremos! Sempre manipulamos e sempre somos manipulados, diabos! Até os que ficam parados a isto foram persuadidos!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Agir!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Pirraçar por perfeição não me interessa! Nossa medida não é Deus, é sempre "de agora em diante": olhamos nós mesmos (carne e ossos) e seguimos em frente, inventamos o nosso progresso para atropelar nossos erros e achamos aqui e ali, a cada pegada, o nosso sentido para a vida.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nossa arma mais possante é o sorriso!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É até capaz que eu tenha amigos!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-5098681729099832469?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/5098681729099832469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=5098681729099832469' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5098681729099832469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5098681729099832469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2012/01/parlamentite-6-parte-romance-online.html' title='PARLAMENTITE (6ª PARTE)'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-458707965105392480</id><published>2012-01-16T14:40:00.000-02:00</published><updated>2012-01-27T17:32:25.321-02:00</updated><title type='text'>PARLAMENTITE (5ª PARTE)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Vende-se amanhã para quem não tem hoje.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O erro quebra o tédio da evolução histórica que observamos cansados, debruçados sobre livros dúbios, viramos as páginas enfadonhas com mãos pesadas e olhos famintos de sono. "Uma espiga!"; "Que maçada!" - diziam outrora. O erro... Glorioso! Pois como chateia a si e aos demais um ser humano com propósitos que vão se repetindo tenazmente até que haja contento, e de cada contento da satisfação atingida emerge um novo desejo, e daí a inquietude. Ah, senão odiamos os que persistem!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Veja: o camarada faz a mira, tem um alvo mesquinho, a tabuleta que escreve adultério no ar, ostentada pelos braços tesos de uma senhorita que se treme toda... Erra o escopo, no entanto, acerta de uma flechada a lebre inocente que por ali passeava, alimenta a família... Vangloriam-no! O sujeito assume os créditos, convence-se que representa mais o que dizem dele do que aquilo que até então se considerara. A memória que tem da falha ocorrida se distorce em acerto! “Deus! Deus me ajudou!”. Descobre nisto, com alguma perspicácia, que é mais fácil apoiar o acaso que a si mesmo contra esse... Haverá, desde então, de ensaiar sua crença em si mesmo com mais cautela, de persuadir suas intenções conforme o sucesso das eventualidades, assim como o propósito infla-se nas velas do barco e faz sua a vontade do vento, também como quando erra em terras inéditas, reclama só para si todos os méritos de tal descoberta.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;No mais, todos querem crer na nobreza humana. Não lhe faltará glória! Todos querem cantar uma vitória humana contra o gemer sem sentido das correntes do acaso.  Tudo em nossa cabeça se adéqua ao necessário no que tange possuirmos um pouco mais de poder e facilidade na vida.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Se te fazem coro do nome, por que não dirás que és o nome em vez de uma carcaça? Por que não irás adiante como algo sublime? Os nomes hão de caber em livros, na memória do povo, enquanto tu és demasiado inconveniente cheio de intestinos para entrar na história. Tira estas botas de andar pelo atoleiro! Que tal ser espírito? Um espírito evoluído para os espíritas seja! Um santo para os católicos seja!... Qualquer coisa, meu amigo! Tudo! Menos, aliás, o propósito ínfimo que emana de teu parco egoísmo de carne e osso.  Esconde o lixo que almejavas. Esconde, em prol da benfeitoria que alcançaste a todos nós. Reverbera em teu crânio impiedosamente a ideia de que tudo alcançaste graças também às eventualidades da natureza?... Desde que tu mesmo és eventualidade da natureza, assume o crédito sem culpa! Afinal, sendo tu mesmo natureza que se tenta distinguir da natureza, faça do que era co-autoria tua obra exclusiva. Extirpa a parceria! A natureza não há de reclamar, nem de invejar a si própria... Tampouco haverá de necessitar de si mesma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Entre o pensamento e a pedra, se torce o pensamento muito mais facilmente. Sempre teremos imensa facilidade em nos julgar merecedores das benesses. Aos frutos!... Como não, se temos fome? É claro que poderiam vir chuvas de pragas em vez de líquidas. Mas e nossas preces?! Não fomos nós que oramos e fizemos merecido o que era simples acontecimento natural? Sim, foi Deus que nos deu tudo isto... Mas... Ainda assim, não fomos nós que suamos merecedores no arado? Ora! Não fomos nós que ajoelhamos nesse milho? Extirpa a co-autoria do acaso, chama-lhe de Pai, pelo menos, e de dono do mundo, se tamanho consolo te é necessário. Entre o pensamento e a pedra, se torce o pensamento muito mais facilmente. E se a colheita não veio, ajoelha-te novamente sobre o milho... Lembra que teus pais sobreviveram nesta mesma fazenda! O mesmo há de acontecer contigo! Sequer imaginas que tantos morreram... E se acaso imaginas um pouco das desgraças que ocorreram, não apreendes o mundo destas barbaridades! Tampouco chamas essas de “barbaridades divinas”, dizes que há escolhidos e que aos demais faltou fé!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Deus, mas o que é o erro? Este silêncio? Este dizer do ato “um tropeço”, pois que o acerto é dizer “um novo passo de dança”. Tínhamos apenas pressa e apresentamos como “um novo ritmo”. O que se pode fazer é andar à frente, apenas! Ir à frente, cada qual num caminho... A gente, é claro, lê umas páginas antes para poder chamar alguns de retardados, é prazeroso isto!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O que escrevo é estreito, evidentemente! Na medida que é apenas uma leitura que faço do tudo, é estreitíssimo! É atrasado! Que quanto! Mas se nisto que faço sou redundante, não sou apenas o que falha... Eu e tu natureza, partilhemos este erro. Nós que só acertamos por descuido, pois sabemos que o acerto consiste em conservar o máximo, repetir um modelo o mais perfeitamente possível! Repartimos a lebre do nosso digno erro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-458707965105392480?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/458707965105392480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=458707965105392480' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/458707965105392480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/458707965105392480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2012/01/parlamentite-5-parte-do-romance-online.html' title='PARLAMENTITE (5ª PARTE)'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-2811682360327224391</id><published>2012-01-12T20:48:00.000-02:00</published><updated>2012-01-27T17:25:28.638-02:00</updated><title type='text'>PARLAMENTITE (4ª PARTE)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ouço da sala os crentes conversarem com minha mãe, não espiono, pouco me interessa, em muitas vezes até me desagrada ouvi-los... Mas, enfim, ouço as suas delicadezas, seus risinhos sem graça, os cumprimentos formais e cansados. Eles trocam um afeto artificial, débil, obrigatório, sob vigilância divina e risco de uma pena infernal. No entanto, respeito-os. O que mantém entre nós esta postura tolerante? Ora, ora, ora! Como tudo isso é um doce necessário! Até que ponto não é necessário? E se não fosse assim... Nem queira saber, meu amigo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="display: inline !important;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Oremos!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A coisa da falsidade... Como se espantam com ela – ouço e leio - as menininhas principalmente. Dizem que é o que mais repugnam, detestam a falsidade! Assim fantasiam seus inimigos: são os falsos - dizem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Eu? Não encontrando escapatória, deixo-me ser bem falso! - eis minha sinceridade! Anh?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Pobres coitadas!, não suportam uma gota de verdade, e falando tão contra a falsidade... Vá bem quando ainda são menininhas, adolescentes... porém, carregam isto por aí as balzaquianas. “O que eu mais detesto é gente falsa!”, falam cheias de “autoria”. Sabem por acaso onde há gente verdadeira? Conhecem a alma humana a tal ponto que lhes seja dado distinguir as verdades e mentiras que emanam?  Em que hipocrisias não adentram por acaso! Por puro acaso! Veja bem! Vejam bem! Ilustro-lhes, se é o caso de terminar com este choque que lhes imagino à face. E não me quero opor as pequenas beldades que isto dizem, pobrezinhas. Falta-lhes criatividade... O que sonham? A mesma merda que fizeram que sonhassem suas famílias e o primário. Sonham com coisas decentes... O que se anuncia decente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ora! Mas não desviemos o assunto: Vejam bem! Se por um ou outro instinto, eu, um ser tão racional, desgosto de alguém, se por algo que possamos até chamá-lo preconceito, sinto estímulos a fechar a cara para outrem, não o faço! Contenho-me os instintos. Não é isto, afinal, fugir da animalidade? Seguro, tento dar-lhe um sorriso até, porque sei que na verdade franzir o cenho seria bem provavelmente uma injustiça de minha parte. Ou me julgo juiz tão infalível? Pode ser até mesmo um preconceito, como estava dizendo: fechar a cara para alguém por quem nutrimos certa desconfiança, antipatia em tão poucos encontros. Imagine que tão poucas oportunidades lhe demos!Pois quando não vamos com uma pessoa logo de primeira, e isto é preconceito - não há o que designe melhor! –, não lhe damos tempo de se apresentar suficientemente ou já lhe distorcemos a apresentação, isto quando lhe concedemos chance!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Então... Sou falso ou delicado? Sou falso ou não preconceituoso? Por outro lado, se fosse pia e imediatamente sincero nas encruzilhadas da vida, já teria matado alguns. Num flash de ódio. Sim! Quem não? Se fosse tão fácil como piscar os olhos ou puxar um gatilho... Pense!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-2811682360327224391?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/2811682360327224391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=2811682360327224391' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/2811682360327224391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/2811682360327224391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2012/01/parlamentite-4-parte-romance-online.html' title='PARLAMENTITE (4ª PARTE)'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-5518999771904571507</id><published>2012-01-09T10:40:00.000-02:00</published><updated>2012-01-27T17:20:21.691-02:00</updated><title type='text'>PARLAMENTITE (3ªPARTE)</title><content type='html'>&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif;"&gt;a partir de então&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif;"&gt;tudo que entrar&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif;"&gt;sairá de mim um furacão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif;"&gt;serei como o cão da coberta&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif;"&gt;a forrar o chão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif;"&gt;em redemoinhos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif;"&gt;a ave elétrica a fazer o ninho&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif;"&gt;e de todo voo sou apenas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif;"&gt;as penas da cabeça inquieta&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif;"&gt;deste passarinho&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Evidentemente que devo ter perdido alguma coisa na última vez, estava de fato um furacão. É triste não conseguir sequer se dar conta do que foi jogado fora: não podermos com a coisa do esquecimento... Na velocidade que penso, ou que todos pensam, quando isto se lhes dá...  Bom, é assim mesmo! Para que lastimar o que é inevitável? Mais chato é que imagino que eu seria inegavelmente reconhecido se conseguisse pegar tudo, não deixar escapar nem um pouco.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Não poderei escrever todas as histórias que pululam a minha cabeça. Agora mesmo, seriam outros os versos, e resolvi falar sobre eles em vez de fazê-los! Aqui, um verdadeiro teatro do desperdício, no meu crânio. Mas hei de me contentar com o que vier à tona, dizendo: “Que se há de fazer?” Tem sido duro, muito duro! Sobretudo quando elas clamariam, quando as minhas palavras obrigariam o mundo, quando elas jogariam em sua cara mil e uma verdades... E mudo, e pensativo falho. Sabe o que eu queria? Ter dedos suficientes sobre as teclas destas infindas possibilidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Conheço pessoas que escrevem, mas todas elas estão dispostas às monotonias remuneradas. Eu também estaria; no entanto, apenas para continuar escrevendo. Para mim “não há mais nada!”, posso dizer-lhes, pois viajei com a cabeça para fora da janela. Não há mais nada para mim, podem crer! “Escrever?! – ouço-os - Ah, mas isto é supérfluo, escrever...” Chego ao paroxismo (Digo paroxismo porque conheço as preferências dos que isto me respondem!) de replicar-lhe que não. “Não!, meu amigo. Supérfluo é viver como vives! E tudo que lhe é inerentemente obrigatório: comer,  dormir, se vestir... Isto é supérfluo! Imagine quando a vida que tens não possui nenhum tipo de arte, comes hoje para ter força de caçar e comer novamente amanhã. Claro, se te preocupas e tens cacife para experimentar pratos diversos, sabores inusitados, isto é arte! Mas não dissimule! Sabes que é do arroz e feijão que estamos falando. Imagine isto, meu amigo: o comer para ter força para comer, o trabalhar para ter o que comer e comer para poder trabalhar... Isto não te parece o verdadeiro supérfluo?! Entendes de sobrevivência, meu caro! Entendo de vida!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A maior parte das pessoas não terá nem mesmo a “sorte” minha para poder escapar um pouco da ciranda capital, retomar o fôlego talvez. A sorte de encontrar alguém que os ajude como se deu comigo a vida inteira. Pode ser uma vergonha imensa ser amparado tanto como sou atualmente, sobretudo quando você não sabe ao certo se conseguirá dar o troco, retribuir tanto. Por outro lado, talvez eu já esteja pagando minha estadia de um jeito nobre. Ou é apenas que preciso pensar assim. Tenho minhas arquiteturas morais necessárias. O que nos faz bons é quando podemos ser equivalentemente gratos ao que nos dão, e ultimamente sei que lhes parece que só posso estar falando de dinheiro. Não! Pois não é só disso que falo. Mas já que mencionei a pecúnia... Pois há um dinheiro, meus senhores, que é totalmente supérfluo: aquele que os mantém na rodinha de ramsters até que a morte os separe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-5518999771904571507?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/5518999771904571507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=5518999771904571507' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5518999771904571507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5518999771904571507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2012/01/parlamentite-3-parte-do-romance-online.html' title='PARLAMENTITE (3ªPARTE)'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-1120369972586199467</id><published>2012-01-05T10:48:00.000-02:00</published><updated>2012-01-30T08:23:34.398-02:00</updated><title type='text'>PARLAMENTITE (2ª PARTE)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Para ler a 1ª parte do romance é lá embaixo!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Toda palavra - dita ou escrita - guarda uma espera sôfrega... Às vezes leve é esta espera. Quando gozamos, por exemplo, não pensamos palavra nenhuma... A satisfação está calada. É como penso insatisfeito! É claro que estou afoito, perturbado, se escrevo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Estou bem escondido mesmo, no centro do país. Ótima fuga! E minhas formas de contato virtuais são apenas mais uma forma de saber-me liberto e de lembrar do que me libertei.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ultimamente me cansa usar a palavra como uma talhadeira, como quem conserta a casa ou tenta esculpir uma companhia. Nem sei porque ainda escrevo. Ainda não aceitei muito o destino mudo. Ainda não estou satisfeito! E me sinto muito vivo com esta insatisfação. Me sinto muito insatisfeito e isto é muita vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Às vezes eu já sei se vou conseguir escrever antes mesmo de escrever; assim: se a coisa vai ter proveito. O problema é que quando isto acontece as ideias estão fervilhando na cabeça de um jeito que faz você atropelar toda ou qualquer metodologia de trabalho. Não consegui, por exemplo, fazer um café - aliás, café é uma coisa que me deixa mais afoito -, mas enfim, não consigo lavar as louças, não consigo cumprir o mesmo horário todo dia criando um padrão. Às vezes estou deitado na cama e as ideias começam a funcionar, logo no despertar, como agora. Neste caso, estou gravando antes de escrever. É uma das coisas que me corrompe, uma tagarelice mental profunda, mil possibilidades. O homem que enxerga para todos os lados menos se conforma em andar em linha reta que aquele que usa antolhos. A minha trempe está sempre acesa, fervilhando tudo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Outra coisa que ajuda a bagunçar-me no caos um pouco, e não sei como as outras pessoas muitas vezes nem se dão conta disso - ou seria "ainda bem” que elas não se dão conta, talvez, porque atordoados como eu não estão necessariamente fazendo falta, não no que são atordoados e não para as vagas disponíveis. Enfim, o que me bagunça ainda mais são as repetições, os clichês ressoando como receita para a vida: “Não desista nunca!”; “Acredite em você mesmo!”, “Isto passa!”, “Xô, preguiça!”... Mas tenho a minha explicação para esta ladainha: as pessoas que conseguiram colocar a boca no alto-falante, os grandes bambambãs da mídia têm em comum o patamar de uma posição social satisfatória, senão gozam mesmo o sucesso que sonhavam... É deste piso que tudo que lhes aconteceu se modifica, perdem mesmo a maturidade – se um dia a tiveram - olhando daí para o passado. O conforto da fama e da grana os deixa ainda mais debiloides. Então, toda forma que eles tinham de explicar o próprio passado se distorce. Sua história está vendida ao fim que alcançaram, porque de agora em diante todos os acontecimentos que lhes sucederam, em suas cabeças, nas histórias que contam, servem de uma forma perfeita para que eles chegassem até onde chegaram...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não é estranho que tenham tido sinais neste percurso: conversas com Deus - eles especulam sem saber ao certo -, aquele frio na barriga que era um tão escatológico sintoma de diarreia, aquelas vertigens da fome, então tudo!, aqueles ecos eufóricos do consumo de drogas reverberando em dias magros de abstinência, por fim, tudo e qualquer coisa se transformou em sinais místicos. Dizem: “Ah! Mas, vez ou outra, eu sentia que tinha nascido para aquilo, tremia-me todo...”; “Viu como Deus escreve certo por linhas tortas?" Pior é que já vi céticos serem convencidos por estas. Eles sucumbem, não aguentam mais!... &amp;nbsp;Os mágicos, os escolhidos, os místicos ou seja lá o que forem estão por todos os lados, são mesmo suas famílias fazendo coro! Eles sucumbem! Ademais, os pastores são mais simpáticos que os filósofos e propõe soluções mais simples para qualquer problema!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Os bem sucedidos continuam ali, a repetir com suas "vidas" que as fórmulas funcionam! Não basta terem chegado lá, querem mostrar que merecem, foram escolhidos, que há alguma mágica em suas áureas! - Argh! -  “Era como se deus estivesse me dizendo: não desista!”... - segue por aí a cantilena que os dignifica, porque muitas vezes não conseguem suportar o contraste miserável do mundo, digo, os pobretões, os famintos, os miseráveis... É preciso atribuir mérito a si mesmo, bençãos divinas e escrever um autoajuda... e atribuir culpa aos demais, sabe como é: a coisa da responsabilidade, do livre-arbítrio... E é difícil encontrar quem não queira acreditar nisto de escolhidos, sabe?! “O vencedor não acredita em acaso”, diz o Nietzsche.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Os homens da plateia... Eles se levantam e aplaudem entusiasmados. Se têm inveja?! Dizem que não, de forma alguma! "&lt;i&gt;Ele é destituído de qualquer inveja, mas não tem nenhum mérito; porque quer conquistar um país que nunca ninguém teve; nem sequer viu, a não ser uma única pessoa...&lt;/i&gt;"*  Ninguém torce o nariz! As desgraças... Até as desgraças se vendem ao novo roteiro do novo consagrado: “Se um dia perdi este braço, foi para chegar até aqui”, as desonras se compensam: “Aquela vez que fui desonesto serviu para eu nunca mais voltar a sê-lo”... E se são aplaudidos?! ... Tenho vontade de escarrar sobre tudo isto. Muitas vezes, uma mensagem pode me servir, mas lhe sinto tanta repulsa, que só dou membros ao que lhe contrarie, como a coisa do "Não desista nunca!" Isto pode estar certo por muitos e muitos ângulos, mas me enoja de tão repetido em tantos locais imundos e termino tantas vezes amando desistir, adorando me entregar só por implicância e não por consciência.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Pois é, desistir serve muitas vezes para você não ir parar na cadeia. A verdade é que não há fórmulas, não há verdade... Tudo é relativo! Outra que me arrepia é: “Pense positivo que atrai coisa boa, pense negativo atrai coisa ruim!” Diz minha mãe... E mais quantos “indivíduos”? (Se assim posso chamá-los no que o vernáculo tange alguma semântica de singularidade!). E não adianta argumentar com estas pessoas, se elas ouvissem argumentos não estariam falando isto!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Tentem imaginar de onde vem a voz precursora desta imundície do "Pense positivo!", esta voz asquerosa! Aguce os "ouvidos", ouça bem se não foi de alguém que atingiu um determinado sucesso e egocêntrico em larga escala chegou a tal imaturidade, a infantilidade de crer que tudo se deu porque a todo tempo ele acreditou que aconteceria, porque ele foi simplesmente otimista no fundo, no fundo. Ora bolas! Era esta a chave da questão?! Então sou ainda mais idiota que poderia prever qualquer ciência, pois estou fracassando e é isto que faltava todo tempo. “Né, mãe?” Apenas pensar que eis aqui um grande sucesso! Não me debruçar mais! Nada de me empenhar cegamente! Trabalhar cotidianamente! Criar o método de qual falava ainda há pouco?! Não!  Nada disto! Apenas pensar de maneira otimista bastará!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Os locutores destas baboseiras estão arrebentando as algibeiras, e você se pergunta cheio de coisas na cabeça se a sua voz dissonante tem espaço no meio desta algaravia infernal. Livros de merda estão lá fazendo sucesso, e você escrevendo num blog apagado não pode hesitar. Anh? Não pode pensar negativo, não pode desistir, não pode desacreditar! Parece mesmo uma boa fórmula para terminar chupando merda.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não me resta acreditar muito no mérito daquele que seduz a maioria, sinceramente. Acho até que o sucesso (determinado sucesso) fala mal do indivíduo! Que contramão lhes estou trazendo, hein, senhores bem sucedidos?! Pois fodam-se! No meio de uma massa idiota não passa do rei da imbecilidade o que arremessam para o alto.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É preciso ter mesmo muito cuidado com o &lt;i&gt;sucesso&lt;/i&gt;, se você entrar no &lt;i&gt;sucesso errado&lt;/i&gt;, se te pegarem por alguma bobagem - e pode crer, eles querem pegar você precipuamente por uma grande bobagem - já era! Nem tampouco acredito nestas fórmulas prontas, nestas “respostas” que se dão para as crianças, é preciso, entre outras circunstâncias e aptidões, ter muita sorte, e as pessoas não simpatizam com admitir isto. Se pensassem assim, perderiam bastante da fome que sentem por sucesso, ficariam mais tranquilas, teriam menos acidentes no trânsito, menos violência de uma forma geral... Quem sabe até chegariam a um sucesso mais... Como dizê-lo? Decente, próprio, de concepção individual... Estou especulando!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Já meu caso é diferente: eu escrevo e só sei fazer isto, e só farei isto ainda que me custe passar fome, estou disposto a jogar o jogo e mesmo terminar suicidando. Se você comprou este livro, este já me seja um sucesso suficiente para o dia, acaso eu consiga sobreviver com barras de chocolate como Charles Bukowski. Está começando mais um dia, lavem bem a cabeça!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;*  Aforismo de Nietzsche&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="background-color: red;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ler a 1ª parte do romance? Abaixo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-1120369972586199467?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/1120369972586199467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=1120369972586199467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/1120369972586199467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/1120369972586199467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2012/01/2-parte-parlamentite-romance-online.html' title='PARLAMENTITE (2ª PARTE)'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-2501418221070056104</id><published>2012-01-05T10:45:00.000-02:00</published><updated>2012-01-27T18:17:46.185-02:00</updated><title type='text'>PARLAMENTITE (1ª PARTE)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;E pensando nestas coisas infindas quando se pensa, no banco dos réus deste meu tribunal craniano, acho mesmo é que adoeci das palavras. Adoeci não só na pronúncia - a que bastaria que me calasse -, porém, desde os rizomas aos caules frágeis, nos meus pensamentos, que não sustentam a flor de um dizer desabrochado...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: #0d0e00; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #0d0e00; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ainda estou pelejando com aquele negócio de puta: agradar gregos e troianos. Não estou tendo sucesso. Como me explico? Primeiramente porque me sobra algo... entre outras coisas, entre as pernas. E me tenho vendido às empolgações. Vivo delas aqui e ali ou senão de embriaguez... Ou vivo delas aqui e ali como um ébrio! &amp;nbsp;Não me orgulho disto, sinto até alguma vergonha como quem se deixa dissuadir por algo menor que lhe arranca da meta nobre. Falo da empolgação de momento e da embriaguez das trocas de elogios, da necessidade de afeto... Direi que é como me resta a vida, mas o que digo - sinceramente?! - pode ser fruto de alguma droga emocional entorpecente, o que digo pode ser o que espera agradecimentos e gratidões... Por fim, &amp;nbsp;leve a sorrisos o que digo! Porque pode ser que, vindo notórios à janela do coletivo que sou, sentimentos e axiomas apertaram o botão e desçam na próxima parada!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #0d0e00; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Competência não há mesmocomo me reconhecer nenhuma. Não sei fazer nada que os troianos ou os gregosreconheçam. Nunca saberei, ainda que saiba depois de morto... Isto equivale anão saber. Tudo tem seu tempo de proveito, a vida é temporária. E é engraçadocomo as pessoas se consolam assim: “Isto passa!” Mas o pior deste tipo quesinto não é isto! O pior é que este tipo já se manifestou: “Não tenho nenhumadas qualidades necessárias para vencer na vida!”. Cheguei atrasado no mundo, jásofreram bonito antes de mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A gente tenta fazer falta. Sabe que a gente vive se ajudando, se apertando, por uma sensação de impotência em vida é que se tenta este poder no futuro, no além vida: o poder de fazer falta. A gente tenta fazê-la irreparável. Mas a gente não vai conseguir, sabe?! A vida se adéqua, esta é a força maior. “Ninguém é insubstituível”. Eles vão se arrumar sem mim, custe o que custar. Pessoa já dizia, “Sem ti correrá tudo sem ti”.  Esta coisa de criar nos outros uma dependência de nós... Como fôssemos um vício... Neste sentido, não sei se sou eu ou minha mulher quem vai à frente. No entanto, enfim, é que parece mais difícil encarar o presente, não fui ensinado a encará-lo. Mal nasci e começaram a me estufar com esperança. &amp;nbsp;Papai e mamãe cedo cedo começam a ensinar a nossa fome a esperar. “Paciência! É o que você precisa aprender, meu filho. Aprender a esperar, ou você vai sofrer muito.” E se sei esperar, pois não, sento num banco e espero, vamos lá... deito logo de uma vez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas daí me levanto novamente no intento" gregos e troianos".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É engraçado, quando o assunto é meu, tenho de reavivá-lo o tempo inteiro na cabeça dos outros. Desapegam-se fácil, evidentemente, com toda razão, estão completamente preenchidos de si mesmos. Ocupadíssimos nisto! É bem verdade, querido estranho, que eles não estão nem aí para as coisas alheias. E nisto há alguma novidade? Vives um mundo mais encantador que este que narro? Pule fora daqui! É tempo! E se podes crer, vá para a igreja. Deixe-te levar. Não complique!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Aqueles que vão encontrando aqui alguma semelhança, esses conseguem continuar. Sabe o que é uma boa história? Aquela em que você pode dizer que o autor disse o que você queria dizer. Complicou? Volte! Para que a pressa? “Você precisa aprender a esperar, meu filho!” Fique aí, com este folheto, no banco da praça, na sala de estar. A vida é uma verdadeira espera, porque somos curiosos e queremos saber o que é o amanhã, embora tudo leve a crer que o amanhã é nada e esta é a única certeza que se pode. Morte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É preciso compartilhar a dor, fazer com que ela se pareça deles. Mentir? Sendo deles também, a dor, querem bem aproveitar a cobaia que represento quando alardeio antes o tal "sentimento comum".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não importa qual é o sentimento, vê-se só a vestimenta fonética. Se minha emoção traja “saudade” e a sua também, acreditamos que se deu um laço. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Porém, a filosofia ou a poesia, que eu e, possivelmente, mais alguns escutam, diz o seguinte: "não só a dor, mas o sentimento de cada um é diferente".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;As palavras são as reuniões entre condôminos! Estamos sempre tentando nos reunir, nos entender, gregos e troianos, e seguidamente tentando assumir o palanque porque, atrás do cinismo das gentilezas, &amp;nbsp;as palavras (denominações das coisas) são antes impostas que compartilhadas. Se concluímos as assembleias com decisão terceira, melhor, com meio termo, é que não houve saída, e não porque buscávamos a princípio o meio termo. A princípio, o que nos interessa individualmente é o princípio. Digo, o que tentamos com as argumentações palavrosas é controlar o outro, suplantá-lo e não &amp;nbsp;a nobreza de "chegar a um acordo!"&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mentir? As palavras mentem, cada uma delas. Eu não queria falar, mas vomitar tudo isto. Linguagem... Idiomas... É um jeito de cabermos num mesmo mundo, e também de fisgar &amp;nbsp;outros deste mar(asmo), aproveitando aquele pouco que lhes ensinou de gramática a família e a escola padrão, tal gramática que lapida apenas retilíneos cidadãos. Aproveitando do que sabem, de seu linguajar de procurações e memorandos, seu cacarejar documentos, distorceremos as palavras mudando sua comum disposição com hipérbatos, heteroclitismo e derivações inapropriadas... Apresentando construções tais que nenhuma gramática imperialista conceberia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É uma meta complicada, senão impossível, esta de retirar o peixe do mar(asmo), porque antes é preciso que ele se chegue rapidamente até o réptil mais próximo, o que trata de um processo raríssimo. E dificilmente as águias dispõem de tempo e paciência para tanto, elas não sabem ser professores, antes famélicas, devoram os pobres peixinhos! &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nada de jornalismo! Nada de secar! Ser humano é apreciar... É ser farto de apreciações, valores... E estar insatisfeito, obviamente. Sempre! Deixem aí os adjetivos em paz, deixem estarem! Guerreiem nossas apreciações, nossos gostos...&amp;nbsp;Ah a linguagem construída, algo gloriosa e nefasta, para cozer nossos encantos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Toda gramática tem um pouco dessa vontade ali enfurnada, uma vontade de nos fazer friamente entendidos, o que é nobre sob certo aspecto e é insuficiente quando chega certa &amp;nbsp;idade. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Pois é, não nos entendemos, mas podemos “fazer” que sim. Diz o Pombal: “Ordeno que todos falem minha língua!” – e todos gostaríamos de dizer o mesmo em nossa própria língua. Gostaríamos de dizer mais: "Ordeno que todos sintam o que sinto." Não foi o que decretou o Marquês, porque não haveria como saber desta equivalência emotiva, o único meio de corrigir seria vestir os sentimentos com os uniformes variados dos vernáculos da língua portuguesa. Então é que se pode mentir legalmente! Seguindo o raciocínio, este nobre senhor obrigou-nos logo a mentir: “Ordeno a todos que mintam” ou “Ordeno a todos que digam como eu digo as coisas que sentem”. Equivale a ter poder, e dizer, "Ordeno que todos me compreendam e, mais, caibam na minha compreensão."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Gregos e troianos... Ora bolas! É difícil agradar todos os troianos. É impossível agradar todos os gregos, é impossível agradar todo o “eu mesmo”. É mais fácil voltar à cama... Por ora, é como fico, embora me incomode um pouco a coluna de tanto estar deitado. No entanto, como disse, vivo, das emoções embriagadas. Enquanto não morro, espero!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Hoje acordei bem tarde, fora do horário comercial. Preciso falsificar uma receita médica para comprar remédios que me façam dormir mais. Tenho vivido bem melhor em meus sonhos, até quando não sonho nada. Sei porque quando eu acordo fico chateado. Se a vida é uma espera... E outra coisa não consigo fazer porque fui amansado, e compreendam que qualquer coisa que fizesse seria indecente ou para os gregos ou para os troianos. Viver é indecente, nascer é um pecado. Eu até pecaria, mas cansei, fui feito de frouxidão e cansaço, de medos, de delicadezas, de restrições, resignações... Tornei-me muito envergonhado para existir com bravura de tomar o lugar dos outros cheio de competência. É mais violência do que suporto!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;De toda forma, meus pais pagaram à república: de três, dois são servidores federais. Ah, sim! Tenho um irmão bravo, admirável, um sargento... Não nos damos, porém, pôs-se mil quilômetros entre nós e lhe tenho até simpatia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Sou de brincar com as sobrinhas, de ficar decepcionado, de amuar-me num canto.  Sou das sobras! Minha bravura consiste exatamente nisto, não tomar a vaga de nenhum empregado, não trabalhar em nada, sujeitar-me às humilhações que os outros precisam patrocinar para se sentirem bem. Eis minha bravura, esta passividade! Esta confissão! Hoje estou acordado, mais um pouco acordado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Sou um herói meio avesso, sou o herói que é socorrido porque seria herói, mas nasceu com reumatismo! Sou um homem em Kripton! Sou a incapacidade do corpo que sabe a cabeça... Sou os olhos inúteis que choram. Desprezível! E amado. Muito amado por meus amigos. Completamente amado por gregos e por troianos, e completamente amado envolve dizer-lhes que sou amado verdadeira e falsamente, ou não estaria completo!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;E agora vou pegar um copo de água, pegar um livro, vou à rua ou volto para cá... Ou tento ir ao banheiro. Não há muito mais que isto! Não adianta ir ao Saara se você não tiver um monte de merda na cabeça para enfeitar o deserto.  E gosto de tentar ir ao banheiro, é preciso evitar os pensamentos enquanto não estou aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-2501418221070056104?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/2501418221070056104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=2501418221070056104' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/2501418221070056104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/2501418221070056104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2012/01/1-parte-parlamentite-romance-online.html' title='PARLAMENTITE (1ª PARTE)'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-4958938329860092632</id><published>2012-01-02T11:47:00.000-02:00</published><updated>2012-01-02T11:47:54.179-02:00</updated><title type='text'>COMO VENTE</title><content type='html'>há coisas de ver que não disse&lt;br /&gt;- chuva, por exemplo -&lt;br /&gt;como via&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;comovente&lt;br /&gt;como vida&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-4958938329860092632?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/4958938329860092632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=4958938329860092632' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/4958938329860092632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/4958938329860092632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2012/01/como-vente.html' title='COMO VENTE'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-5923183506348161364</id><published>2011-12-31T16:46:00.001-02:00</published><updated>2012-01-19T12:35:49.892-02:00</updated><title type='text'>RECHEIO DE PASTEL</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;De que na realidade colhia aqueles sonhos? Ou de que sonhos aquela realidade se desaglutinava? Parecia que Deus, de um pastel mal fechado, deixava escapar fios fartos de dia que era para ele ter comido frito. O dia batia contra as cortinas e nos vidros preso num secreto lado de fora assinalado por 14 e 51. A voz de minha mãe coçava murmurante atrás de minhas pálpebras e um assobio irritante semitonava uma tempestade possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;As pessoas começaram a estraçalhar as outras nas ruas numa velocidade que não viam as tripas ensanguentadas deixadas para trás no asfalto. Eu vi um senhor tomar um fininho de um Fiat com o porta-malas aberto. E uma caminhonete arremessar um corpo adiante para depois passar por cima confundindo sangue e paralelepípedo... Não sabia nesta altura em que lado de dentro eu estava mais, se era lá em casa ou num puteiro onírico.  Mas me parecia covardia matar daquele jeito sem olhar para a semântica encarnada das vidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Na “Aluap” – o puteiro das redondezas – uma hemorragia convulsiva no piso da sauna. A vítima não pedira desculpas a um estranho num esbarrão, ou havia ainda xingado, ou teria sido macho até perder o fôlego. Lembrei de uma canção que não sabia se fazia jus. “Quem diz, não mente: na mão de um fraco sempre morre um valente”. Era assim que se lembrava das coisas: resgatávamos o pouco que tínhamos automaticamente, quero dizer, não escolhíamos nossas lembranças, elas estalavam por alguma relação de proximidade... Era um começo de explicar o novo, sanar o estranhamento assustador. Mesmo que fosse injusto lembrar de alguma coisa para se acostumar com o novo... Lembrávamos! “Quem diz não mente”, aquilo ficava latejando melódico. “Alguma coisa ele deve ter feito de errado”, mas as putas não conseguiam explicar porra nenhuma. Filhas da puta! Uma havia desmaiado. As outras diziam que tudo estava confuso atrás dos vapores e do som alto. "Eles tinha se esbarrado", era tudo... Tinha até algumas com cara de costume. Digo, ao que refletia seus semblantes, não havia nada tão estapafúrdio assim diante seus olhos, espectadores de misérias várias “Meu pai me estrupava até que eu meti a faca no porco...”. Eu continuava  a puxar as coisas amarrotadas de minha gaveta para vestir aquilo tudo menos indecentemente: “Há alturas elevadas da alma de onde o trágico torna-se risório...” Era uma espécie de pudor meu, de vontade de achar cabimento como quem conversa tranquilamente com o divino e participa das providências a seguir...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Os olhares chegavam arregalados no terceiro pavimento depois de não acharem ninguém nos cômodos anteriores, batiam de frente com aquela realidade entortada, estranhavam as pessoas apertadas atrás de um balcão como aspectos de um drama cafona de tão inusitado. Estavam todos ainda meio paralisados, esperando para pegar uma carona numa 1ª atitude autoritária, que mostrasse como se reagir diante daquilo. Era alguém encher o saco de estar comovido, chocado e se mover! Umas putas gritavam lá dentro, se ouvia dos corredores, das escadas, mas ao dar com aquela imagem o som era interrompido por alguns segundos. E no mais, as putas gritarem não era atitude nova, era ainda uma extensão da tragédia em agudos importunos. Então os ouvidos expectantes de alguma explicação, além daquelas obtidas nos escuros cochichos participados que descreviam tudo com desfalque, recolheram do moreno: “O comandante está vindo!” - o dono do puteiro disse em tom de que o que poderia ser feito estava a caminho. E talvez o comandante pudesse livrar ainda a casa do fechamento. Foi aí, depois daquela nova, que pouco a pouco o aglomerado se dispersou carregando uma dureza de bicho e uma seriedade pelos degraus tuc-tuc-tuc-tuc, desceram rumo às cadeiras do boteco para tomar uma fresca. Os carros não deviam estar mais atropelando ninguém desvairadamente... para dar-lhes aquela altura de coragem... Via-se pela janela chegarem lá embaixo e gesticularem com os braços pela calçada... Então fomos até lá e pedimos um pastel daqueles com uma boa garapa. O moreno estava preocupado com o futuro dos seus negócios.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;“E o assassino, porra?!”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-5923183506348161364?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/5923183506348161364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=5923183506348161364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5923183506348161364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5923183506348161364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/12/recheio-de-pastel.html' title='RECHEIO DE PASTEL'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-1982261105005178569</id><published>2011-12-19T12:45:00.001-02:00</published><updated>2011-12-20T00:55:24.043-02:00</updated><title type='text'>VESTIDO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O que sou, se sou, para que uma alma eterna me queira ter nesta vida de poucos metros quadradíssimos? Quem sou, então, para que eu tenha uma alma? É preciso, por certo, que a concebamos de nosso cotidiano terráqueo, engendremos esta posse supraespacial como coisa impregnada e essencial... E ai de mim dizer-me um desalmado. Não! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Usar a alma mesmo como desculpa para meus erros: "Sou assim, não há jeito!" Por que sou assim e não há jeito? Ora! Porque eu tenho uma essência, ou seja, algo imutável, por fim, uma alma! Não há alternativa, é preciso contê-la por mais flagra que ache esta imaginação, urge compartilhá-la convenção, e lançá-la por aí a dizer que amo preferencialmente, qualquer coisa que seja...  Melhor, amo outra alma precipuamente! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A minha alma é como que coisa falta de um anestésico que nenhuma droga substitui eficazmente: indomável, nervosa, apressada de qualquer coisa que desconhece e porque desconhece, prolixa... Minha alma é a ciência de que a vida é breve e a ignorância de que posso agarrá-la acaso me apresse. Minha alma é a eterna incapacidade de ver a vida neste pouco agora. Confesso que sou muito menor do que a alma de que sou, e é só por isso que cá estou enquanto ela voa alucinada! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Que seria dela sem mim? Eu, que coisa gigantescamente perturbada seria se tivesse uma alma ou se não a tivesse? Já a teria trocado por coisa que melhor me caiba e em que melhor eu caiba. E sendo eu mesmo coisa, já me estraga a alma que me inventam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-1982261105005178569?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/1982261105005178569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=1982261105005178569' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/1982261105005178569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/1982261105005178569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/12/vestido.html' title='VESTIDO'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-3257478212535497972</id><published>2011-12-06T11:07:00.001-02:00</published><updated>2011-12-07T17:00:16.960-02:00</updated><title type='text'>“VOCÊ ALGUMA VEZ VIU A CHUVA?”</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Na rua onde eu fui criança havia um esgoto a céu aberto. A rua era de terra, e para chegar aos quintais era preciso atravessar uma pequena ponte de concreto, senão de madeira. Quando chovia a rua alagava, então todas as casas tinham uma pequena mureta sob os portões para impedir que a água entrasse. Era uma cidade dormitório. Baixada fluminense.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Aquele dia estava muito quente. A chuva da madrugada varrera o céu! Estávamos brincando de pular as poças algumas quadras longe de casa. A maior parte das ruas de nosso bairro era de terra, esburacadas. Sempre restava um pouco de água suja nos buracos. Brincávamos de pulá-los.&lt;span style="font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Henrique era grande, gordo, bem maior que eu, e tinha alguma coisa dentro dele tentando se provar, alguma perversidade desfalcada. Enquanto eu tinha vontade de mancomunar contra inimigos inanimados, no caso os buracos, para Henrique isto não bastava. Ele precisasse talvez de olhares submissos que as poças não refletiam. Sua imaginação não inventava um mundo suficiente, ele sentia-se bem em causar algum desconforto nos outros, devia ser. Estava inseguro de alguma maneira. Por fim, sei que ele começou a querer vencer a brincadeira de pular poças, uma competição que eu, até ali inocente, não tinha imaginado. No entanto, assim sendo, tudo bem!, até poderia deixá-lo ganhar. O problema é que isto não lhe bastaria: ele precisava que eu perdesse. Explico melhor: ele queria que eu caísse dentro de uma vala, ele queria que eu fosse um merda, que eu rastejasse... Talvez ele tenha arquitetado tudo muito antes, desde o começo. “Vamos até em casa sem pisar na lama!”. Eu não concatenava ainda...&lt;span style="font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Descíamos um pequeno morro e ele começou a esbarrar em mim, empurrando-me na hora de pularmos as poças. Ele não tinha uma maldade honesta ou corajosa, quase ninguém tem, precisava arranjar um pretexto, precisava ter alguma razão.&lt;span style="font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Para não dar bandeira do medo que eu tinha dele, eu também lhe esbarrava na hora dos pulos, meio que me arremessando contra sua banha. Era o que ele queria. Quando ele me empurrava, me limitava a devolver-lhe olhares de quem estava desconfiado de suas intenções. Que mais eu poderia fazer? Propor pararmos com a brincadeira estúpida? Ele perceberia o medo. No fundo, eu já conhecia aquela história, sabia aonde aquilo iria dar! Ele havia feito isso com todos os nossos amigos, chegara a minha vez. Só isso!&lt;span style="font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Contra Henrique eu não tinha alternativa, e era isto que temia, não poderia brigar com ele. Não valeria mesmo a pena, era certo. Eu não era um ser delirante, se brigasse com ele eu beberia mais água de vala que os vira-latas que eram tantos em nossa cidade e, de quebra, comeria as merdas dos cães! De que adianta o orgulho? Vislumbrado este futuro trágico, era simples o que eu precisava: ser absurdamente cruel, covarde, usar de alguma ferramenta inesperada, ir além das regras, das artimanhas até então postas em prática. Porém, eu me flagrava ajuizado ou covarde o bastante para preferir apanhar a ter que usar de uma violência suficiente para me colocar em vantagem. Um cabo de vassoura, uma pedra... Todas estas alternativas comumente utilizadas pelos mais fracos despencavam da minha cachola cheia de um juízo antecipado, de uma inteligência civilizada imprópria à minha idade. A perversidade é que ganha a maior parte das brigas francas. Reconhecer o outro como um próximo é o que faz perdê-las! Quanto aos demais meninos... A infância não é um mundo de Deus, por isso é preciso enfiá-lo lá ferozmente, urgentemente e com auxílio do Velho do Saco e outras lendas mais que atarraxem medo onde falta juízo para temer a realidade que até então era dulcíssima.&lt;span style="font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;De toda forma, lá estávamos nós. Descíamos o morro. Henrique fingiu mais forte um esbarrão que lhe dei, arremessou-se ao chão sujando um pouco a camisa. E assim ele se deixou pegar. Quando lhe esbarrei, senti que não poderia ter deslocado de fato seu corpo aquele tanto. Muito mais pesado do que eu ele era...&lt;span style="font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;Bastava!, arranjara a razão que queria. Agora era a desforra! Levantou com ares de surpresa tentando me injetar a culpa, e me olhando para ver se eu aceitava... Olhando-me mesmo com alguma rigidez para que eu aceitasse seu teatro. Só hoje venho a compreender porque não me deu ali mesmo o murro da vitória. Aqueles olhos restringiam as alternativas, já colocaram num beco sem saída todos os outros meninos...&lt;span style="font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Provavelmente aquilo tudo era fruto da inveja de minha liderança entre os moleques, uma liderança que se fazia sem experimentar força... Aquilo devia indigná-lo, tão grande ele era! Por isso ele me deixara por último, por algum receio ou por prazer, sei lá.... como a grande final do campeonato, quiçá, porque tudo era tão competitivo em seu universo primário! “Ah! é, amiguinho? Ah é? Agora você vai ver!”. E pensar que ele teve a indecência de cair no seco no meio de tanto molhado. Eu lhe devolvia um semblante de: “É isto mesmo, cara?” – pasmo com a cara de pau do indivíduo. “Prá cima de mim?!”. Pois era para cima de mim mesmo. “Desculpa, cara!”. “Não! Não! Você vai ver só!” era tudo que ele resmungava.&lt;span style="font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Chegamos à esquina da rua de casa, eu cabisbaixo. Ele?! Calculem que não! Cansados. Era “a calmaria antes da tempestade”. O sol era um tenor! O bar estava aberto. O velho rádio empoeirado tocava Creedence.&lt;span style="font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;object height="94" width="422"&gt;&lt;param value="http://www.divshare.com/flash/audio_embed?data=YTo2OntzOjU6ImFwaUlkIjtzOjE6IjQiO3M6NjoiZmlsZUlkIjtzOjg6IjE2MzI0NzQzIjtzOjQ6ImNvZGUiO3M6MTI6IjE2MzI0NzQzLTdjMCI7czo2OiJ1c2VySWQiO3M6NzoiMjIwNDU0MyI7czoxMjoiZXh0ZXJuYWxDYWxsIjtpOjE7czo0OiJ0aW1lIjtpOjEzMjMxNzY4MzA7fQ==&amp;amp;autoplay=default" name="movie"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed wmode="transparent" height="94" width="422" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" src="http://www.divshare.com/flash/audio_embed?data=YTo2OntzOjU6ImFwaUlkIjtzOjE6IjQiO3M6NjoiZmlsZUlkIjtzOjg6IjE2MzI0NzQzIjtzOjQ6ImNvZGUiO3M6MTI6IjE2MzI0NzQzLTdjMCI7czo2OiJ1c2VySWQiO3M6NzoiMjIwNDU0MyI7czoxMjoiZXh0ZXJuYWxDYWxsIjtpOjE7czo0OiJ0aW1lIjtpOjEzMjMxNzY4MzA7fQ==&amp;amp;autoplay=default"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;“Someone told me long ago&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;There's a calm before the storm&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;I know, it's been comin' for some time...”&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Entrei ali interrompendo a animosidade que Henrique erigia à força, cegamente, surdo a quaisquer diplomacias, não sabíamos aquele idioma da canção amigável... Sentei ao balcão metálico. Ele ficou meio perdido, a sacudir-se da pouca sujeira da queda ou da sujeira que ele queria incutir na minha imaginação e que vestiria de justiça sua vingança. O odor no estabelecimento àquele horário não era fácil. Nauseava os sóbrios, era o esgoto, num tom aqui azulado e ali cinza.&lt;span style="font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;“Aprontando, garotos?!” Joel, o dono do comércio mexeu conosco. O bar estava sem clientes por causa das ruas empoçadas. Era bom ter mais testemunhas. Estávamos suados da brincadeira. O domingo ardia desértico, nenhuma viva alma... O bar era a última ponta em que me podia agarrar, na esquina da rua de casa... O esgoto a céu aberto, era lá dentro que me via. Como não havia pensado antes? A garotada na rua, certamente. Todos lá para presenciar seu coroamento... Nenhum adulto naquela rua alagada no fim da manhã de domingo. Henrique ainda se espanava quando nossos olhares se cruzaram a última vez, foi até a porta do comércio e verificou o que nossos ouvidos anunciavam: os moleques estavam lá, correndo, fazendo alguma algazarra!&lt;span style="font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;“Que vocês querem?” - ele perguntou. Num reflexo inesperado eu a encontrei no bolso do short de pano... a moedinha mais cara de minha vida.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;“Comin' down on a glorious day”&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;Que sede eu tinha... Isto era visível, nítido... Henrique então que era gordo... O vapor vazou o gargalo! &amp;nbsp;Ele não resistiu, não pode recusar a coca-cola gelada. Eu não bebi nem um pouco da garrafinha, dei-lhe inteira... Henrique não sabia fazer sacrifícios.&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0d0e00; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-3257478212535497972?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/3257478212535497972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=3257478212535497972' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3257478212535497972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3257478212535497972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/12/teste.html' title='“VOCÊ ALGUMA VEZ VIU A CHUVA?”'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-41486304964722835</id><published>2011-12-05T11:45:00.001-02:00</published><updated>2012-02-10T12:00:32.486-02:00</updated><title type='text'>À VELHA</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Lembro-te no quintal, via-te correr pelo vidro das janelas, distorcendo a vida em tua concavidade maternal. Por ventura, saía para brincar contigo, meus pés de menina pisando lama; eu fazia o barquinho de papel, tu enchias as bacias; e lavavas meus cabelos compridos de adolescente em tuas mãos vetustas, e algumas vezes me despenteavas feito brincasses. Eu dentro da vaidade infantil, feminina, não gostava, queria repreender-te, mas que moral tinha para isto?, eu pequenina, tu perto de mim que te estendias até o céu, gigantesca.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Uma vez me encontraste num meio de caminho, ia para casa do primeiro namorado, tu nem sabias. Quantas vezes me puseste de castigo, trancavas-me no quarto, apagavas as luzes, cortavas um filme pelo meio só para me contar as mesmas coisas aguadas de sempre, até que eu esquecesse a birra e pegasse no sono? Nestas noites melancólicas capturavas em teus flashes, tuas lembranças em preto-e-branco, a silhueta das plantas &amp;nbsp;que juntas cultivamos tão coloridas no quintal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como estranhamente me fazia um pouco triste tua presença, inibia-me. Não compreendia aquelas angústias que me despejavas. Quantas vezes derramaste no meu peito impúbere os teus prantos? Ah, e aquele teu companheiro sombrio de que te não desfazias quase nunca, e que tanto a ti quanto a mim só trouxe, o cinzento, mais tristezas. E tu persistente em falar das famílias desamparadas sob as marquises, os barracos nos barrancos, as mobílias no meio da rua, as mães sem nem ter para onde ir, seus filhos raquíticos nas valas; enfim, punhas à minha cara os malogrados mais infelizes que eu. Fazias questão de suscitar estes miseráveis todas as vezes no teu lacrimejar que só calas cansada e com a face umedecida. E eu na cama esperava que te aquietasses, porque eras indiferente a que eu te consolasse. Se te enfrentava furiosa, esfriavas meu sangue com tua persistência impassível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vez em quando, vinhas enxovalhando as cirandas das crianças da vila, rosnando tua natureza, impondo teu respeito, tocando todas as infâncias para dentro de suas casas no melhor da euforia pueril. Não tinha festa que respeitasses: aniversário, natal, carnaval...&amp;nbsp; Cismavas e cortavas o barato! Pois acostumei com os cômodos e tuas penumbras, acostumei com a solidão que me impuseste porque amiúde me sugerias a cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada te devo! Cresci também como um teu vegetal de canteiro. Custei a te compreender, achava que me cuspias pelas costas, ou porque eras triste, ou eras algo eternamente se desfazendo em cadência, gostavas mesmo era do barro que esculturavas canhestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, olhei-te da janela do quarto, tuas pinturas pelas gelosias... fizeram-me&amp;nbsp; ainda mais atormentada aquelas manchas disformes enegrecidas, aquelas luminosidades efêmeras em linhas histéricas que rasgavam o ínfimo azul que restava do céu. Olhando teus quadros, eu sonhava sempre com um frasco cheio de azul &amp;nbsp;límpido celeste que tu nunca usavas. Então olhava as estrelas que restavam, tentando saber se estavas próxima ou distante. Aquelas telas! &amp;nbsp;Apesar de menina, às vezes te sabia nas árvores: se forte vinhas, as copas se agitavam e largavam no chão alguns frutos e folhas como te fossem envolver cheias de braços tortos. Por vezes achei que cuidavas melhor das plantas... Aquelas telas! Mesmo com todos meus recursos intuitivos, milhares de vezes me enganei em tuas idas e vindas inesperadas.&amp;nbsp;Não posso esquecer quando, sem mais nem menos, me negavas a praia num domingo. Daí, pensava que a tua era me fazer desagrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, porém, aprendi a tirar-te algum proveito. A ti agradeço este aconchego, este amor caseiro, este sono agradável, esta canção de ninar que entoas até que tua menina adormeça. Que bom não é ter-te aqui, velha, neste presente terno em que sinto chegares!, abro a porta e tomo-te às mãos, e me contas encharcada destas antigas lembranças em teu timbre inalterável, aquele mesmo, sob qual eu ensimesmava, e falas da “vó” mais eu recolhendo as roupas do varal enquanto tu... não passavas, a “vó” cobria os espelhos com os lençóis, dava com o cachorro para fora de casa, desligava tudo na tomada, mandava que largássemos as facas e demais objetos de ponta, e tu assentias num simples piscar estrondoso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-41486304964722835?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/41486304964722835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=41486304964722835' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/41486304964722835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/41486304964722835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/12/velha.html' title='À VELHA'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-8702845949335889531</id><published>2011-12-02T05:52:00.000-02:00</published><updated>2011-12-05T10:47:08.920-02:00</updated><title type='text'>JANDIRA E  O SUBTERFÚGIO DOCENTE</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 141.6pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;i&gt;Não podemos dar tempo para que caiam na sonolência da paz, nem para que pensem demais. É preciso manter os rapazes instigados com seus fuzis, é preciso fazê-los sofrer um pouco nas guaritas para que eles entendam o valor da vigilância, pô-los em forma, fazê-los se entenderem potentes como um todo, inflar-lhes de orgulho com hinos, pôr-lhes comida à mesa, ensinar-lhes gratidão eterna, e dizer-lhes de homem para homens quanto isto custa a um país. O bumbo!, não podemos esquecer o bumbo! O pisar animado... – Marchem! Precisamos também pô-los a berrar... Acostumá-los com todo adestramento que há em massacrá-los e maltratá-los por este amor “desinteressado” e tão merecido pela “nação que é deles”...&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Jandira era a professora de história que aparecia através dos hinos nacionais! Depois de muito tempo é que eu fui entender, tempo em que fui professor também, maltratado... Consegui compreender que os hinos constituíam um jeito fácil, porque canções retumbantes, inflamadas, de nos fazer aprender o que quer que fosse e ao mesmo tempo mostrar serviço. Bumbadas fortes e aquela gritaria fazia bem nosso estilo, punha para fora nossos bichos. Além do que, nos liberava da monotonia das aulas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;De fato, hoje mesmo me peguei cantarolando&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;“Como é sublime saber amar, com a alma adorar a terra onde se nasce. Amor febril pelo Brasil...”.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;Então, recolhendo a linha da pipa cheguei até Jandira, aos alunos que reclamavam quando ela esboçava contar a história do Brasil e parar de contar suas histórias miseráveis, pequenas futricas, falar de coisas das revistas que folheava, falar da novela... Alguns alunos, quando tinham qualquer problema com ela, usavam isto contra a infeliz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;No seu tempo, Jandira era gorda e já estava esgotada, assim: era o tipo de pessoa que não almejava salvar o mundo, a realidade já lhe teria dado uns bons tabefes, apenas mais um show do Roberto lhe bastava.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Então, lembrava-me dela por causa do hino, e me lembrei do hino porque... - Ora, aí já seria ir longe demais, a pipa estanca com esses arrancos! Sigamos em frente: Fiquei pensando como esta coisa de hino deu certo de certa forma, por alguns instantes fazíamos filas, “bem comportados”, concentrados, e obedientes no pátio, “Formar, cobrir, descansar...” – esta coisa de dar ordens mexe com as pessoas, elas gostam de experimentar sua autoridade. Hoje em dia qualquer idiota não estudado pode sentir este prazer de estar num palanque e dar ordens e ver todos cumprirem abaixo. “Bota a mão no joelho, dá uma abaixadinha...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Os membros da secretaria, assim como outros professores, policiavam-nos caminhando no meio daquele pequeno exército. “Formar, cobrir, descansar...” O que nos mantinha calmos era o orgulho, quando aquele clima militar se estabelecia nos sentíamos promovidos de alunos corriqueiros para soldados, sentíamos com alguma dignidade talvez, não nos vislumbrávamos na mesma pouca conta cotidiana: badamecos, pedaço arrogante de gente, despesa...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Jandira dividia o palanque com a diretoria... Não precisava de microfone, tinha a voz alta por natureza e um sotaque nordestino. "Vamos lá, turma!, conforme temos ensaiado... Forte!" Era um jeito de mostrar força e decisão, talvez ela tivesse força mesmo, além de uma bocarra, mas não suscitava respeito, de jeito maneira! Seu aspecto e suas sandálias contavam um pouco de um passado aos nossos preconceitos, senão árduo, um tanto sem açúcar, talvez, amargo de tal forma, que toda aquela organização estudantil, urbana, particular e super maternal se lhe passasse por coisa meio risória. Prevaricava nas salas de aula, mas ali não! Tenha aprendido a ganhar um pouco a vida no grito e, não importava o que &lt;i&gt;estivesse fazendo &amp;nbsp;deixando de fazer&lt;/i&gt; entre quatro paredes com aquela criançada, aquela cantoria tonitruante devia suprir a tudo como resposta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;A coisa do patriotismo mexia tanto com todos, era algo tão belo de se ver e ouvir, sobretudo contrastando com os demais dias sempre tediosos e metódicos de aprendizado, que me lembro de termos cantado uns cinco hinos ou mais seguidamente na quadra de esportes da escola antes de começarem as aulas, durante alguns dias isto persistiu; semanalmente talvez. Aquele coro era fantástico, nos fazia sentir alguma bravura, talvez toda a bravura que nos faltava em nossas picardias ou que era desperdiçada em nossa petulância juvenil e saudável, coisa que os adultos nos apontavam acusadores, claro!, por amor a nós; enfim, toda aquela bravura linda, necessária à ordem e à submissão estava ali finalmente, tilintando naquela fantasia cantante...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;“Como é sublime saber amar, com a alma adorar a terra onde se nasce...” É sempre bom pensar num inimigo distante, isto nos unia, eliminava os pequenos entreveros pueris que havia, ao menos por alguns instantes. Fazíamos um Brasil de um pau só, estávamos todos no mesmo barco. Provas, reprovação... tudo parecia pequeno e mesmo para o nosso bem enquanto cantávamos aqueles hinos inebriantes... &amp;nbsp;Não pensávamos mais em nada! Éramos tomados por aquele torpor.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Se nos atrevíamos um pouco a burlar as normas naqueles momentos, ainda assim cientes mesmo do atrevimento, eram acontecimentos isolados como parodiar o seguinte segmento: “A paz queremos com fevor, a guerra só nos causa dor...” Dizíamos então, dois ou três alunos mancomunados no máximo: “A paz queremos com fevor, da guerra &lt;i&gt;somos causador&lt;/i&gt;”. Era só isto, estávamos satisfeitos com esta dose de marginalidade. Aí retornávamos soldados ao coro, envoltos nele, obedientes, bravos submissos àquela voz do todo... Escapulíamos novamente “...da guerra &lt;i&gt;somos causado&lt;/i&gt;r”, achávamos circunspetos a pequena graça que isto merecia, mas depois retornávamos com tudo: as mãos no peito, a postura ereta e rígida... Uma copa do mundo! &lt;b&gt;"&lt;i&gt;Porém, se a pátria amada for um dia ultrajada, lutaremos sem temor...&lt;/i&gt;" -&lt;/b&gt;&amp;nbsp;eu ficava preocupado jurando para mim mesmo, enquanto dizia estas coisas ufanas, que não borraria as calças acaso tudo aquilo se tornasse realidade... A guerra! Aprendíamos cedo a contribuir com aquele acontecimento guerreiro, aos poucos, como de quem é feito admirar um Duque de Caxias e estar disposto a seguir-lhe os passos! Ainda não vislumbrava naqueles versos imponentes, embora não acreditássemos muito naquilo, que tinha nascido vendido, que faziam de nossas vidas uma utilidade bem antes de estarmos ao sol pela primeira vez, uma utilidade para alguma coisa que a escola nos faria compreender ou não compreender o suficiente, e se não entendêssemos que devíamos ser úteis, estávamos fodidos!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Se era esta a intenção, duvido muito que Jandira tenha tentado com esta coisa de hino tornar-se inesquecível, mas, funcionou bem! Se era a intenção... Fato é que ela conseguiu, aquela professora cuja aula escapávamos... influenciar-nos de uma forma ou de outra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Tirando o absurdo que me cheira toda esta cantilena de adorar com alma o lugar onde se nasce, extirpando o patriotismo febril que tentavam nos incutir na escola: este sentimento de dívida para com a pátria, dívida para com Deus... Enfim, tirando toda a filosofia e reflexão revolucionária... Resta um sorriso ao lembrar de Jandira. Sim, ela me lembra subterfúgios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-8702845949335889531?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/8702845949335889531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=8702845949335889531' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8702845949335889531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8702845949335889531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/12/nao-podemos-dar-tempo-para-que-caiam-na.html' title='JANDIRA E  O SUBTERFÚGIO DOCENTE'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-3523985452631232879</id><published>2011-11-28T11:24:00.001-02:00</published><updated>2012-01-11T14:08:15.430-02:00</updated><title type='text'>ATÉ QUE ERA DOCE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ela usava um batom tão vermelho. Os lábios dela estavam querendo dar o fora dali, só podia! Porra!, é que aquilo não condizia nada com ser manhã tão cedo nem com a ternura das cores bancárias tão cinzinhas e tranquilizadoras, nem com aquele arzinho tão fresco e aquele batom vermelho aumentando lábios... Sua blusinha leve...  A gente sempre acha nas pessoas alguma coisa que não aguenta mais. Ou algum traço de “já não aguento mais!“. Algum manifesto tímido que não consegue abranger o corpo todo, nem ganhar maior atitude, só maquiagem. E fica assim, lábios de puta e resto inteiro na decência civil. Apostaria cem mil dólares que ela nem sabia, mas queria era fazer um topless, bem ali. Eu sei!,  afinal, estamos sempre “não aguentando mais alguma coisa”.  Ela, além do batom, mexia no mouse como um homem adoraria em outras partes. Leves estocadas distraídas, descompromissadas, meio experimentais ou pacientemente curiosas, pausas de 1 segundo e 3 décimos na punheta para enlouquecer, dizendo que tinha o dia inteiro pela frente, o computador nem ligava, era todo luz fria e só ela demonstrava sem saber tudo que era capaz de fazer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O estabelecimento ainda não estava girando a portinha. Era cedo. O colega ao lado na sua mesinha, todo gerente! Tinha respirado o mesmo gás tranquilizante, era o ar gelado; ele mexe com os nervos como uma terapia, os banqueiros sabem disso, que o ar condicionado imobiliza, deixa meio que num mundo onírico de tranquilidade, entorpece. Aquele senhor falava ao telefone e olhava a tela como o horizonte, mexia-se com discrição na cadeira ajeitando o cinto todo cuidadoso de si. Era o ar, tenho certeza. Tinha dado umazinha, certamente... Ah o dia começava... Mexia um braço como quem sente as mangas da camisa, uma das mãos no telefone segurando também a elegância, a quietude... Bafejando tranquilidade, o drogado, como um blefador anestesiado quase em coma. Era o ar condicionado, tenho certeza. Meia hora naquilo com uma camisa de abotoar e uma gravata, as frases certas, e a gente vira gerente de qualquer multinacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Eu olhava como quem inveja na vitrine uma porção de frios. Os dois ali dentro. Palmitos, azeitonas... Chegavam alvoroçados talvez, depressivos, tristes da réstia de domingo em seus cernes e aquele “tudo de novo” pesado e promissor ecoando em suas cabeças. Daí ficavam ali de molho no ar fresco, entorpeciam duas horas antes de abrirem a caixinha...  Suas vozes ganhavam a calma de eunucos... Seus gestos ficavam mais lentos, graves... Como quem age com precisão! Era o ar, enfim..Eu já sabia, porra. Eles não eram tão melhores que eu atrás daqueles vidros. Senão, para que precisavam de sapatos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O segurança mantinha-se mais quente, dentro daquela farda. Aquilo era mesmo para dar o contraste... Aquele contraste de figurinos e poses. Era para dizer a deselegância que eles não poderiam falar, sim! Que os olhos da clientela logo entendessem que há diferença! “Ó, ele é trouxa, precisa de uma arma, fica aí em pé olhando portas giratórias, mete a cara e usa fantasia, joga com a vida diretamente. Não estudou, não investiu direito... Eu não! Venha cá, vou lhe contar a verdade sem desespero, caro cliente! Sento em cima de uma porrada de dinheiro sem me desesperar, sem a mínima coceira na bunda, minhas mãos estão sempre limpinhas, unhas feitas... Você precisa investir sem entortar muito a face, senhor, esta aposentadoria vai render bem mais! Calma! Calma! Fale baixo, filho da puta! E você, jovenzinho, precisa pensar no futuro... Gosta de transar com homens mais velhos? Temos tempo, a fila atrás de você que se foda, sempre! Nós não amamos o próximo, amamos você!” Essas coisas todas vibravam no currículo oculto daquele ambiente envidraçado, aquele aquário da paz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O camarada à frente disse num semissorriso sem gracinha: “Apertei oito pulou para um, pedi extrato me deu dinheiro... tá doida essa máquina!” Recuou, deixou o caixa eletrônico vazio... A outra também ficou livre, deu-me lugar. O outro babaca que estava na minha frente não estava na fila, estava... sei lá... Planejando assaltos, jogando no celular, com vergonha de ter cagado nas calças, alguma coisa estava encostado ali na parede. Disse-lhe ao generoso gordinho que poderia ir no caixa recentemente desocupado, fiquei com o eletrônico doidinho: “oito igual a um, um igual a cem, extrato igual a você-está-rico!...” Talvez me desse alguma grana extra sem se dar conta, né? Besteira! Saquei a grana tranquilamente, azar o dele! Pobrezinho!, estava só... naquele mundo de conspirações informatizadas. Ficou lá, trocando com as teclinhas do eletrônico ao lado! Mas eu já havia estado sozinho assim, com minhas neuras ou com o mundo diabólico das máquinas sempre certas. Fiquei um pouco desolado que deu tudo certo para mim. Fiquei desolado... Sou um rapaz de bom coração! E 80 reais igual a 80 mil até que era doce!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-3523985452631232879?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/3523985452631232879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=3523985452631232879' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3523985452631232879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3523985452631232879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/11/ate-que-era-doce.html' title='ATÉ QUE ERA DOCE'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-8232218222127845786</id><published>2011-11-27T03:58:00.001-02:00</published><updated>2011-11-27T03:59:30.307-02:00</updated><title type='text'>REVISTA DIGITAL REBOSTEIO</title><content type='html'>&lt;b style="background-color: white; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;O MATERIAL FALA POR SI MESMO.&lt;br /&gt;É SÓ CLICAR!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="background-color: white; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;a href="http://issuu.com/rebosteiodigital/docs/montagem_rebosteio_n_0" style="color: #0b5eb4; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;http:/&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;/&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;issuu.com/&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;rebosteiodigital/&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;docs/&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;montagem_rebosteio_n_0&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-8232218222127845786?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/8232218222127845786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=8232218222127845786' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8232218222127845786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8232218222127845786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/11/revista-digital-rebosteio.html' title='REVISTA DIGITAL REBOSTEIO'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-694718598053577643</id><published>2011-10-17T04:34:00.001-02:00</published><updated>2012-01-11T17:26:15.192-02:00</updated><title type='text'>ELES</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele estava com tudo até que removeram o câncer, era tempo. Aquela bola começara a doer em suas costas. Dali em diante como seria? Uma vida longa e saudável?! Ele estava fodido! Com o caroço tudo que queria as pessoas faziam imediatamente. Era uma vida razoável, considerando que não doía tanto assim, o caroço. Bastavam alguns murmúrios doridos do quarto... Ah sim, os torturava! Não era tão complicado quanto pagar as contas, trabalhar todos os dias, amar uma mulher... Para que alguém vivesse, outros teriam que trabalhar. Não serviria de nada pedir-lhes ajuda, dizer-lhes que não tinha nascido para aquilo, era levantar da cama e já lhe perguntavam auspiciosos: "Está disposto?"; "Se sente melhor?"; " Que tal irmos à rua? Sairmos um pouco de casa...". Eles pensavam assim "Se eu faço, você pode e deve fazer!" Bem que queriam vê-lo saudável, pronto para os labores malditos. Assalariados! Por outro lado, gostavam da sensação de que lhes devesse, uma dívida que aumentava a cada tempo, e esperavam que se recuperasse alguma hora, e que um dia os pudesse pagar ou se tornasse sempre solícito, ele era uma ficha, uma aposta... Para  quem joga na loteria... Ele parecia uma chance melhor do que essa! Seus dons artísticos. “Se ele fosse descoberto um dia?” Por outro ângulo, quanto mais fosse um caso perdido, mas os outros se sentiam fazendo algo divino, generoso. Possivelmente achavam que Deus lhes pegaria no colo quando a coisa apertasse, ou os pegaria apenas para facilitar-lhes a vida. A ideia de recompensa lhes acompanha como carrapato aos cães. Servir-lhe-iam a vida inteira com estas esperanças de recompensa, e sabiam bem vesti-las de altruísmo! Pedir ajuda de nada adianta, "Se você aguenta seu peso, ponha um saco nas costas!" - lhe dirão. Apenas o câncer era convincente! Melhor era ficar ali deitado, capengando pelos cantos, reclamando, fingindo constrangimento. Pelo menos não era dar a vida em prestações de 8 horas diárias! Aliás, lhe dispensavam uma atenção invejável, que talvez só a fama trouxesse. E olhe lá! Acaso se dissesse indisposto, era um dia na cama com tudo servido. Estava bem, anh? Vencido os escrúpulos a gente sai da lama rapidinho. Saindo dela até podemos voltar aos escrúpulos, com todo orgulho! Quando se está aparentemente bem... Já era! Só lhe estendem mãos pedintes, anh? Melhor era está na pior. Estava tão acostumado a viver daquela maneira: fodido de saúde, era o que lhe deixava bem de cuidados alheios - que agora não sabe mais o que fará da vida, estava tão acostumado a ser paciente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_Sabe, eu lhes poderia contar isto de um jeito belo e vitimado, os senhores se condoeriam.  Porém, que se chateiem! Gostam tanto disso de se chatearem! Não voltarei nunca mais aos negócios, devo confessar-lhes: Prefiro a morte!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era por isso que ele era tão amigo, tão terno companheiro, tão brando, por isso quis o casamento acariciando os cabelos dela, um vinho sobre a mesa... A pessoa amada se sujeitava, vulnerável. O irmão mais novo já estava velho, nem se sabe o paradeiro,  vivendo em outros cantos, não lhe podia aplicar um corretivo. Lá fora lhe faltava um protocolo, uma habilitação, um curso de inglês... Fora da casa, do matrimônio; lá fora lhe negavam sem cerimônias com um sorriso, com uma frieza tremenda, com civilidade a qual ele devia cidadania de troco sempre, não podia perder a linha, havia os presídios, os homens violentos e loucos (seus semelhantes), as multas... Em que e onde descontar o que era acidente? O cargo não alcançado, o carro amassado, a mãe falecida, os cheques sem fundo... Quem culpar? Quem pagaria por aquilo? Nada podia contra as leis da selva de pedras. O mundo estava certo em proibi-lo, e o que ele acatava proibido acumulava dentro dele, uma inundação que só o casamento poderia escoar, os filhos para descontar sua existência... “Quem sabe, filhos?!”, projetava. “Por onde andava seu irmão?”, sentia saudades. Ah o recato do lar, a privacidade. Era o que ele não podia conter, tanta fúria, era vontade gigantesca e reprimida, porque lá fora eles tinham razão num  mundo injusto. E só as pessoas mais próximas poderiam partilhar aquilo. Ele batia nela quase todos os dias nos flancos, enrolando o pano de prato nas mãos. Socava as paredes, a mesa, jogava panelas para o alto, precisava daquela catarse diariamente. “Paz! Paz!” Gritavam lá fora, e ele queria guerra, mas tinha medo de começá-la, não sabia onde daria aquilo, lá fora ele só se fodia e entrava no coro: “Paz! Paz!”. Tudo dava errado para o indivíduo, exceto o matrimônio. Era o divino matrimônio e o pano de prato que o impedia de fazer qualquer besteira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-694718598053577643?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/694718598053577643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=694718598053577643' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/694718598053577643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/694718598053577643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/10/o-caroco.html' title='ELES'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-8839345866544643403</id><published>2011-09-07T07:04:00.000-03:00</published><updated>2011-09-07T07:05:08.584-03:00</updated><title type='text'>OLHAR ENVIESADO</title><content type='html'>o bípede queria achar o mar&lt;br /&gt;e no meio da jornada&lt;br /&gt;um obstáculo o deteve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;era como ele via o rio:&lt;br /&gt;invés de caminho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-8839345866544643403?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/8839345866544643403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=8839345866544643403' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8839345866544643403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8839345866544643403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/09/olhar-enviesado.html' title='OLHAR ENVIESADO'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-4575575152986218780</id><published>2011-09-05T12:17:00.000-03:00</published><updated>2011-09-05T12:21:49.423-03:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;agora que contemplo a imensidão de minha ignorância&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;e dela não vejo senão uma parcela de infinito&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;sinto-me envergonhado &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;por um instante&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;como um Deus deveria eternamente&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-4575575152986218780?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/4575575152986218780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=4575575152986218780' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/4575575152986218780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/4575575152986218780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/09/blog-post.html' title='.'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-3319902703046360964</id><published>2011-08-25T04:51:00.000-03:00</published><updated>2011-08-25T05:00:38.529-03:00</updated><title type='text'>SUPREMO SOBEJO</title><content type='html'>meu homem foi embora&lt;br /&gt;e agora o que sou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não sei se é superioridade ser resto&lt;br /&gt;poder-se-ia dizer "sobrevivido"&lt;br /&gt;aos poucos vou restando&lt;br /&gt;e sobrevivendo&lt;br /&gt;uma hora serei só morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é certo que me escolham&lt;br /&gt;conforme o que se pensam&lt;br /&gt;nesta minha situação:&lt;br /&gt;dirão que o homem me escapou&lt;br /&gt;que meu homem me jogou fora&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;mas eu mais do que ele&lt;br /&gt;restei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;algo era além&lt;br /&gt;para que se despisse de outro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-3319902703046360964?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/3319902703046360964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=3319902703046360964' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3319902703046360964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3319902703046360964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/08/sobejo.html' title='SUPREMO SOBEJO'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-4162632186995264932</id><published>2011-08-25T04:48:00.001-03:00</published><updated>2011-08-25T04:48:51.680-03:00</updated><title type='text'>ÚNICOS</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #eeeeee;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 6px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;não posso ler os outros&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 6px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;tudo sou eu quando os leio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 6px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;no dado momento em que vejo a maçã&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 6px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;a maçã também sou&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 6px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;nós vermelhos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 6px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;sou também a maçã&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 6px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;e já não posso experimentá-la&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 6px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;senão a mim mesmo maçã&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-4162632186995264932?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/4162632186995264932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=4162632186995264932' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/4162632186995264932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/4162632186995264932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/08/unicos.html' title='ÚNICOS'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-8767410690347607524</id><published>2011-08-23T23:50:00.001-03:00</published><updated>2012-01-29T19:19:03.735-02:00</updated><title type='text'>AMOR EU NÃO SEI</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;“amor” eu não sei&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;tenha engolido no choro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;no soluço&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;e o amor não se evacua&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;e não se pode algo cuspido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;ficou aqui dentro prisioneiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;e não sei&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;me roendo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;de que se abstrai?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;vi palavras em closes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;bocas carnudas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;mil tesões me escalaram&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;cálices que brindam&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;vi lençóis e filhos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;lágrimas me fugiram&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;e me comovi de não achar o amor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;e talvez fosse amor isto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;nem sob nem sobre a cama&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;de todos os dias e noites&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;e todos os corpos úmidos oferecidos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;lambi as angústias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;tateei fios&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;cortantes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;as literaturas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;mas não achava&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;e sacrifícios e ouvi alardearem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;“desnorteia e norteia as vidas”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;“amor”, o que era?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;enxuguei lagos de romantismo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;e devo admitir&amp;nbsp;torácico&amp;nbsp;e estomacal&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;no vão que deixa a alma que me falta:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;“amor” não sei&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;ocorreu-me inventá-lo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;por amor?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;ocorreu-me versá-lo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;chegaram mesmo a concordar comigo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;nessas tecnologias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;amor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;de que se abstrai?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;uma vontade louca da existência do que se ausenta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;nem do cume febril “amor” não sei&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;foi plenamente ignorante do que seja o amor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;que menti e disse que amava e que sabia o que era&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;era vontade de tê-lo tão convicto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;feito adolescente o ressoa firme&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;e trêmulo a que lhe acreditem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;era necessidade de me achar generoso amando&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;me perdoem: eu não sei e não sabia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;não peço desculpa de que tenha me esquecido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;chamei de amor as frustrações maiores&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;ou os casos mais intensos que tive&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;ora! foram mais intensos os mais frustrantes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;e fui assim lhes vestindo nobremente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;“amor”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;mas “amor” não sei&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;sou incompetente!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;é que sempre precisei dizer que o sabia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;para não passar de ridículo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;e para que por amor não me odiassem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;mas não sei&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;confesso desertor da farsa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;sim! abracei minha mãe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;fui de beijos e de pegar em mãos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;e agora penso&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;vendo quão ignorante sou e me resta ser&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;que dissimulava&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;chorei meu pai morto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;e tudo aquilo até parecesse "amor"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;mas eu não sabia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;feito um macaco faria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;capaz que amei e não sei&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;e diferente do macaco que só amaria ou não&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;despreocupado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;eu nunca saiba&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;porque não sou nisso de amor de sabedoria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;sei que caravelas chegaram ao brasil&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;que existiram dinossauros&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;mas se amei foi sem saber o que fazia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;sem poder pensar duas vezes antes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;completamente ignorante&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;não é verdade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;meus amores&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;é só necessidade de dizer&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;eu nem sei se sei ou se não sei&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;ou se acertei no amor esta flecha de entusiasmo e agonia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;se acertei no amor tudo que sou e não sei&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: garamond, 'adobe garamond';"&gt;e em tudo que o neguei espero ter errado&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-8767410690347607524?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/8767410690347607524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=8767410690347607524' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8767410690347607524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8767410690347607524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/08/amor-eu-nao-sei.html' title='AMOR EU NÃO SEI'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-8026712172245360226</id><published>2011-08-21T15:33:00.001-03:00</published><updated>2011-08-21T15:48:03.989-03:00</updated><title type='text'>MICROONDAS</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O tempo esfarelava em suas mãos, aquele relógio, um roedor, digitalizando segundos, repentinamente, feito um artifício... Era, pois, a luz do Sol esverdeada do display. Era um Sol noviço. E as carnes amoleciam dentro e fora. Eu e a coisa digeríamos ânsias por faltas supostas, faltas creditadas à realidade. Sentia como verdadeira a falta, que é aquilo que não existe e que se pensa ter perdido. Aparente absurdo! Como sentir o que não existia? Era uma explicação falsa, certamente, aquela que me dava diante o cronômetro: "sinto ausências". O sentir verdadeiro que verdadeiro não era, mas que era tudo que havia. A verdade era apenas o que eu sentia erroneamente: mentira que doía. Então deu 13:47 com uma precisão desconcertante, e os pedaços de carne descongelados se desprenderam. Estávamos livres daquela filosofia! Já não nos encarávamos, eu e as notícias impressas do microondas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-8026712172245360226?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/8026712172245360226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=8026712172245360226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8026712172245360226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8026712172245360226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/08/microondas.html' title='MICROONDAS'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-7210346215955811552</id><published>2011-08-18T15:10:00.000-03:00</published><updated>2011-08-18T15:10:09.877-03:00</updated><title type='text'>MOÇA</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;Passa ela, ao vão do&amp;nbsp;gradeado-portão e de alguns segundos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;a sacola... talvez do mercado.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;Não! Não! Não!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;A moça faz questão de ser só moça aos olhos alheios, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;nada de divagações sobre a menina e a sacola!, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;nada de poesias fragmento de vidas no vão de segundos!.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;Talvez do mercado?!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;Aah! A moça é um triste “olá” fático que ouvi o seu nem houve "olá!", não me viu.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;A sacola pesa mais ser comum que de "legumes?": &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;o peso que há para que não caia; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;para que não dance excessiva; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;para que o caminhar não despenque uma loucura; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;para não se agachar catando compras no trânsito.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;Equilíbrio.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;Moça.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;Os passos são circunspetos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;Há um grande esforço à normalidade...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;E a tristeza não é em si a normalidade, é o esforço que a normalidade exige.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;A cabeça imóvel inutiliza o pescoço, a moça segue, poderia desculpá-la: distraída., mas&amp;nbsp;nem culpa tem de ser máquina da moral moderna.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;Poderia ser só uma moça que vejo, mas vejo&amp;nbsp;moça&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;pudica, ajuizada, nunca abrirá um sorriso negligente, nunca nascerá um sorriso inesperado, todos com&amp;nbsp;cesarianas marcadas em tilintares de vinho, em passeios em orlas, em piadas prudentes, gracejos masculinos muito bem entonados...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;A moça procura um sacerdote-amigo-confidente para esvaziar-se das espontaneidades;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;pois é duro vestir-se comum.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;E mesmo seus inesperados alojaram-se em espaços convenientes do vago convívio.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;A moça! Não... só “moça”,&amp;nbsp;respeitemos o esforço da moça em ser somente&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; moça&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;Moça... E sem ponto final, menos ainda aposiopeses.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;Mesmo seu simples passear deve comunicar pudores, discrição, religião.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;Eu mesmo é que sou inquieto... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;eu que não me calo dentro da caverna escura, que encontro platéia em pedras, sobras, esperanças.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;Moça&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;Vai com mais certezas que eu.. um chão mais que o meu. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;Chã. Isto! Chã!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;Se alguma vez abracei esta moça não abracei esta moça, passei por baixo ou por cima, pelas laterais, e encontraram-se nossos corpos-carne-sem-vida.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;Só podem morar tão longe assim&amp;nbsp;de mim os meus vizinhos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;que escuto não-mensagens de suas conversas e conversas em não-mensagens &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;ou que decodifico incompreensões conexas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt;"&gt;moça&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-7210346215955811552?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/7210346215955811552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=7210346215955811552' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/7210346215955811552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/7210346215955811552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/08/moca.html' title='MOÇA'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-7137977084065890056</id><published>2011-07-28T13:14:00.001-03:00</published><updated>2011-07-28T13:15:34.146-03:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>sou completamente ao meu alcance&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é de chorar&lt;br /&gt;mas não choro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-7137977084065890056?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/7137977084065890056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=7137977084065890056' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/7137977084065890056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/7137977084065890056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/07/blog-post.html' title='.'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-4906620840722113436</id><published>2011-07-18T11:21:00.000-03:00</published><updated>2012-01-29T19:24:26.970-02:00</updated><title type='text'>O HOMEM CALADO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao redor do homem calado se reuniam as comunidades mais diversas. Uns diziam que era religioso, outros que era cético. E diziam o que bem queriam. “Alguma coisa amarga nele nos atrai"; "Alguma coisa terna nela nos atrai"; "Ele não é comum, talvez nem seja homem!" e o homem calado não respondia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homem calado não ouvia? Dele se fazia o que bem se quisesse. O homem calado continuava. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inquietos tocaram-lhe o corpo, levaram-no para um altar. Mas quando tornaram a visitar o templo, o homem calado não mais estava lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uns diziam tê-lo visto semeando. Alguns ouviram aquilo como algo muito estranho. visitavam o templo esperando que ele voltasse. Como de sua demora, havia boatos, talvez verdades: "Vi o homem calado bebendo água no rio"; "Vi o homem calado matando um boi".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passado muito tempo, o homem calado não voltava. Então alguns homens resolveram fazer uma escultura, pegaram a imagem do homem calado e puseram no altar. Muitas comunidades íam ao templo. Até que se tornaram ou se acreditaram uma única comunidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os templos se espalharam pelo mundo, todos com imagens do Homem Calado. Lá se questionavam todas as angústias e saiam satisfeitos os devotos. E o corpo das imagens parecia demais com o Homem Calado: nada dizia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns O condenavam. Disseram que Ele era indiferente aos homens, mas o Homem, agora imagem, permanecia calado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns disseram que Ele fora visto pelas ruas de uma cidade, de passagem, e falava sozinho frases incompreensíveis. Dizem que capturaram o Homem Calado, que está no hospício de um lugar imprevisto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os homens queriam algum resultado, uma conclusão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ele quer que falemos conosco, Ele quer que sejamos reflexivos"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém sabia dizer em que hospício. E se Ele estava internado, quem entre os doidos mudos seria o Homem Calado? Muitos anos passados, e o Homem Calado já deveria estar morto. Mas que diferença fazia? Era o mesmo silêncio de sua doutrina que se espalhava ruidosa fantasticamente pelo mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uns dizem que o Homem Calado falara por gestos, pregara em silêncio a indignação com as coisas. Outros dizem que Ele estava completo, que Ele era um deus. Alguns assumiram o Homem Calado como meta, e tentavam se calar como Ele, mas não conseguiam e mudavam de religião, de opinião, de filosofia. Outros enriqueceram dizendo poder ouvir o Homem Calado depois de morto. Quando perguntavam "como?" Eles se calavam. Diziam que aqueles que tivessem fé, assim como eles, poderiam ouvir a resposta que davam naquele silêncio. E a maioria dizia ouvir e acreditava que os pastores tinham as palavras do silêncio divino. Acreditavam que o silêncio falava através deles. Alguns eram do contra: "não se deve dar tanta atenção a um homem que nunca disse nada!" "isso é pura ignorância do povo, como falar pode representar o silêncio?" Outros resistiam: "ninguém pode dizer nada contra Ele! Ele não fez nada."; "Vocês deveriam ficar quietos, hereges!"; "Vocês não podem provar que Ele não existiu, tampouco podem ficar em silêncio como Ele, somos apenas homens, Ele era Deus"... Respondiam: "Também nada pode ser dito a seu favor"; "O Homem Calado não se importava com nada"; e respondiam: "Ele não tinha necessidades fisiológicas, Ele era um deus"; "O Homem Calado é eterno, cada um pode sentir dentro de "si mesmo" o seu silêncio eterno", "Os mortos se calam porque estão perfeitos, o Homem Calado foi o único perfeito em vida."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A aflição e a curiosidade dos homens muita coisa fez por especular o Homem Calado. Ironicamente alguns pregavam a doutrina do Homem Calado gritando em templos. Louvavam sua imagem. Desprezavam a vida. Desprezavam a fala. Outros odiavam tão profundamente o Homem Calado por causa desses pregadores. E do que Ele permitiu que fosse feito dEle. Alguns, que eram outros, por falar demais foram queimados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Homem Calado era infinitamente crucificado e promovido a Deus de maneira cansativa. As pessoas abandonavam as próprias vidas para cultuar ou difamar o Homem Calado. E começaram os conflitos. As guerras advindas de tantas divergências a respeito do Homem Calado ou que ao menos com isso se justificavam as guerras santas. Contudo, ninguém era capaz de seguir a prática de silêncio do Homem, ao falar se corrompiam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia veio a exaustão. Um cansaço pairou sobre a Terra feito um céu cinza. E os homens oravam ao Homem Calado. Uns pediam perdão por tudo que haviam dito. E o silêncio continuava em algum lugar? Ninguém sabe, mas um homem estava exausto, mais que todos exaustos e emudeceu... ou teria apenas calado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daí alguns diziam que era o messias. Outros falavam que era doença. A ciência pesquisava. A moral do novo Homem Calado se espalhara, mesmo aos antagônicos tagarelas o Homem Calado era parâmetro. Mexeram no calendário. Começaram a contar do zero. Escreveram um livro que contava a origem do universo: "Primeiro, antes de tudo, era o silêncio..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Séculos imperdoáveis tornaram a passar. Hoje alguns dizem que é apenas um conto de fadas, que um homem não pode se calar. Então dizem novamente que Ele era o messias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E todos esperam que os outros se calem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-4906620840722113436?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/4906620840722113436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=4906620840722113436' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/4906620840722113436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/4906620840722113436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/07/o-homem-calado.html' title='O HOMEM CALADO'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-1729361987120046323</id><published>2011-07-18T10:11:00.000-03:00</published><updated>2011-07-18T10:13:46.456-03:00</updated><title type='text'>O RATO COMO UM DIABO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;como lhes tenho buscado entre as pernas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;repetidamente &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;e é só como posso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;um rato passa feliz como nunca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;tenho a ligeira impressão que sorri&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;que é gargalhada seu guincho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;e eu fico quieto ínvido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;incapaz de matá-lo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;deus o protege&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;tenho certeza que o rato é o único bicho que ri&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;como um diabo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;porque deus o protege&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-1729361987120046323?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/1729361987120046323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=1729361987120046323' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/1729361987120046323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/1729361987120046323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/07/o-rato-como-um-diabo.html' title='O RATO COMO UM DIABO'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-5590960784830036196</id><published>2011-07-18T10:07:00.001-03:00</published><updated>2011-07-18T10:07:37.994-03:00</updated><title type='text'>ÚLTIMAS</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;não ponha em mim este sorriso falso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;quando falo tão sério:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;enchi o saco do azul&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-5590960784830036196?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/5590960784830036196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=5590960784830036196' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5590960784830036196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5590960784830036196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/07/ultimas.html' title='ÚLTIMAS'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-3402795862614402882</id><published>2011-07-18T10:06:00.000-03:00</published><updated>2011-07-18T10:06:26.560-03:00</updated><title type='text'>SÓ DEUS SABE</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;estou endurecendo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;deus sabe em segredo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;num cantinho sabe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;que estou endurecendo e secando&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;mas bilhões de vezes este é seu roteiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;conta, deus, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;para todos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;que estou arrependido da infância&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-3402795862614402882?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/3402795862614402882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=3402795862614402882' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3402795862614402882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3402795862614402882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/07/so-deus-sabe.html' title='SÓ DEUS SABE'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-2096414499582055734</id><published>2011-07-14T06:40:00.001-03:00</published><updated>2011-07-14T06:40:27.072-03:00</updated><title type='text'>O HOMEM QUE PLANTAVA BANANEIRA</title><content type='html'>Quando o 1º lhe encontrou pela rua era noite. Ele respondeu de cara que o caso era o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Deste jeito não estão nem aos meus pés as estrelas! Deste jeito estou sobre elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o 1º homem achando aquilo no mínimo curioso resolveu pôr fermento na prosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Mas as estrelas lá estão preocupadas com esta geografia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Isto não importa, que importa é a quem sente! A mim é estar sobre as estrelas o mais importante, e o que define isto é que olho para baixo para vê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Mas o senhor põe toda uma vida ao contrário apenas para estar sobre as estrelas, não te envergonha estar abaixo do chão pisado por todos, e a custo de um sacrifício destes? Não é mais vergonhoso que encontrar-se abaixo do céu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Envergonhar-me-ia ser apenas mais um! Para mim tudo é meio contrário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era um homem que queria ser diferente. Claro, o tipo físico a isto bastava, se o descrevêssemos com perfeição, era singular. Mas as pessoas possuem um certo dom de olhar semelhantes em tudo. Ele tinha dois braços, dois olhos, duas orelhas, duas pernas para o ar, e alguém bem poderia achá-lo um conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mirou o outro de cabo a rabo e, neste ínterim mudo, o homem que plantava bananeira deu o pé em cumprimento ao homem que era mais um, e se foi distinto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhecia. Chegou então numa feira, e entre todas as pessoas espantadas que olhavam o homem naquela posição inversa - uns achando que fosse do circo; outros, que tivesse doente das pernas - o homem que vendia melancias puxou prosa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Por que anda por aí desta maneira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_1º, eu não ando, eu giro o planeta com minhas mãos. Nunca ouvira dizer que ele roda em torno daquele astro ali que está aos meus pés? E o senhor, por que anda em pé como os outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_É para mim o jeito mais cômodo, e parece que fui feito para isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Então é adepto das facilidades? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Neste sentido sim, há outras coisas bem difíceis de cuidar com duas mãos disponíveis, quem dirá com os pés no lugar delas! Mas acho que nada será mais complicado que girar o mundo em torno do Sol. – achava graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem invertido fez pouco caso do elogio suspeito do feirante e seguiu seu caminho às avessas. Dizendo apenas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Se não acredita que o hábito faz o monge, até mais vê-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E seguiu seu caminho que era até uma barraca de frutas. As pessoas faziam seu alarde na feira, que é por natureza barulhenta, e todos pararam curiosos a olhar o que faria o homem invertido para comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se encostou ao balcão e pediu uma maçã. Com a habilidade adquirida pelos pés, ele conseguiu remover o dinheiro, pagar a conta, pegar o troco, segurar o fruto proibido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A feira comentava que o homem andava daquele jeito por gosto e explicava-se o fato por sua mania de grandeza. As pessoas olhavam-lhe ressentidas e com certo desprezo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro homem encostou-se no balcão perto do homem invertido e disse-lhe ao ver que ele comia, como todos, pela boca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Então agora sim o senhor me surpreende. A andar por aí pelo avesso e ter mania de grandeza vá lá! Mas comer o senhor come como todos! Pensei que enfiaria a maçã no cu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Se quer uma razão por que ando assim: mantenho meu ouvido mais alto, posto que abaixo de mim estão as estrelas, das asneiras dos tolos convencionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Mas então o senhor se acha Deus, por aí, girando o planeta e tendo o Sol e as estrelas aos seus pés? E ainda por cima come do fruto proibido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Vejo que o senhor anda mais invertido do que me julga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Por que razão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Uma razão bem simples! Se o senhor anda cagando deus pela boca, é que outrora ele fora enfiado no seu rabo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem quis brigar com o homem invertido, mas acabou derrubado de súbito no que esboçou o 1º golpe. Dizem que o homem invertido, além de girar o planeta, era capoeirista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-2096414499582055734?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/2096414499582055734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=2096414499582055734' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/2096414499582055734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/2096414499582055734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/07/o-homem-que-plantava-bananeira.html' title='O HOMEM QUE PLANTAVA BANANEIRA'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-2448667554055859083</id><published>2011-07-05T03:17:00.001-03:00</published><updated>2011-07-13T15:54:08.586-03:00</updated><title type='text'>TODOS (TRECHO)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Todos... Talvez todos devessem poder... Parece-me que seria mais justo... Se a justiça coubesse nas coisas... Mas “justiça” é de um tamanho impraticável. Estava tentando dizer que “todos deveriam poder dizer sobre si aqui, e não eu falar sobre eles, pois que não é honesto”. Mas eis que penso, “Não serei a boca de todos, não ter-me-ão feito ou que me terá restado ser isto: uma boca deste corpo?”. Deixemos as conjecturas, não há tempo a perder! Todos estamos fadados a esta desonestidade quando falamos “outros” ou deles. Todos... Interessante como ocupam as palavras e os nossos, e os meus sentimentos; digo, como tive que, para cada, arranjar singularidades que me permitissem discerni-los! Como as singularidades também, além de por mim percebidas, me foram dadas por seus traços psicológicos, físicos... Foram até impostas. Impostas por todos estes rabiscos que fazem na minha alma! Como às vezes os confundi uns com outros em tal emaranhado! Até os tenha magoado e torne a fazê-lo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Todos eles são deles e meus e de ninguém também. Esta coisa de posse confunde, embora seja necessária a um certo mundo ou a um mundo errado. Querer falar de todos eles, em que vocês estão inclusos, seja pretensão demais: começo injusto e petulante. E permanecerei, menos aos olhares que compreendam que, pois, é de fato tudo que eu posso fazer escrevendo sobre vocês: Pretensão e Injustiça. Nada justo, em despeito a que eu pretenda ser, sinceramente, o mais irretocável honesto... Pretenda...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Se os conheço bem? Não sei que isto seria: “conhecê-los e bem”. Chego a ter paroxismos pensando nisto, chego a apertar os passos em pressa de não perdê-los num julgamento que me vem num instante como se os tivesse finalmente agarrado numa definição. Eles são somente quem e o que poderiam ser! Ou seja, ocupam as palavras que me deram, eu as devolvo: adjetivos, substantivos, pronomes... Aqui é o que resta: palavras e frases minuciosas, cuidadosas de acertar-lhes bem em cada um. Já lhes dei muitas palavras de sangue quente, em emoções elevadas no intento de ofendê-los ou homenageá-los, e até não querendo uma coisa nem outra, mas suspeito que normalmente eles leem ou ouvem de maneira promocional ou degradante. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;É preciso que se diga que eles são também coisas, além de gentes. É preciso que se diga que nem todos estão vivos. “Que nem todos me entendem” é evidente que se deduz! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Impacientes, inquietos às vezes e outras também tão ao contrário: calmos, quase mortos de tanta indiferença, são assim agora e outrora assado como quem escapa ao foco. Fugidios sempre que estamos a ponto de laçá-los numa tese, como se dessa fuga dependesse a vida ou uma honra maior que viver. Tentarei deixá-los livres o máximo nesta jaula, tentarei reproduzir-lhes o habitat para que não se choquem com os estreitíssimos tipos em que se encontrem aqui. Ainda que falando deles, é preciso dar-lhes espaço, é preciso construir confortos e muita amplitude para que caibam. Conquanto, falar mal deles, parece-me que os atrai, porque eles nunca se veem entre eles, eles sempre se excetuam quando “eles” não vão muito bem nas narrativas, nas reputações. Sempre olhamos outros naqueles salafrários!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Não lhes ignoro a volatilidade, a versatilidade que os vai transformando, que os vou transformando com um novo vocabulário... E também por si mesmos, é claro, eles se transformam! Pelo tempo, pelos lugares que vão, pelos olhares que cruzam, pelas pessoas que encontram e livros que leem, lá vão eles, quase dobrando a esquina... É preciso apertar o passo para sabermos o máximo: um quase nada! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Embora ainda se resista às mudanças, ainda se alegue um caráter rígido por orgulho, eles mudam. Mais que porque queiram, mais que pelo que se desculpem mudar, porque é inevitável. Até por moda, mudam. E mudam por loucura e mudam... Mas tentam, ou se lhes exige carregar, algo que os permita continuar dizendo: “ainda sou eu, ainda caibo no mesmo nome de batismo e de certidão”; “ainda penso desta maneira que me faz ser eu”. E muitos ainda tentam ser e se acreditam sendo de tal maneira, que a outros permita dizer-lhes: ainda são eles, ainda cabem condenáveis ou idolatrados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Eles são e vão também além do que vejo, mas entendam, só o que deles sinto é que posso vir a dizer. Aliás, tenho por vezes raciocínios tortuosos demais a respeito deles e consequentemente de mim. Não os chamarei de bandidos nem de mocinhos, não acredito em heróis ou vilões. Não quero dividi-los desta maneira pobre e grosseira como uns fazem a outros, isto não se trata de uma vingança! Rotular, encontrar tipos em uns e em outros, essas coisas deixarei para vocês mesmos, para os leitores, para eles... Que, sentindo-se próximos de uns e distantes de outros, criem nesta obra o seu grupo, achem seus afins. Já os ouvi dizer: “não se pode agradar a todos”. No mais, como tratá-los nesta tão diversa distância que ocupam estando cá e lá física e mentalmente? São vocês e são senhores e senhoritas e nomes próprios e apelidos, são doutores até, estes todos. E tantos não me dão confiança... Prefiro chamá-los de todos, por ora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Haja também, atualmente ainda reconhecida, uma nobreza em falar menos de si mesmo e mais dos outros... Há também o contrário, porque outros dizem que falar deles é mesquinharia... Como se vê... Se eu fosse dado a obedecê-los já me teria calado! Discordo que fale de outra coisa ou outro alguém, acho que mesmo tentando fazê-lo, continuo apenas falando de mim. Acho que é impossível falar deles. Talvez me compreendam no desenrolar disto. Como os vejo não é quem sou? E se constantemente mudo o modo de vê-los, proporcionalmente me transformo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Talvez alguns de todos possam gostar. Alguns gostam, sempre há quem goste... Bom, desagradar a todos é possível, agradá-los não. Creio que porque gregos não querem que troianos sejam agradados. Disseram-me gritando até “O paraíso de um homem é o inferno de outro” 1. Compreendem? Alguns compreendem? E os outros?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Como já tenho feito na vida desde os primeiros instantes de minha existência, nesta obra também começarei por ser mais honesto com vocês separando-os o máximo que possa uns de outros, e mesmo uns de uns e outros de outros. Pois posso ouvir alguém: “Não me confunda com os demais, respeite minha singularidade!” E em seguida: “Quem disse isto?” - os outros indagam, pois ouço claramente! Creio que não devo lhes revelá-los assim a vocês próprios, como estes outros querem! E querem assim como querem que uma infâmia se revele, se esmiúce, enquanto se pensam excluídos da narrativa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;É preciso distingui-los, separar aqueles que se teme, que se ama, que se odeia... Aqueles com quais concordamos quase sempre, aqueles com que queremos concordar por algum outro interesse ou mesmo por uma simpatia impertinente. Durante muito tempo quis amá-los, dar uma chance a mais, sobretudo àqueles que num contato insuficiente – como eu julgava – me pareciam antipáticos, porém, uma força natural incute-nos preferências. Não é mesmo? Faz-se necessário se aproximar de uns e se distanciar de outros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Assim como tive minhas implicâncias preconceituosas com algumas breves aparências, também amei à primeira vista, ou seja, preconceituosamente. E conhecendo-os, acho que não acharia motivos para amá-los... Pois amamos pela surpresa, pela mágica; compreendê-los totalmente, se possível, seria o fim dos intensos sentimentos, seria um inverno de que se toca friamente em tudo. E tento me posicionar sem partidos, reconditamente é claro, e com muita astúcia... Astúcia qual alguns chamarão “desfaçatez”! Mas sabemos necessária, pois se os partidos nos descobrem no meio, questionadores, indecisos ou até decididos do meio termo... Antes que o meio tenha força, eles nos massacram, chamam-nos de levianos, alienados... ou qualquer outra coisa que tente nossa vergonha! Unem-se, neste caso, os dois partidos, dois opostos em uníssono: “Covarde!”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Vou, ao mesmo tempo em que os separo, reuni-los, misturando-os em personagens, farei isto em respeito aos seus anonimatos... Acredito que são complexos, então sei que esta obra será incompleta! Não poderia ser de outra forma! Separá-los... Fragmentar ao máximo este “todos” em vários tipos singulares e ao mesmo tempo misturá-los em caracteres paradigmáticos. Talvez seja por isto também que os amalgamo: porque é mais simples misturá-los desrespeitando a cronologia rígida que os calendários impõem aos acontecimentos, a ordem dos atos se liberta das suas respectivas autorias, pois já não sei que vaidade roga a posse deste ou daquele feito ou queira deles se isentar... Fica claro, não pretendo ser perseguido! Misturá-los, sim... Porque seria impossível impor rigor de precisão às lembranças que são tão espontâneas e desordenadas... Vou assim, a fim de confundi-los de quem sejam evitando prejudicar alguém descrito em flagrante imoralidade!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Sim, porque não estou aqui para fazer “justiças”... Sejam para o lado de leis quaisquer que sejam. Resolvo aceitar a minha posição de centro, em que me encontro, e de onde vislumbro um panorama... nem belo, nem horrendo para mim! Estou onde exatamente caibo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Gostaria que se encontrassem em meus traços todos, não só os nobres riscos de caracteres, mas os torpes... “Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?”2, mas os senhores, quase que excetuando só esta Pessoa, hão em maior parte de ignorar quaisquer autocríticas que o texto incite. Se bem os conheço, raros são, entre vocês, os que se acharão nas infâmias... No entanto, garanto que reproduzo os atos fielmente o mais que posso, recortados em mínimos como creio me virão, mínimos gestos sobreviventes na mais remota lembrança. De onde tiraria as coisas se não da realidade? “Dos seus sonhos!” Mas de onde vêm os sonhos se não da vida real? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Mentir não é uma opção quando se fala a respeito de todo o resto! Porque até a mentira é a verdade do que é tudo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Considero vocês todos almas totalmente justificáveis e tentarei ilustrar dos atos as justificativas quando supô-las obscuras, para facilitar-lhes aí em seus esconderijos ou vitrines a autoconfissão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;1. James Hetfield – Música do Metallica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;2. Fernando pessoa, Poema em linha reta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Há aqueles distantes, que só “distantes” “outros” podem imaginá-los. E eles lhes doem exatamente isto! Uns nos outros... de tão frios e indiferentes! Mas se doem uns nos outros sem querer, em tremendo pouco caso, a culpa não será de quem sente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ele estava no ônibus, ela também. Um ao lado de outro. O coletivo lotado, o trânsito enrijeceu no rush. Oito horas da noite para ele ali dentro era algo inconsolável, apesar de sentado, o que é um brinde. Ela aparentava mais idade para qualquer sóbrio que olhasse, porém - se devo dizer-lhes “porém” - ele puxou assunto! Um assunto insólito... Começado por: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;_Oi, neste trânsito assim... Poderíamos nos conhecer... - Ele não estava propriamente excitado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ela continuou a olhar pela janela, indiferente ao rapaz. Talvez até tentando fugir-lhe. Comumente, muito esperadamente pensou: “Mais essa agora!”. Mas nem ao desprezo concedeu voz! Deixou-lhe em meio ao silêncio, o que era lhe dar o nada. Não se sabe se ela sente medo ou o quê. Ele não parece bandido, para o sóbrio que olha, segurando no corrimão que se prende ao teto do veículo, ele parece um oficce-boy, talvez... E um maluco atirado? Um tarado? Será isso que elas logo pensam? Que são fantásticas? Que a desgraça as persegue? Será por causa dos telejornais? Será que é muda? Será que está rouca? Ou mesmo que o amou tanto à primeira vista e que então perdeu as palavras? Isto é pouco provável! Não se deve ser injusto com nenhum deles, não é necessário (Sei que os senhores querem fazer isto: serem justos em julgar! E não querem que julgar seja descoberto como a própria injustiça). O que ele parece afinal... Por que ela não responde? Era isto que ele devia estar se perguntando... Ou se pensando: Sou meio doido, preciso ser mais normal. Mas o garoto não sabia ser normal, se ele fosse normal estaria louco! Profundamente louco, para ser como era e tentar abandonar-se numa prosa cotidiana e covarde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;_Eu poderia ter sido menos doido, e feito uma introdução mais aceitável, menos refutável... Talvez deixe você sem graça ou sem saída – notou que ela tinha um relógio no pulso – Que horas são?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;No entanto ela resiste como uma honra que se protege, olhando pela janela como fosse bom ver o mundo lento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ele desceu do ônibus inconformado, entrou no shopping entristecido e pensando naquilo. E ela sentiu alívio de se guardar só para os conhecidos, talvez tivesse um amor, talvez fosse casada, o homem sóbrio no corrimão não viu aliança em seus dedos, mas ela podia ter namorado. Poderia ser séria, simpática até, mas só para os próximos e não para aqueles que eram muito esquisitos, aqueles que eram tão outros que se não sabia quem eram além disso e assim ela os descrevia ao chegar em casa: “Um carinha, um sujeito impertinente...” – terminando em - “...eu, hein!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Eles querem ser tristes talvez e através da tristeza sentem toda a vida pulsando dentro deles. Seja isto talvez, do “talvez” não se esqueçam, pois este é a minha forma maior de justiça. Eles querem ser tristes por causa do orgulho que há em ser triste como um Cristo, como um herói, um mártir, como aquele filme tão bonito! Logo, gritam sua decência apesar dos pesares, cantam terem se mantido na linha quando a contravenção era imensamente lucrativa, quando o crime lhes salvaria da miséria de que padeciam! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Eles precisam de alguém do lado. Eles querem se casar, porque se vão os amigos com as próprias pernas, com as necessidades os subtraindo ou com as intrigas... Eles se casam... Três filhos! Até que ela ama alguém com mais hipóteses de vida num cruzeiro, até mesmo com mais hipóteses de cuidar melhor dos filhos que teve com ele. Ama toda aquela aventura que vive, imaginando sabe que fantasias que daquele mar emergem, doravante, incansáveis, maravilhas imaginadas, sempre encantos sem fim a vida seria, finalmente. Herege, ela dizia: “Graças a Deus este adultério!” – e não queria ouvir a si mesma dizendo. Depois se permitia dizer, porque se confrangia tanto que era digno ter algum doce que tirar daquilo, da traição... Contemplava o adultério como um grande feito. “Deus perdoará!” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Um militar bem mais velho! Quem diria?! Pois todos gostam muito de dizer, de encontrar um exemplo infame do qual se distanciam. Erros que julgam maiores que os seus para que se perdoem antes mesmo que Deus o faça. Aqueles que cometeram atos piores ou similares a defendem. Aqueles que julgam com razão somente, estes não existem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ele ficou sozinho e a perdoou como não fez sua família, que lhe reprovava as visitas demoradas aos seus filhos, dela: netos e sobrinhos, possivelmente suspeitando que ele agora era o amante daquela lá, a “desavergonhada”, como diziam. E suspeitar é suficiente quando as coisas não podem ser provadas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A família gosta da igreja, dizem isto para os outros sabendo que deus escuta, mas tentando esquecer que sabem desta onisciência. Procura os dogmas em suas opiniões, a família, e certamente que ignora da liturgia algumas partes inconvenientes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Seu irmão, um dos críticos, fecha mais cedo o bar, casado, transa com uma qualquer que ficou ali no recinto a troca de embebedar-se. As portas do estabelecimento cerram. E ele diz a si mesmo: “Somos todos pecadores, mas voltar para aquela adúltera eu não faria. Falta de vergonha na cara!”. A “qualquer” o procura, o persegue atrás de novas aventuras... “Que merda eu fiz!”, ele diz. Alega embriaguês, alega fogo de palha... – despejando algum orgulho sobre os semblantes ouvintes. Diz-lhes, àqueles que, suspeita, reconhecerão em si mesmos o incontrolável animal que há no homem, este que algumas circunstâncias tentam implacavelmente a mostrar os caninos. Em suma, ele confessa àqueles que lhe absolverão. Confessar à mulher seria causar sofrimento desnecessário. Mas, vejam bem vocês todos! “Uma adúltera ele não perdoaria!”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Com tudo isto se vive... Entre tudo isto se vive. Assistindo quieto, e participando também, infame eu mesmo! Quem dirá que não? Quietinhos, sim, para salvar a própria pele. Estar vivo parece por si uma prova de nossa vilania.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O papa diz: “Excomungada!”. Os outros dizem, “mas que injustiça!” Uma vez só diz o papa. Homem de uma palavra só quando convém! É irreparável, irreversível. Diz “Excomungada!” com tanta certeza, submisso que é do absoluto. Alguns se assustam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Os vingativos indignados querem vingança. Sangue por sangue. O que causou a revolta se não vê, mas foi outro indignado. Foi outro tornado irracional pelo delírio causado por um ódio similar ao dos que agora gritam - Justiça! Justiça! - num cordão de linchamento detido pela polícia. Os legisladores são pressionados a aumentarem as penas. Se afrouxarem aos reclames recriarão um mundo bárbaro! Ponderam, explicam-se e pensam até onde de fato evoluímos e em que sentido, em que direção evoluímos... E para onde começar a ir de agora em diante, pensam assim como se tivessem livre-arbítrio e em seguida tomam a medida equilibrada: aquela que os mantêm seguros em seus cargos. Outra resolução que fosse não valeria a pena. “Isto de mundo vai por uma corrente incontrolável!”, se justificam. Os que odeiam querem crer que regredimos, os saudosista conservadores clamam a volta impossível de um passado. A vida segue em homens engasgados uns com os outros. Os otimistas querem viver amanhã; logo, logo, bem cedinho levantarão soltando fogos de artifício! Os condenados confabulam a culpa do lado de fora dos presídios. Um alheio a isto tudo se culpa numa poltrona, se contorce sem participação social em frente a tv avisando, clamando para os outros uma ajuda! É um excluído, não joga o jogo! E diz “O jogo é podre!”, fica em casa e dorme sonhando com suicídio. De vez em quando tenta de novo, entrega seu currículo, apresenta sua esquete, treme na entrevista de emprego... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Pulam o muro dos católicos, não lhes pagam o devido aluguel. O pai já velho, magoado com a traição de seu filho, sobretudo porque a palavra “corno” ecoa em sua cabeça orgulhosa dolorosamente, sai com uma arma atrás do mau locatário, tenta pegar este bandido. Distraído que a população na rua fará um círculo para linchá-lo. É sua última atuação notória em vida talvez, tem câncer: esta livre da justiça dos homens... É sua marca, seu último feito, por qual lembrarão seu nome. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O da poltrona ama a todos, logo teme ser mal julgado, não tem posição, não é reconhecido. E, vendo tudo isto, sabe que a mulher se vai com outro de mais hipóteses: acaso resista a um boy no ônibus, há de relaxar a decência para um almirante dentro de um navio. Ou ele próprio irá traí-la... Sabe, enfim, em que desgraças tantas podem dar uma família, filhos... Fica se contorcendo na poltrona dos mal amados, dos esquecidos masturbadores, escreve num blog e se abraça encontrando outras almas que ele crê igualmente sofridas, da mesma doença infectadas. Não suporta estar sozinho!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;“Sobre os mortos não há nada a se lastimar. Estão perfeitamente completos!”. Mas lastimamos sim, e daí? Eram nossos pais, nossos filhos... Lastimamos, temos que chorar, temos que pintar algo de horrível até haver o belíssimo na vida! Haver o contrário! O que se louve... O Diabo até Deus e Deus até o Diabo. Vamos assim, raríssimos escapam a estes extremismos e veem as nuances, raríssimos veem cada caso peculiarmente. Predomina que são boas ou más as atitudes, não há vaga para outras qualificações. “Tome cuidado com o que faz! Muito mais, com o que pensa!” – dizem. E nos chamam de amigos, nos abraçam até, têm mesmo filhos conosco, até que morte nos separe. Dizem o que bem querem, não importa a coerência. Até que vacilemos, segundo seus códigos! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;_A vida necessita do erro! – ele arrisca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;_Não, não precisa! – responde o Pretenso Amor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;E titubeia o rapaz no meio dos conselhos, está inseguro de sua crença, por mais que lhe tenha questionado e a pavimentado de raciocínios lógicos... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;_Exatamente por isto, não se deve questionar! – adverte o “Pretenso Amor” com intenções supostamente amorosas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;_Sim, deves questionar! – diz-lhe o cientista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;_Lastimamos, sim, nossos mortos... Nunca porque nos serviam, nunca por causa de nós mesmos, somos inteiramente altruístas. Choramos por eles mesmos, pela falta que fazem a si!”. – o Pretenso Amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;_Mas isto parece absurdo - ele responde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Então eles lhe oprimem, ambos Pretenso Amor, em coro:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;_Cala a boca, infeliz!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ele acorda e nos olhos da avó vê as lágrimas... Estranhas lágrimas naquele contexto, ao lado do tio na cozinha, esta intimidade não é comum, que chorem assim de manhãzinha como num café entristecido. E o irmão, tão duro, tão ríspido lhe parece, militar; agora com olhos vermelhos no meio de vigorosos 22 anos?! “Seu pai, meu filho... Seu pai... Morreu!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Corre ao quarto, bate na cama e diz a pirraça de sempre agora mais doída nos ouvintes, faz doer-lhes novamente o fato, com toda a potência de uma criança com muita razão em chorar, com toda morte que há num que restou vivo, como o rabo que fica da lagartixa: “Cadê meu pai? Quero meu pai!” Os lençóis amarrotados, o último suor do velho ali invisível àquele desespero. “Ficou roxo seu pai, foi carregado. Seu tio correu com o carro, conseguiram chegar ao hospital. - o filho espera outro desfecho para o já acontecido! - Forte ele era, resistiu sem respirar! Ao amanhecer ligaram do hospital, tivera outra parada cardíaca...” Mas a vida repete, repete o desfecho trágico na voz de sua avó, a vida mesmo era cínica, não estava nada comovida, bastava ligar a tv. Sua avó não é plenamente a vida ali, vida é só o que dá em morte irrevogável. “Eles são apenas acasos, todos eles, apenas acasos que morrem de dentro da cozinha doravante!” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;“Amanhã levo este ventilador ao conserto!”, projetava a vida ignorante em seu pai. E a mãe fazendo as hélices girar um dia, podia sentir claramente que aquela brisa de outrora não mais se reproduziria, era inodora do passado, a brisa, e por isto só dor espargia. Era sempre inverno que exalava dos giros que se repetiam! O que doía era o que não tinha conserto, o que não era defeito é que doía! Assim são todos eles: enchem-se de propósito e morrem. Não escolhem! Havemos de perdoá-los no fim, queiramos ou não, num esquecimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;E um amigo, um dia convertido, lhe dirá: “Então é por isto que você é maluquinho!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Até aqueles que ele não viu ainda, nunca na vida, são alguma coisa: “desconhecidos”. Possivelmente “indiferentes”, acaso ele esteja de mau-humor. Acaso, enfim, ele creia. O problema é que ele não crê em tudo que diz... Dizer não é proferir verdades, é querer crer, é inventá-las artificialmente num instante. Dizer é mentir, então falamos o contrário... Verdade!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Eles não querem desta maneira, da maneira que a coisa foge do controle... Ao menos não é o que dizem. Aliás, eles não se viciarão e certamente serão para sempre amigos. Ainda que mude muito a semântica de “amizade” para poderem ser para sempre amigos. A esta corrupção do sentido é que viram a cara do entendimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Um tem dinheiro e traz o vício já de um tempo. Um tempo em que era menos fácil e conveniente comprar os saquinhos de cocaína, tempo em que se diz prepotente “Não vicia!”. Outro, já lhe ocorre permitir se definir alguém de uma vez, “bandido” que seja, “usuário”, ao menos estendendo sua carreira ali na mesa de centro. Deem lhe um cúmplice, ponha-lhe no plural, e eles movem o mundo para o lado que já este se move irreparável, e convencidos que fazem grande coisa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Odiar um ao outro é o ciclo que começa e eles não conhecem bem o carrossel, suspeitar um do outro é que vão os cavalinhos quando a engrenagem começar a ranger pendendo para um dos lados. Empurrar a culpa insuportável de ter arrastado no galope mais um amigo, um terceiro. Se a família descobre como ficam? E a arma que o pai possui? Como reagirão? Como reagirá o irmão que inventa admirações pelo outro para tê-lo nas mãos de seu juízo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Uns amigos de fora, impotentes de dar fim ao que deles era vício, íntimos demais para meter a mão em suas caras - como acham que deve ser feito - ou fazer outra asneira que possa demover-lhes do caminho, viram a cabeça, fazem “Tchi! Tchi!” com os lábios da desistência. Murmuram entre si um “Não tem jeito!” Que mais farão? Danam a cochichar pelos cantos, a excluí-los... O que mais fariam? Uma denúncia anônima para o próprio bem alheio!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Os policiais roubam os produtos e o dinheiro dos flagrados na saída da favela e dão tapas nas caras de culpas tão bem vestidas. Ligam a sirene da lei e partem felizes consigo. O secretário diz: “Fizeram o serviço deles!” - porque só lhe cabe dizer a partir de quem conhece somente a parte dos registros. A vida segue, e todos dizem se esquecendo que pertencem ao plural: “Não é comigo!” – acendem seus cigarros legais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Os viciados amigos já não são, se vitimizam... Protegem-se como podem nas conversas entre si e entre outros. Só um mundo de responsabilidades é que conhecem, nenhum mundo de acasos ou de acidentes que os absolvam. Por fim, dois escapam, deixam um ao que ele não se deixa: é tomado: ao vício; ao léu da indiferença necessária à sobrevivência... Que fazer? Não trocam mais notícias, estão invulneráveis às dores alheias no ex-próximo. Acham palavras refrigerantes e se conformam em seus quartos, e dormem agora tranquilos. “A culpa é toda dele mesmo!” é o que dizem ainda despertos, e têm pesadelos em que ainda são cúmplices do esquelético ex-amigo! Tanto faz, não foi com um nem com outro, foi com quem nem apelido se deu; no mais, de tão magro que vai, já não valha a pena lhe inventar em enredos e... Não foi este mesmo quem disse ao inconformado: “Então é por isto que você é maluquinho!”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-2448667554055859083?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/2448667554055859083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=2448667554055859083' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/2448667554055859083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/2448667554055859083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/07/todos-trecho.html' title='TODOS (TRECHO)'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-4871109925056841813</id><published>2011-07-01T04:38:00.000-03:00</published><updated>2011-12-05T12:32:47.982-02:00</updated><title type='text'>A VIDA, O SOL, O RATO E A MORTE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;claro por um vão das cortinas, claríssimo a ponto que se via os farelos dançando sobre o marrom qualquer do guarda-roupa... e os joelhos no piso... estendi meus braços... da fresta da porta de correr nada vinha num escuro, só o raio entrava enviesado de um silêncio que se não ouvia... um silêncio que eu intermediava com passos... que toda existência roçava em fim momentâneo do silêncio, toda existência era um meio infinito no meio da quietude que reverbera o nada... infinito aquele silêncio de luz, impossível... para mim que já não me ouvia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;atravessei minha mão rosada e o chão se apagou no sol interrompido nas palmas sem posse... lá fora, eu ainda lembrava, que aquela luz partida se unia bem alto no azul, ela explodia do amarelo dizendo dia alaranjado de uma boca de fogo. e que não era dócil encará-lo, aquele olho único nem um dia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;clara, uma linha espessa... e cerrei as cortinas, e fiquei sozinho. para que minhas mãos não fossem vistas, para que não me pescassem do pudor da manhã... queria que ele se fosse... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;depois era um barulho antigo que entrava por baixo da porta, um vocativo sem sentido era aquilo em ondas estridentes. algo estava angustiado, e eu deixava a madeira atravessada travando toda inquietude que podia, trancando lá fora todas as piedades... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;fazia tempo que ele não invadia o cômodo, aquele trimtrim do mundo querendo entrar a todo preço no meu quarto. usaria das leis, usaria dos socorros, usaria de mil psicologias outras... e não aquela que eu engolia, aquela filosofia em compridos, tão física... a filosofia que mais prendi e escondi em mim como um furto do que tenha aprendido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;um rabo áspero atrás do móvel, era do camundongo... que não consegui pegar e pôr para fora pelo basculante como tinha em mente erigido “pego e ponho ele por ali, pelo basculante...” mexia o móvel, mas ele fugia para baixo da cama e pelos cantos até repousar no meu cansaço, até que uma outra ideia me sequestrasse de persegui-lo, roía tranquilamente o meu cansaço e meu esquecimento... e agora esquecia satisfeito o rabo de fora... indelicadamente, com sua ponta inconveniente na minha atenção feito um carente de inimigos... o via feito uma ilustração da morte cinza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;abri a gaveta e puxei um dentre quantos cigarros restavam, sobre todas as outras gavetas de quantos comprimidos existiam. ali ele não entrava... e acaso o fizesse, não haveria embriaguês ou cansaço que vertessem em perdão. já não havia asco que me demovesse de mordê-lo e mesmo engoli-lo dentro de um dia. ele podia não saber meu idioma, mas acertava precisamente nos meus limites, meu único conviva... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;andava de joelhos sobre aqueles grãos, para que doesse um pouco, para que fosse um pouco difícil existir... sentia falta daquele “difícil” por causa da proximidade que as coisas tem quando chegamos perto do fim. depois deixei cair o tronco sobre o colchão e a cabeça virada para o outro lado imaginava o rabo para fora, a cabeça tinha mania de rever quando me recusava a olhar... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;ele devia entrar pelo escuro que o quarto prendia ali dentro. aquele escuro escondia a passagem... de certo... estava lá no canto do aposento, sob a cama... um papel amassado, para saber que ele havia saído, enfiei ali... e sentado me ouvia bebendo a água tépida da garrafa cheia de espera e sede. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;o papel remexido... “como prenderia ele lá fora?” tentei o pé do móvel, usei uma gaveta sob a cama... “vejamos se voltará!”. e lá estava o rabo continuando no corpo inteiro, como antes, “seria antes ainda?” um déjà vu? mas já era depois pelo que dizia quieta a gaveta no mesmo lugar, sem um furo, sem nada... “pela fresta da porta ele não passaria!” trancara ele ali dentro... comida não tinha. que inferno era um último problema. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;“calma, calma, calma!”. então o ódio jogou meu corpo contra o guarda-roupas e ouvi um grunhido... e lá estava o rabo depois de novo... era depois de novo, tenho quase certeza. eram dois? o raio voltava e sumia, voltava e sumia e ele não fedia à morte. “lembrei de abrir um pouquinho a cortina?”... acho que o raio voltava e sumia, e ele não fedia. “está vivo!”... preso, comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;enfiei um pano nas calças para, feito o camundongo, ter um rabo escapando das minhas fugas. ter um anúncio. e já não o via mais, nem o corpo nem o rabo. como se meu rabo postiço pudesse ter funcionado feito um rito, porém já não creio nestes místicos diálogos da consciência com os arredores, estes tratos. acaso existisse ainda depois ou antes do rabo, o rato, se acaso existisse cheio de vida... era um problema dele estar cheio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;só entra o trimtrim e o raio feito um ponteiro atravessando a fumaça... tento não abrir mais as cortinas, mas esqueço que ele já se foi: o rabo e o bicho agarrado. esqueço à noite, embriagado, que já não preciso contar dias... assim também pego um cigarro, um comprimido sem saber quando... e acho uma dor na nuca...e verifico o buraco sob a gaveta e verifico o que não há na gaveta... nem uma entrada, nenhuma saída do quarto feita ali, na madeira, na gaveta intacta. “dor e escuro não entram”... eu acho a dor bem ali, sem cauda, sem nada...como que trancada ali dentro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;sem raio no quarto, sem sinal de vida nenhum mais, a dor bem ali, atrás de mim, escondendo-se... uma dor covarde, era o rabo da morte atrás do homem, escondida. a morte não entrava, feito o escuro... era só fechar os olhos do bicho num grunhido que ela surgia, feito um desaparecimento do resto, fechar nossas pálpebras igual eu fiz à porta de correr do quarto tempos atrás: massivos aqueles instantes presos lá fora. incontáveis. era o que a morte faria, sumiria com tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;mas eu não sabia o tamanho do rabo... e ela nem fedia, a morte era insípida e inodora ou estivesse longe, chegando primeiro a cauda imensa, antes do corpo, seria um pênis que ela teria, rígido... aquele rabo de luz cotidiano era o aviso por onde ela me sabia ali dentro... pois eu esquecia tonto que o rato se fora... e abria uma fresta antes de deitar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;corto o rasto de luz... o rastro dos dias dos outros, corto brincando de sombras com a faixa de brilho, tentando pegá-la nas mãos sem posse. só a cauda da vida faz trimtrim através de mim. não me atravessam o raio e o rabo do rato do sol da morte, só me roem distraído num estrio estreito e estridente de luzes e corpos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-4871109925056841813?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/4871109925056841813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=4871109925056841813' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/4871109925056841813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/4871109925056841813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/07/o-sol-o-rato-e-morte.html' title='A VIDA, O SOL, O RATO E A MORTE'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-3541245782489104793</id><published>2011-07-01T02:36:00.000-03:00</published><updated>2011-07-01T03:28:24.081-03:00</updated><title type='text'>asas, para que te quero?</title><content type='html'>"já tenho tudo aqui"&lt;br /&gt;é difícil assumir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é sempre "já" agora &lt;br /&gt;tentando fugir desta liberdade&lt;br /&gt;um gavião com um mundo inteiro sob&amp;nbsp;asas possantes&lt;br /&gt;que se agarrou ao ombro de deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escorrego para dentro dos dias seguintes&lt;br /&gt;como um grão no funil&lt;br /&gt;na garrafa vazia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;arquiteto ir em busca do nada&lt;br /&gt;para me sentir menos&lt;br /&gt;tento saber&amp;nbsp;este vazio&lt;br /&gt;de estar cheio&lt;br /&gt;giro minha cabeça inquieta de pássaro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;procuro um pouco de nada &lt;br /&gt;para me sentir menos&amp;nbsp;no fim&lt;br /&gt;tudo me cerca&lt;br /&gt;só o tudo de todas as cores por todos os lados&lt;br /&gt;todas as cores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o problema é a falta&amp;nbsp;do problema&lt;br /&gt;só tenho o nada a buscar&lt;br /&gt;e fico sem rir nem chorar&lt;br /&gt;no bico rígido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fico sob o mormaço dos dias&lt;br /&gt;num mundo pleno e indiferente&lt;br /&gt;feito eu mesmo às minhas asas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e para que&amp;nbsp;uma saída?&lt;br /&gt;sou&amp;nbsp;o primeiro satisfeito&lt;br /&gt;o primeiro&amp;nbsp;morto vivo&lt;br /&gt;que fica sem rir nem chorar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sob o mormaço dos dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;asas &lt;br /&gt;para que te quero?&lt;br /&gt;voo em exercícios circulares &lt;br /&gt;até que haja um lugar&lt;br /&gt;que não seja os ombros de deus&lt;br /&gt;em que pior ou melhor não existe&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-3541245782489104793?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/3541245782489104793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=3541245782489104793' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3541245782489104793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3541245782489104793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/06/em-busca-do-nada.html' title='asas, para que te quero?'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-3513264902297374610</id><published>2011-06-26T02:45:00.001-03:00</published><updated>2011-06-26T02:45:54.964-03:00</updated><title type='text'>REFLEXO</title><content type='html'>a ti restará o que chamas de horrível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;restará como uma cicatriz no teu idioleto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e quando tiveres este horrível a enfrentar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pouco me importará que grites&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escondido em teu escuro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“covarde!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serás tu por onde estiveres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que teu eco denuncie&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-3513264902297374610?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/3513264902297374610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=3513264902297374610' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3513264902297374610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3513264902297374610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/06/reflexo.html' title='REFLEXO'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-5637159922600666342</id><published>2011-06-26T02:36:00.001-03:00</published><updated>2011-06-26T02:36:47.723-03:00</updated><title type='text'>ARTE</title><content type='html'>chamei meu amor para deitar comigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chamei-a de “amor” para deitarmos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quisesse apenas um sonho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-5637159922600666342?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/5637159922600666342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=5637159922600666342' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5637159922600666342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5637159922600666342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/06/arte.html' title='ARTE'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-3892168696745910617</id><published>2011-06-26T01:45:00.000-03:00</published><updated>2011-07-15T12:02:12.811-03:00</updated><title type='text'>TAMBÉM VIVI</title><content type='html'>também vivi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e as pedras do caminho &lt;br /&gt;quiséramos metáforas leves&amp;nbsp;abstratas&lt;br /&gt;enquanto pedras de fato&lt;br /&gt;despropositadas nas solas dos pés&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tão difícil viver com o pronto!&lt;br /&gt;tão corriqueiro viver esta vida&lt;br /&gt;e é tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fui também o possível&lt;br /&gt;e me precisando singular &lt;br /&gt;o “também” me magoava &lt;br /&gt;também&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meus heroísmos &lt;br /&gt;necessária e cotidianamente cridos&lt;br /&gt;de olhos bem fechados&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: white;"&gt;...................&lt;/span&gt;os que lacrimejavam &lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: white;"&gt;...................&lt;/span&gt;tão arregalados&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;...................&lt;/span&gt;diziam&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;...................&lt;/span&gt;“covarde!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quisera que não me acreditassem este fracasso&lt;br /&gt;mas era tarde&lt;br /&gt;pois eu existia estritamente real&lt;br /&gt;e apenas&lt;br /&gt;contra infinitas hipóteses leves outras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"também vivi"&lt;br /&gt;falo&amp;nbsp;como a descrentes&lt;br /&gt;também vivi&lt;br /&gt;e só&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e as pedras...&lt;br /&gt;e quantas vezes li "fracasso"&lt;br /&gt;como um sábio da própria finitude...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vivi&lt;br /&gt;também e apenas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-3892168696745910617?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/3892168696745910617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=3892168696745910617' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3892168696745910617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3892168696745910617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/06/tambem-vivi.html' title='TAMBÉM VIVI'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-1775438575955938380</id><published>2011-05-06T14:40:00.000-03:00</published><updated>2011-05-26T10:10:33.570-03:00</updated><title type='text'>O FUNCIONÁRIO PÚBLICO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O estadinho calçava os sapatos pretos bonitos, lustrosos, pisava as calçadas impoluto, margeava os bueiros intacto, acelerava o veículo prateado,&amp;nbsp;avisava na escada compassado, harmonioso. O estado, no homem de terno, os pés nobremente revestidos, a meia fina azul e a gravata também nítida espada sobre o branco linho da camisa. O homem batia às portas com civilidade, tocava interfone paciente, a voz era uma ternura mecânica que nos invadia com acuidade de uma cirurgia no cérebro. Tinha plástica, orelhas finas entoadas ao belo do corte de cabelo. O trópico o ignorava dentro dos automóveis e dos estabelecimentos, não segregava uma gota. As mãos limpas certíssimas só mexiam no que deviam e com cautela e respeito, graves, viravam bem as folhas de um processo com dada precisão que faltaria a um relojoeiro. Parecia não pensar em mais nada que não fossem páginas serenas. Tinha a resignação treinada que nos queria injetar, os movimentos serenos que diziam “paz”, precisos, sem tremeliques, se movia em ângulos elegantes que coadunavam entre si, era como dançasse o seu ofício. Não tinha a descompostura de suar pelo dinheiro. Soprava&amp;nbsp; quantias com indiferença, as dívidas não eram nada, nadica de nada, não eram nada demais!&amp;nbsp;Era&amp;nbsp;uma natureza perfeita que lhe devessem os contribuintes, sempre.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Na repartição as gavetas escondiam, acumulavam; não pensava nelas, esquecia de tudo que virasse um bolo, cuidava meticuloso de cada ingrediente por vez e com total assepsia. O olhar averiguava cada linha como uma régua. Corria o dedo com calma sob o nome do cidadão como quem não admitiria nunca um dedo na cara. Soletrava o contribuinte, conferia o digitado. Arrumava a valise, “Hoje visito o Sr. Fulano de Tal.” Era prudente até pensando, pensava com terno, não xingava, não esnobava em pensamentos. Não fazia barulhos com a boca, não tinha trejeitos estranhos, não falava sozinho, não sentava curvado, não arregalava os olhos, não tinha movimentos abruptos, às vezes usava óculos escuros. Era, sobretudo, frio, vinha dos ares-condicionados. O trópico o ignorava. Era calmo como envenenado pela sobriedade. E branco. Um branco refrigerado, sem suores que corressem ou brilhassem a tez exagerando existir, vulgarizando, lastimando o labor diário diariamente. Nada disto! Era fosco e fresco sempre como atendesse a uma regra. O terno azul e a meia também, lindos! Uma mulher molharia, estancaria olhando-o. Um pedaço de céu mais concentrado deslizando no asfalto, do céu arrancado, um anjo a serviço do estado. Seu olhar, seu jeito lento de agir metódico nos anestesiava para o estupro cotidiano do governo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-1775438575955938380?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/1775438575955938380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=1775438575955938380' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/1775438575955938380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/1775438575955938380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/05/o-funcionario-publico.html' title='O FUNCIONÁRIO PÚBLICO'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-2510040538434908458</id><published>2011-03-22T15:50:00.000-03:00</published><updated>2011-03-22T22:38:17.970-03:00</updated><title type='text'>DEUSES AO MAR!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Depois de um tempo eu percebi ou considerei (assumi esta nova perspectiva mais experiente de quem sente que é hora de caber em si e no mundo) que meu caso não era questão de mediocridade. Diga-se de passagem, avaliar-me medíocre me cansava às vísceras. Esta avaliação... A questão é que tudo muda constantemente, um ponto têm sua duração até se dividir em outros tantos pontos, mover-se. Ou seja, todas as sentenças se perdem, as sentenças se tornam gradativamente inadequadas, até serem totalmente inválidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Não era questão de eu ser medíocre, era questão de um instante que me avaliava para sempre como um juiz absoluto. Agora veja, um instante sujeito a entremear toda uma geografia, uma idiossincrasia, todo um infinito, este estreitíssimo ponto (instante) se arrogando a voz da razão como um Deus? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;“Medíocre” era uma autocrítica minha, de quem ainda tinha a alma desapercebidamente crente do absoluto ou dele invejosa, esta alma pretensiosa que a partir de uma “verdade irrefutável” nos impõe seu julgamento, quando nós esquecemos ou deixamos de lado averiguar este pretenso trono: “verdade irrefutável”. Deixamos de averiguar... Seja porque precisamos dela ainda como de uma mínima convicção para dar a partida, a ignição na nossa máquina de viver.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;As metas precisam ser rigorosas proporcionalmente a que os indivíduos são maleáveis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Deus, nesta altura, eu sabia que ele fugia para as brechas da alma, escondia-se quando estávamos à sua caça, quando queríamos entregar-lhe um questionário, porque soubesse, Deus, que se tratava, o questionário, de uma ordem de despejo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Achei-o, por fim, entre meus pensamentos, entre minhas sentenças, fazendo bagunça como um menino, escondido em meus escombros. Era Deus uma infância. Estava lá, na minha meninice, mexendo seus brinquedos: todos que foram meus naquele tempo - lembro-me daqueles bonequinhos de plástico, guerreiros e animaizinhos, que minha mãe havia dado cabo de tanto ficarem no caminho. Ele mexia nessas lembranças com naturalidade como se elas fossem matéria no mundo espectral dele, ora! afinal essas matérias tinham se transcodificado de matérias em fantasmas como devia ser para que coubessem, como agora, num crânio, vertidas em lembranças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Eu lhe disse:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;_Já sei que a verdade, menino, é uma questão de idiossincrasias promovidas por estados de alma que se sucedem em conformidade com todos arredores, que uma verdade não pode vigorar, assim como tudo que persiste se torna mentira! Já sei que, por isto, a verdade não se deixa apanhar por um enunciado e ao mesmo tempo não lhe escapamos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;_Quanto às verdades seculares? Quanto às sentenças que ainda são válidas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;_São diferentes os preços e os consumidores dessas “verdades”! É preciso manter o mesmo estrito olhar de um século atrás para que uma verdade se torne secular, para que ela, passados tantos anos, ainda valha de alguma coisa, é preciso querer envelhecer da verdade alheia para adotar uma sentença tão antiga como tal. Antes em mim canta a vontade de superá-las, será esta vontade uma mentira? Não será que esta vontade de superar, de suceder pode ser vista regendo tudo que existe em vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;_Mas então, mesmo que não tenha certeza de que sou eu este que lhe chama de medíocre... está disposto a me jogar ao mar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Então ele conseguiu me fazer rir. Pois que deus era assim, se pretendia inquestionável, enquanto eu, seu abrigo, poderia ser questionado apesar de toda racionalidade com que lhe confrontava? Eu de carne, osso e ideias, até poderia concordar: posso ser questionado quanto às minhas ideias; logo, era quanto a Deus, este mais presunçoso&amp;nbsp;axioma,&amp;nbsp;que me questionava. E ele se estreitava na proa onde gostava de ficar, dando passos atrás, encostando-se à amurada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;_Isto não seria nada trágico para um Deus. No mais, que me importam as verdades absolutas, já lhe disse! Tenho todos os indícios do que me causa&amp;nbsp;mal, caminhando por minha lógica vim dar com o senhor a mexer nos meus guardados cheio de autoridade. Mais, nada me tira da cabeça que se o senhor não é o problema propriamente, está amarrado a ele: pois o problema é esta ideia de “verdades absolutas” que há em mim ainda que muito nos escombros de minha alma. Afinal, de que mais&amp;nbsp;viria esta ideia de que há uma verdade, e que esta possua toda esta importância? Em mim, esta ideia venha do senhor... E como me calei ante esta ideia, alojando-a como um câncer sem questioná-la? Não reconhece esta coisa indubitável como “fé”? Inocularam-na em mim quando ainda era um meninote! Covardemente! Pois até minha imagem, em criança, é com o que o senhor se veste agora. Já não há em mim espaço para o que não se queira por em risco, posto que sou todo aventureiro. Como digo, se o senhor não é em si o problema, está a ele amarrado, jogá-lo ao mar, para que um leve o outro ao fundo é o que farei. Peso sei que não lhe falta, pois que o carreguei até então. Peso não lhe falta ainda que esteja uma criancinha. O senhor serve como âncora à idiotia da multidão, já passa do tempo da humanidade também recolher a âncora.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ele parecia cansado, e pensava... Fazia ares de triste, tentava me pescar pela piedade, crucificava-se. Mas aquela atitude não condizia em nada como vinda de quem poderia encher o barco de peixes, abrir o mar&amp;nbsp;ou mesmo andar sobre as águas. Eu continuei firme em minha colocação... O que para mim era um entretenimento e uma forma de louvar a mim mesmo, pois prolongava a minha vitória.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;_Em alguns casos, para alguns, é bastante proveitoso que assim seja: verdades seculares. E quanto mais seculares, mais se lhes dão crédito. Sobretudo por que estão distantes, pois é que o mefítico odor destes cadáveres já se dissipou, resta apenas o esqueleto. Hoje se não pode crer, acaso um jornal publique, em manchete que fale da ressurreição de um homem, mas basta que lhe joguemos dois mil anos atrás para que os credores se manifestem, e irascíveis. Tudo não passa do desejo de conservar um caminho seguro, um costume antigo. Com toda esta postura corrobora o medo, assim como há de corroborar com toda âncora, mas eu sou, deste mar, um navegador e não uma rocha. As verdades covardes não servem ao intrépido que quer singrar mais e mais! Para os que querem segurança, fiquem com a rocha. Mas já lhes digo, a rocha também se move, embora mais lentamente que as águas, se desfará em pó. Digo isto porque sei bem que gostam de crer em eternidades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Mesmo da minha vitória eu estava me cansando a esta altura: não sou um homem de permanecer tanto tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;_Neste barco já não há conveniência para o Senhor, que enquanto há afazeres de navegação, passa a vida numa puerilidade a mexer com minhas emoções mais ternas porque infantis. Mais, é preciso que eu abra mão do meu olhar para que seja minha uma verdade que é sua. Você... – olhou-me como que estranhando o tratamento, apesar de ser apenas uma criança - ... acredita antes nisto: verdades seculares. Mas vou lhe dizer “o tempo só coroa aquilo que se sucede, não o que se repete. Eis a evolução: suceder”. Estamos condenados à mais pura verdade. Por que haveríamos de correr atrás dela, como se a verdade fosse uma salvação? Assim acreditava a infância da humanidade. Pouco importa que seja verdade isto de que: a verdade é a salvação, nem entraremos nesta questão porque a verdade não precisa de advogados, muito menos se ela é absoluta. Esta armadilha só pegou ovelhas para se aquecer e se alimentar: a verdade é a salvação. Sim, a verdade é esta gravidade que nos pesa, é o chão, neste terreno onde pisamos e em que tudo que pesa é verdade, até a mentira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O menino Deus coçou os cabelos cercado das verdades que o diminuíam, o infinito o foi engolindo como um parto às avessas e como se a pressão fora de sua existência fosse muito forte para que ele continuasse a caber ali, era uma pressão hostil do meu juízo, hospitaleira somente com ideias que me fizessem singular. O menino, olhando com espanto e emoção a primeira vez que via o mundo daquele ponto, desapareceu. Desapareceu como seria um passe de mágica se ele desde o começo não fosse um fantasma. Mas sei que há aqui aqueles pouco rigorosos e emotivos sujeitos induzidos a vê-lo pulando do barco e andando sobre as águas, porque jamais conceberiam de bom grado o quão “morto” ele está. Ele sequer há nascido, foi apenas uma dessas mentiras que só porque na realidade existem mentiras,&amp;nbsp; esta também&amp;nbsp;faria inevitavelmente parte dela, até que o aventureiro lhe supere e siga singrando os mares da vida, atravessando as vagas que afogam multidões. "Milhares tombarão a seu lado..." Agora entendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-2510040538434908458?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/2510040538434908458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=2510040538434908458' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/2510040538434908458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/2510040538434908458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/03/deuses-ao-mar.html' title='DEUSES AO MAR!'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-8997793094620901489</id><published>2011-03-11T03:48:00.000-03:00</published><updated>2011-03-11T03:50:55.304-03:00</updated><title type='text'>ESTÚPIDO</title><content type='html'>Para que tanta baixa ou alta estima? Caibo feliz no aplauso dos tolos e por outro lado até me afogaria num balde estúpido. "Estúpido"... Gosto desta palavra!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-8997793094620901489?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/8997793094620901489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=8997793094620901489' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8997793094620901489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8997793094620901489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/03/estupido.html' title='ESTÚPIDO'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-6752877053566899817</id><published>2011-02-24T10:47:00.000-03:00</published><updated>2011-02-24T11:08:36.864-03:00</updated><title type='text'>A GAIA CIÊNCIA - AFORISMO 304, 305 e 307.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Atuando deixamos de lado&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Não suporto, deveras, toda moral que diz: “Não faças isto, não faças aquilo! Renuncia! Domina-te!...“. No entanto, aprecio a moral que me leva a fazer uma coisa e a refazê-la, a pensar nela de manhã à noite, a sonhar com ela durante a noite, e não ter outra preocupação que não seja fazê-la bem, tão bem quanto somente eu posso entre todos os homens. A viver assim, nos despojamos, uma a uma, de todas as preocupações que não têm nada a ver com esta vida: vê-se sem ódio e repugnância desaparecer hoje isto, amanhã aquilo, como folhas amarelas que o menor sopro solta da árvore; ou menos nem sequer se dá por isso, de tal modo o objetivo absorve o olhar, de tal modo o olhar se obstina em ver para diante, não se desviando nunca, nem para direita nem para esquerda, nem para cima nem para baixo. “É a nossa atividade que deve determinar o que deixamos de lado; e atuando, deixamos”, eis o que eu gosto, eis o meu próprio tacitum (princípio)! Mas não tenho intenção de buscar com os olhos abertos o meu empobrecimento, não aprecio essas virtudes negativas que têm por essência a negação e a renúncia de si.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Domínio sobre si&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Esses professores da moral que recomendam ao homem acima de tudo que se autodomine, dão-lhe dessa forma, uma singular doença, ou seja, uma constante irritabilidade e uma comichão a todas as emoções e inclinações mais naturais. Seja o que for que lhe aconteça daqui para frente, seja de fora, seja de dentro, seja o que for que ele aí encontre, ou que o atraia, ou que o incite, ou que o empurre, parece sempre a este ser irritadiço que o seu domínio sobre si corre os maiores perigos: já não tem o direito de se fiar a nenhum instinto, de se fiar a nenhum impulso livre, mantém-se na defensiva, sem repouso, eriçado de armas contra ele próprio, o olhar atento e desconfiado, mantendo eternamente diante da própria torre uma guarda que se impôs a ele mesmo. Por certo, ele pode ser grande nesse papel! Mas como se tornou insuportável aos outros! Pesado para si mesmo, pobre, enfim, hermeticamente fechado aos mais belos acasos da alma! Como também, a qualquer outra lição futura! É preciso, pois, de vez em quando, saber perder-se, se quisermos aprender alguma coisa daquilo que nós próprios não somos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #2a2a2a;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;strong&gt;Em favor da crítica&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt; – Enxergas agora um erro naquilo que amaste antigamente como verdadeiro ou como provável: rejeitas e joga para longe de ti, e imaginas que a tua razão acaba de conseguir uma vitória. Entretanto, talvez este erro, antes, quando necessário como as tuas verdades de hoje; era uma espécie de pele que te cobria e te velava muitas coisas que ainda não podias ver. Foi a tua nova vida, não foi a tua razão que matou em ti aquela ideia: já não tens mais necessidade dela, e ela se quebra e a sua falta de razão aparece de dentro como um verme que vem à luz. Quando exercemos a nossa crítica, não é arbitrariamente, nem de forma impessoal, mas sim, e muito amiúde, porque há em nós um impulso de força vivas em via de se libertar de sua casca. Negamos e somos obrigados a fazê-lo, porque há em nós qualquer coisa que quer viver e quer afirmar-se, alguma coisa que talvez ainda não conhecemos, que não vemos ainda!... Exaremos à crítica este louvor!&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nietzsche - A Gaia Ciência/ aforismo 304, 305 e 307&amp;nbsp;- Ed. Martin Claret.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-6752877053566899817?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/6752877053566899817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=6752877053566899817' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/6752877053566899817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/6752877053566899817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/02/gaia-ciencia-aforismo-304-e-305.html' title='A GAIA CIÊNCIA - AFORISMO 304, 305 e 307.'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-6318029476500945088</id><published>2011-02-14T09:52:00.000-02:00</published><updated>2011-02-14T12:28:10.276-02:00</updated><title type='text'>SER OU NÃO SER? EIS O ENRUSTIDO!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Algumas cabeças estavam assustadas demais com aquilo tudo! Sim, por que já era “aquilo” e depois vinha “tudo!”. Um técnico explicava um problema na placa, de conexão, passado uns quatro meses a máquina deu defeito... O cliente não tinha a nota fiscal? Ora diabos! E o telefone do teleatendimento? “Senhor, como o senhor não sabe como proceder num caso desses? Que vergonha, rapaz! Isso é praxe!” Eu tentava escrever, mas as falas alheias entravam, intrusos pensamentos subversivos à coerência se digladiavam, mil babaquices e raras coisas geniais que eu precisava filtrar, garimpar. Tava nauseado de mercúrio dentro de mim! “Ei, olha o novo acordo, não vai escrevendo assim o que bem entende! Presta atenção!". Tudo isto e mais os pensamentos de um dia, que nem sei se eram este dia ou de que ontem vinham... “Devia estar calado. Calado! Talvez dormindo, deixando as coisas virem em sonho, sem propósito, sem rigor, levemente!”; “Olha, não esqueça, meu amor, às 17 horas!”; “Será que o serviço vai terminar hoje?”; “Eu tenho que falar alguma coisa para você, mas não lembro o que exatamente”; “A cobertura que mais gosto é a de morango!”.&lt;br /&gt;Em 2011. Enfim, as palavras estavam muito confusas entre textos milhares, teorias doidas, revistas de etiquetas, novas especialidades brotando da necessidade de cada veado do planeta. Miríades de ocupações inventadas. Meu estômago parecia pequeno para aquilo tudo. E eu ainda me atrevia a jogar mais palavras no mundo. Fossem lamúrias, era tudo que eu tinha que lhe devolver, ao mundo. Aquele monte de coisas que me entravam verborrágicas, a empregada negra era uma África, o pintor coexistente na casa, trancado o quarto, o calor, as pessoas fodidas pelas ruas, sentadas em recantos de cimento, mexendo aparelhos telefônicos ou pedindo esmola pelos cantos, nos sinais fazendo malabarismo. E a merda do software que não reconhecia a palavra “foda!”, enquanto eu tentava desabafar qualquer coisa no computador. A desgraça do programa ia sublinhando de vermelho, um ignorante, um retardado cheio de boas maneiras.&lt;br /&gt;Eu lia Celine, e estava sofrendo uma indigestão, não que ele me pudesse dizer uma coisa estritamente nova, mas que na verdade repetia uma tormenta, como quem torna a acentuar o nauseante. Celine estava, depois de morto, simplesmente botando palavras nas minhas fadigas. Nós sabemos da fragilidade do homem hodierno. Ele precisa ouvir palavras repetidas, afirmar logo um primeiro caminho escolhido, achar soluções simples e próximas sem levantar o traseiro de uma poltrona. Facilidade! Felicidade! Facilidade, isto enche os outdoors nas ruas e as ruas de outdoors. Ninguém diz ao sujeito o quanto custa uma coisa, o quanto ele realmente deve suar até ela. Apenas lhe tentam mostrar a facilidade, ou seja, ocultar todo suor que vai pingar da sua testa, toda a nojeira e noites insones que uma aquisição e um contrato assinado lhe poderão causar. E havia aqueles que não podiam assinar contratos, mas eram intimados... Aqueles sem moradia. Toda uma prolixidade de contratos, tentando amarrá-lo, ordenhá-lo e mantê-lo no curral pelo menos.&lt;br /&gt;A empregada na escada, os pés na altura de meu rosto, as unhas enegrecidas... Haviam sido pisoteadas? Quem socou estes dedos? Quem ou o que os torturou? Não havia esmalte... Era uma guerreira? Uma infeliz? Depilaria a boceta? Teria tempo para isto?&lt;br /&gt;Quando me propunha a ordenhar-me no banheiro, para ver se mudava meu ritmo cancerígeno, já não havia mulher que me interessasse à imaginação, tampouco situações afrodisíacas. Eu já devia ter pensado, durante tanto tempo de vida, até nas macacas. E os pensamentos estavam com ressaca.&lt;br /&gt;Então eu precisei fugir de casa. Porque lá estava apertado demais para dois lutadores com um frouxo no meio. Eu ainda tinha uma vida muito mansa, de fazer teatro, de poder escrever meus textos, a mulher me dava um mundo de conforto e paz de espírito. Eu estava no paraíso com 34 anos de idade, talvez eu terminasse devendo o aluguel daquilo tudo um dia. Mas, talvez eu gostasse dos outros, eu devia gostar, esse conforto me afrouxava. Devia ser! Eu tinha mania de tirar alguma sentença de qualquer coisa... talvez o homem sempre queira mais... e aquilo me parecia, egoisticamente falando, uma asneira. E não havia como não pensar nisso enquanto um negro daquele tamanho, gordo, suava pela casa lixando paredes e carregando latas de tintas, envergava-se a olhar o teto enquanto corria o rolo. Sentia-me como quem sempre, sempre, está atrapalhando o mundo, enchendo ele de mais e mais idéias que, é claro, teriam que ser ignoradas pelo bem-estar alheio. Facilidade! Por certo, que eu estava me vendendo escrevendo uma comédia fácil para o teatro. Viver é incomodar os outros, se não tivesse nascido, não estava ocupando o espaço nem concorrendo ao meu cargo! Ou você me serve, ou que você morra! Não sou ruim, antes torço para que você não nasça! O servilismo veio, e os homens então se suportaram. Eu até suporto você, mas seja uma ovelha do meu rebanho. Dê lã! E trate de dar lã! Te amo mais que tudo! Dê lã!&lt;br /&gt;O teatro também estava me dando na veia nas últimas experiências que tive como plateia. Eram textos pomposos demais, tentavam cortar o óbvio e terminavam distantes demais, abstratos demais, eram as bichas novamente sofrendo com os caralhos imensos em suas bundas, e recitando “Ser ou não ser?”. O sol quente na cabeça, elas presas no trânsito, sem arranjar um homem rico, suadas em ônibus, sentadas nos pontos e no palco diziam coisas como “Ser ou não ser?” sendo esta merda secular sua máxima expressão! Aquilo me dava no saco, eu ao menos tinha umas palavrinhas a dizer com força e expressão real ainda que teatral. Mas as malditas bichas frescas como os carnavalescos, viajando na maionese, estavam no comando do supérfluo, eu poderia aumentar a chance de ascender no ramo simplesmente dando meu rabo e um texto qualquer. Elas são assim, querem fazer um carro alegórico bem chamativo, e acabam numa prolixidade para explicar como aquilo se emenda ao enredo. A vida nos comendo por dentro e eles não sabiam falar disso... Os homens haviam se brutalizado, para fazer teatro era quase que necessário ser gay, senão louco, perturbado, alguma família que tinha luxo, ou que houvera sido corrompida. Num desses casos, todos se enquadravam: Ou tinham uma família desestruturada, ou eram gays, ou eram ricos e se davam ao luxo de fazer arte enquanto o pintor levava suas latas de tinta para lá e para cá o resto de sua vida lixando tetos. Bom, o teatro estava mesmo precisando de uma limpeza! Não sabia exatamente qual, e também não falo das bichas, gosto das bichas, elas ainda tem alguma coragem. Ainda podemos falar delas, mesmo que seja mal. Enquanto dos machões... nem mal se pode dizer, apenas que não são nada! São piores que os ratos! São o verdadeiro lixo da humanidade! Porque os machões estão todos perdidos em serem machões, ocupados a vida inteira com isto! Temem a proximidade de outro homem como verdadeiras galinhas conscientes do abate. É. Do teatro... Salvam-se as comédias com textos fáceis, ao menos, façam rir. Textos que nos mostrem a nossa estupidez tão claramente, que terminemos na gargalhada. Não são difíceis estes textos, mas fazem rir. Fazem rir. E rir... Rir é o paraíso!&lt;br /&gt;Eu fugi de casa, fugi, escoei, sei lá... Não fora livre-arbítrio! Por certo eu achava melhor estar aqui, mas o “preferir” não era escolha minha, vinha de dentro!&lt;br /&gt;Há momentos e momentos, eu vinha, neste, embrulhado em pensamentos pela rua. Nietzsche vinha me dizendo que era simplesmente a minha má alimentação. Por certo eu estava 10 quilos acima de 10 quilos a mais que o peso normal, normativo, regra, folhinha presa à balança da farmácia, bem no meu nariz: 1,77 por volta de 72 quilos ou sei lá, e o ponteiro oscilava 93 94 95 93, eu não era bom em ficar parado do jeito que a balança pretendia!&lt;br /&gt;A cabeça baixa, “Uma caneta no chão... Quem haverá perdido?”. Eu me interrogando essas idiotices! Tudo me interrogava por mais fútil e cotidiano que fosse. “Teria sido o café e coca que eu tomei logo de manhã, Nietzsche?” Isto também era interrogação!&lt;br /&gt;Eu lia, antes de tomar as calçadas desta manhã, “Uma viagem ao fim da noite” – Celine, o que me jogou entre tripas sangrentas de tribos inimigas africanas. A empregada na casa, linkava com o livro, assim como um pintor coexistindo no quarto trancado. Assim sendo, o cheiro do livro era mais forte, aquela azáfama ao meu redor, aquelas pessoas atrás do dinheiro que lhes será tomado dramaticamente num assalto ao ônibus, ou facilmente dentro de uma igreja, ou numa pensão alimentícia, ou num choro direto da criança... Enfim, meu pensamento estava de fato perturbado. E eu precisava sair e devolver ao mundo aquela verborragia em que alguns pensamentos me bolinavam. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-6318029476500945088?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/6318029476500945088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=6318029476500945088' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/6318029476500945088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/6318029476500945088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/02/barrigudo.html' title='SER OU NÃO SER? EIS O ENRUSTIDO!'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-5704090465512737307</id><published>2011-02-03T11:40:00.001-02:00</published><updated>2011-02-03T12:35:25.216-02:00</updated><title type='text'>eu...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;...primeiro retornava a mim mesmo&lt;br /&gt;a impressão nos outros - espelhos versáteis:&lt;br /&gt;magro linear som do nome que dizem meu.&lt;br /&gt;adjetivos adesivos tentaram minha alma&lt;br /&gt;nas circunstâncias que fazem um mundo,&lt;br /&gt;entre quais só existo o que me resta,&lt;br /&gt;me acreditam semovente,&lt;br /&gt;esquecendo com possível propósito&lt;br /&gt;dos atos, os combustíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;impuseram-me até o livre-arbítrio,&lt;br /&gt;não tive escolha.&lt;br /&gt;projetei meu ego gritando “amor”&lt;br /&gt;de dentro de um extrovertido&lt;br /&gt;fantasiado sobre o ego tímido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;assim fui sendo, sobre um feto emotivo,&lt;br /&gt;dos meus estados e dos olhos alheios,&lt;br /&gt;das convenções, das reuniões que me instituem,&lt;br /&gt;das conspirações que estas se tornem,&lt;br /&gt;dos entusiastas de arquibancada de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aprendi a respeitar o outro ou temê-lo,&lt;br /&gt;dar-lhe um grito, um ombro.&lt;br /&gt;ciente do egoísmo de todos os atos;&lt;br /&gt;no ato, até disto me esquecia,&lt;br /&gt;e tentei ter camaradas feito alcateias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só por experiência descobri meu estreito espaço nesta feira...&lt;br /&gt;então que caibo numa mão, numa fala, na sentença, no ouvido,&lt;br /&gt;me decoram, me transmitem aqueles que são, feito eu um contagio.&lt;br /&gt;e tremo do que me mede e range rigorosamente:&lt;br /&gt;os sargentos, os fiscais e os amigos quietos...&lt;br /&gt;portam armas, bloco de notas e vacinas contra mim...&lt;br /&gt;...seringas usadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois me deturpam os que acreditam que sou&lt;br /&gt;feito um conceito inalterável no eterno devir.&lt;br /&gt;às vezes até me envaideci.&lt;br /&gt;(a vaidade é uma eterna criança!)&lt;br /&gt;depois andava fugitivo dos homens,&lt;br /&gt;virei fantasma, lembrança, esquecimento...&lt;br /&gt;reapareci porque andava em círculos&lt;br /&gt;e forjei o querer condescendente&lt;br /&gt;ao inevitável instinto social:&lt;br /&gt;"voltei por que bem quis!"&lt;br /&gt;- era o selvagem querer se arreando de "meu"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nada é meu, nada sou,&lt;br /&gt;porque vou...&lt;br /&gt;...e não me esperem o de ontem,&lt;br /&gt;porque eu não sirva à rima.&lt;br /&gt;não me cobre a sua tão cara estima!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-5704090465512737307?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/5704090465512737307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=5704090465512737307' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5704090465512737307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5704090465512737307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/02/blog-post.html' title='eu...'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-4712987432779597631</id><published>2011-01-20T17:49:00.001-02:00</published><updated>2011-01-20T18:11:50.269-02:00</updated><title type='text'>CONFIDÊNCIAS PERIGOSAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;_Que desgraçados não são estes moralistas! – ele dizia irado socando a mesa.&lt;br /&gt;Não que algo o houvesse provocado no momento, era apenas sua memória atuando sobre seu ânimo. Mas ele estava realmente revoltado ao lembrar como era excluído do grupo dos “homens capazes de amar”. Tudo por que, ao julgo da pátria, da igreja, das senhorinhas românticas, ele não podia dar a sua mulher daquela maneira, ainda que aquilo fosse um prazer para ambos.&lt;br /&gt;Aliás, poder ele podia, tanto que o fazia. Mas a questão era que aquilo devia ser praticado em completo sigilo, e ele já estava de saco cheio de agir no escuro, de saco cheio de andar pelos cantos como um camundongo.&lt;br /&gt;Ele gostava de ver sua mulher enrabada por outro homem, sempre um bem dotado. Aquilo não era tão comum ou, pelo menos, não era coisa a ser divulgada. A começar que a civilização a que pertencia era moralmente monogâmica e não compreendia o amor que não se enquadrasse em suas leis. Dispostas em costumes centenários propagados, em literaturas e novelas. Aborrecia-lhe aquilo; sobretudo, por saber-se, de uma maneira particular, muito romântico.&lt;br /&gt;Para os outros, compartilhar uma mulher era inaceitável, embora fizessem sucesso as casas de swing no centro das cidades, nesses locais em que você seria um completo idiota de levar a mulher verdadeira, em vez de uma puta contratada! Compartilhar a esposa era não saber amar, era não ter tido um amor na vida. Para os outros, ele era um transviado moral.&lt;br /&gt;Como ele estava revoltado conversando com seu amigo! A ira havia lhe escalado a tal ponto que ele já nem ajuizava se o amigo seria condescendente ou não ao que ele lhe expunha.&lt;br /&gt;_Rapaz, a porra do mundo pode girar em uma direção, enquanto a nossa vontade pode seguir a favor do vento, à contramão do universo moral. Isto não é pra meterem o bedelho quando não afeta ninguém mais que aqueles que concordam com o ato. O que diabos tem a minha vontade que ver com os códigos de boa conduta? Somos monogâmicos? Somos católicos? Devemos ser para caber em algo, mesmo que isto signifique ser contra o que somos? – gritava.&lt;br /&gt;O amigo assumira uma postura analítica, fazia uma cara que denunciava apetite pelo assunto, era para este uma oportunidade e tanto de partilhar segredos contraventores. Faziam isto para que pudessem se sentir mais humanos, para encontrar semelhantes... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda aquela postura violenta de Rogério, em vez de oprimir Almir, tornava o mundo mais espaçoso. Ele tentava manter a expressão receptiva. E o palestrante prosseguia; no mais, metera-se em tal assunto porque suspeitava que a atitude do amigo seria simpática. Acertara em cheio! Mais que isso, o amigo se entusiasmava. Em nenhum momento pretendeu censurá-lo.&lt;br /&gt;_Acho que você está certo – motivava, enquanto suas vontades ansiavam pelo prosseguimento do discurso.&lt;br /&gt;_O que é absurdo? Eu acho que a moral cresceu em grande parte não com um consenso, mas conforme gostos particulares dos comandantes, reis, papas, imperadores... O prazer individual foi atropelado; pior, hipocritamente, esconderam-se algumas práticas humanas sob manifestos contrários.&lt;br /&gt;Já que não havia espaço para Almir e Rogério no mundo, na civilização, que houvesse o recanto na amizade, que as amizades se formassem atendendo a novos valores: a aceitação do outro ou o afastamento. A sinceridade era vital, não havia tempo para falsidades, falcatruas de almas enrustidas, suas idades tinham ultrapassado esta imaturidade. E Rogério mudou a linha do discurso, queria testar de vez os pudores do interlocutor pouco falante.&lt;br /&gt;_O negão tinha uma piroca, mas uma piroca, rapaz!, que arrombava com qualquer senso de boa conduta. A mulher gemia exalando prazeres cada vez que ele lhe estocava aquele mantimento. Eu num canto me masturbava... também indomável... O misto de sensações ciumentas, impotentes, solícitas, a sensação de desistência, de impotência ante o ato... Me levavam às nuvens! Aquele caralho imensamente maior que o meu, aquilo tudo refletia a vida, aquilo tudo era uma sinceridade profunda... Eu dava ao mundo o que ele queria tão escancaradamente, sem necessitar de nenhuma poesia mágica, eu podia lhe dar o que ele queria, finalmente! E o mundo se calava e gozava com o meu presente! Eu me sentia um Deus da generosidade. Compreende o que eu digo? – não esperou resposta – Pois compreendia o negão, naquele olhar lânguido a entrar e sair com força de minha esposa.&lt;br /&gt;_Rogério, as pessoas não estão preparadas para desvirtuar o mundo assim, subitamente. As vontades existem dentro delas. E a moral, amigo, é na verdade um tempero. Tudo que proíbe se adorna, toma um gosto muito pessoal por mais que achemos pessoas afins... É uma chance de vencermos o mundo, há muito tesão nisto, calculo! Como pessoas afins... Não falo do negão, no caso... digo que há tantos outros como você, que nquerem a sua posição ali naquela cena. Há sites de swing por aí! E compreendo também que o desejo dos swingueiros não é igualzinho. A sociedade, camarada, é uma divisão de grupos que precisam conviver. Cidades, países, gays, religiosos... Estes últimos querendo converter a todos! E mesmo estes grupos, entre eles, não são semelhantes, há ainda diferenças particulares, que devem ser, a meu ver, respeitadas.&lt;br /&gt;Alguma coisa nesta fala de Almir faltava. Rogério não estava plenamente satisfeito. Ele se havia exposto demais... e agora mais calmo, passava a mão sobre a cabeça, como se isso pudesse corrigir alguma coisa além dos cabelos: o recente discurso, talvez. A pessoa verbal, em que Almir se manifestava, era impessoal: “nós”, a sociedade etc. Mas Rogério soube não cobrar o mesmo... Embora lhe agradasse a ideia de que o amigo o fizesse sentir um pouco mais normal, um pouco mais humano, para isto deveria trocar imediatamente alguma confidência. Apenas deu mais corda, como antes Almir fizera, e deixou ir até onde ele queria, empertigou-se para recuperar alguma honra que lhe pudesse ter escapulido depois de tantas cervejas viradas.&lt;br /&gt;_Concordo...&lt;br /&gt;_Pois então... eu mesmo... bom, eu tenho minhas vontades secretas...&lt;br /&gt;_Opa, assim fico curioso... - arregalou os olhos.&lt;br /&gt;_Não contarei de maneira simplificada, isto seria apenas dizer que sou gay. Na verdade, me considero, de certa forma, bissexual, coisa que muitos duvidam existir, coisas que nenhum de nossos outros amigos poderiam sustentar saber com indiferença respeitosa. Você me entende? Mas já que você abriu o jogo! Olha, eu disse, não quero contar isto de maneira simplificada... vou explicar melhor, descreverei meu desejo...&lt;br /&gt;_Prossiga... – sua ânsia amainava.&lt;br /&gt;Rogério finalmente se sentia numa conversa significante, nada superficial. Eram, enfim, coisas muito particulares que estavam sendo compartilhadas, e o que aumentava o feito era que se dava entre dois homens, era insólito demais, dois homens, ali, se abrindo um para o outro como pessoas sensíveis e preocupadas com o que se tornaram. E a que serviria uma, mais que verdadeira, profunda amizade?&lt;br /&gt;_Eu gosto de homens, mas não de maneira geral... Quero dizer, não gosto de todos os homens como um hétero gosta das mulheres, lhes bastando que sejam belas... Há alguma coisa inexplicável na forma como sinto a atração. Ela se nutre de colegas, não digo amigos, não tenho nenhum desejo por você, por exemplo. – riu e continuou - Não se sinta ofendido! - mais algumas risadas de ambos - Como disse, trata-se de um desejo que não sei do que emana... Imaginações... que com o laço evoluindo... esmorecem... É preciso que eu conheça o sujeito, mas que eu não vá a fundo, compreende? Que haja espaços para eu criar o outro, e não que ele se intrometa, então parece que o faço caber nos desejos... Você está me entendendo? É como as mulheres que não fodem com amigos e dizem, "nós somos amigos". Talvez menos hipócrita.&lt;br /&gt;_Creio que sim, creio que sim... Continue! - Rogério ajeitava-se na poltrona da sala, para não saltar de entusiasmo.&lt;br /&gt;_Agora, de mulheres, gosto como um hétero. Daquele jeito: gosto de todas, desde que me pareçam belas. Dizer que sou gay ou bissexual me deixa meio que me sentindo roubado, desfalcado, compreende?&lt;br /&gt;_Sim, somos exclusivos demais...&lt;br /&gt;_Não quero dizer que me ofende... tudo bem, humanidade, sou mulherzinha!... -defendia-se das chacotas que imaginava - Roger, o que quero dizer é que não me é suficiente um rótulo, pois eu duvido que haja, idêntico ao meu, um desejo sequer no mundo! Um desejo da forma que o meu se dá, em todas suas necessárias minúcias para que ele se dê. Há vontades parecidas! Parece-me, e não digo que tenho razão, digo apenas que “me parece” que o rótulo pretende nos encurralar. É por isso que não me revelo gay, bi ou hétero... As pessoas têm me visto como querem ver. E acho também que a verdade, camarada, ela não tem só boca... explico melhor, a verdade tem 50% de boca capaz de dizer e, nos outro cinquenta, ouvidos capazes de ouvir...&lt;br /&gt;_Não compreendo bem...&lt;br /&gt;_Ilustro para você: uma mulher tem um marido ciumento demais, e começa a ter um caso com um outro homem. Ela se sente moralmente obrigada a contar a verdade ao marido, mas ela não sabe qual a reação que ele teria; talvez a matasse, aliás, imagine que ele já se revelara bem violento, imagine que ele já havia dito diversas vezes que traição era coisa que não toleraria... ok?&lt;br /&gt;_Sim...&lt;br /&gt;_Pois então, esta mulher está sendo desonesta em não dizer a verdade a este homem?&lt;br /&gt;_Segundo a moral vigente sim, segunda minha opinião a par do caso, não!&lt;br /&gt;_Eu também digo que não, porque qualquer coisa a ser dita, comunicada, entendida, necessita das duas partes: ouvinte e falante. Logo, para que ela contasse a verdade, em minha ideia, a reação do marido nunca poderia ser prevista como um assassinato, se ele dá margem a esta expectativa, é pleno direito dela manter-se calada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_... - Rogério gestualmente pedia que Almir prosseguisse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_Ou de que vale a sinceridade? Não cola muito para mim que toda sinceridade deva ser repelida, tampouco premiada, apenas deveria ser viabilizada... isto significaria um progresso!&lt;br /&gt;_Compreendo, agora sim. É como nós dois aqui conversando. Eu vim a confessar essas coisas a você, essas minhas verdades, porque desconfiava que teria ouvidos capazes de sustentar os teores do que eu revelava. Confesso que fiquei preocupado uma hora.&lt;br /&gt;_Bom, agora o caminho está aberto... E poderemos conversar mais vezes a respeito dessas coisas...&lt;br /&gt;_Sim, é um alívio contar contigo. Mas não me apetece oferecer minha esposa... - riu forçasamente da piada sem graça.&lt;br /&gt;_Fique tranqüilo, já disse, não me interessa lhe dar meu cu!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ambos trocaram um sorriso cúmplice.&lt;br /&gt;Na despedida se abraçaram. Um tanto ressabiados se um não terminaria por contar o segredo do outro em alguma oportunidade semelhante. Almir pensava, “Rogério não dirá à esposa?”. Ora, enquanto tudo aquilo fosse novidade demais para o universo hipócrita, enquanto aquelas revelações tivessem um poder realmente bombástico... Era este um perigo! Fora por isso que agora - mais sóbrios, depois de tudo - no calor de seus quartos, ambos pensaram desconfortados que as verdades ditas se deram inconsequentes, mas não poderia ser de outra forma... “Se isto começa a correr feito um memorando entre meus amigos, tão sem assuntos que vaguem além de futebol, carros e mulheres? Ai, meu Deus!” – Rogério pensava do outro lado da cidade. Eles, cada qual em seu canto, enfrentavam solitários esta hipótese. Rogério, mesmo pensando naquilo, resolveu bater no peito e disse a si mesmo que iria encarar o mundo fosse o que fosse... Sem saber ainda que a provável causa do suicídio de Almir, que se dera naquela mesma noite, seria dali em diante o seu novo segredo, e este não encotraria ouvidos 50% aptos a que fosse revelado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-4712987432779597631?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/4712987432779597631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=4712987432779597631' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/4712987432779597631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/4712987432779597631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/01/confidencias-perigosas.html' title='CONFIDÊNCIAS PERIGOSAS'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-6920475251417593158</id><published>2011-01-20T15:18:00.000-02:00</published><updated>2011-01-20T15:51:40.107-02:00</updated><title type='text'>SEM ESPERANÇA!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sabe que eu mesmo tenho essa filosofia: achar as coisas leves, como a vida fosse um brinquedo... Mas há idiossincrasias angustiadas que me caem; então, nestes momentos, eu ainda espero. Expectativa. Quanto mais anos, ou quanto mais imprevisível a quantidade de anos que virão à frente, mais incógnito é o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre otimismos e pessimismos tentamos ser realistas, mas simplesmente, dada nossa experiência (quando temos memória), aprendemos que muitos acontecimentos são imprevisíveis, muitas coisas se dão por detalhes que não sabíamos que seriam tão producentes. Aí vem a tendência a ficarmos detalhistas ranzizas, perfeccionistas. Pois o mérito há se ofuscado, e desta vez gostariamos de ter o controle, de capturar o propósito, de escolher precisamente o destino! Ou então precisamos inventar o mérito, ter fé nele, acreditamos que nós fizemos este futuro tão específico como se tornou (O vencendor não acredita em acaso - Nietzsche).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso realismo, perdido no caos, não sabe por onde começar seus cálculos, não sabe começar a ser numa realidade que, como já foi dito, é inverossímil. Quantas coisas não foram mesmo inesperadas? Por exemplo: onde você está, saberia que iria dar aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a esperança, disto oportunista, canta dentro da gente, muitas vezes, avassaladora. A esperança traça o roteiro que bem quer na escuridão do futuro. A escuridão é sua folha em branco, em qual escreve sonhos encantados. Há também sonhos patéticos, a ponto de nos envergonharmos de havê-los sonhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que com o tempo a esperança começa a ponderar estatisticamente, tenta se escorar nas probabilidades maiores, diz-se, nesta altura, que a esperança é mais realista, madura. E a temos assim, o mais verossímil possível (que é o esperar pouco ou nada), para evitar frustrações: Afinal, para que sonhar alto demais? Para ficar com a sensação posterior que demos em quase nada em face ao sonho grandioso que tivemos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há momentos que a esperança chora, há momentos que ela canta. Há momentos que fica muda e nos deixa viver só de presente? O homem é um ser que sofre de esperança! Ou não haveria budismo! Se ela se calasse dentro de nós, seríamos o tempo que é, mas parece que insiste em nós a ideia de ouvir o canto desafinado e eterno “Será?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também aqueles que, cansados de lutar contra as esperanças, lhe são condescendentes: ajudam-na a erguer os castelos fabulosos. Isto é um jeito deles tocarem a vida. Sempre com os olhos na frente, como o presente fosse insuportável ou como fôssemos fracos demais para ele e precisássemos do sonho adiante. Há ainda os pessimistas, idiotas da mesma classe: "os fracos" que pintam o futuro de negro para aceitarem o presente, que acham que tudo é mesmo ruim e só piora, a vida é uma merda! assim, passando bosta na cara, se pintam de fortes dizendo: suportamos o cheiro! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-6920475251417593158?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/6920475251417593158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=6920475251417593158' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/6920475251417593158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/6920475251417593158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/01/doenca.html' title='SEM ESPERANÇA!'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-6356765362972214240</id><published>2011-01-19T17:41:00.001-02:00</published><updated>2011-12-31T16:31:58.276-02:00</updated><title type='text'>NESGA DA VIDA SEM GRAÇA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O ar também não era soberano, mas naquele tempo tomava tudo. Ele era só ouvidos tomados pelo vento. Talvez tentasse, distraído, envelhecer aquilo rapidamente, criar um costume com os cômodos daquele imóvel novo aos sentidos. Até que o frescor persistente o fez começar a tremer e o tirou do torpor de estabilidade. Nunca se sabe qual o momento que representará no futuro uma saudade aguda, disto estava distraído. Mais tarde lamentaria não ter sido mais ousado, como quem acorda de um sonho e percebe que, porque sonhava, poderia ter se arriscado mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sentimentos se misturavam como fossem uma só coisa; não por homogeneidade, mas porque estavam apertados dentro dele. O estômago felizmente não existia. Quando sentia incômodos estomacais era que estava mais vivo, vivo acima do conveniente, vivo numa perspectiva nauseada. Os incômodos nas vísceras eram até então um de seus conceitos de vida. Mas agora tudo era novo e fraterno, e ele se deixava atravessar enquanto atravessava as coisas levemente, como quem no meio de tudo se esquecesse do tudo. Todo o seu passado se retirara oportunamente para que, por alguns instantes, ele se sentisse renovado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Derivava do falso, evidentemente, aquela sensação de não ter um passado. Sem mágoas, sem remorsos, sem quaisquer desconfortos da alma contra quais lutar interiormente, sem conversas por dentro. Ele olhava pela janela, o vento contra o rosto, estava esperando que o ar amainasse na sala, como quem aguarda a companhia invisível do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão sentenciava a cidade abaixo imprecisamente, os adjetivos não vinham. Ele se deixará encher de frescor, de novidade, e os olhos contagiados viam o mundo sem juízo algum. Ele pensava em calmaria no que a mente se levantava despretensiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa ficava num morro, numa escadaria carcomida, em que se podia notar as estações acumuladas. A residência era pequena como um conforto ou uma possível independência. A pia pequena, a umidade pelas paredes, tudo era terno porque se ofertava. Ele ouviria e escreveria novas histórias dali em diante. Só temia ser o mesmo de antes, porque aí cairiam por terra seus esforços pela mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este encanto durou até que a mãe, distante, numa idade que pede amparo, apareceu ao pensamento, as pernas fracas dependuradas à beira da cama. O vento já se aquietara. Foi assim, de súbito, a cabeça atada àquilo. Quando pensou em ficar, lembrou que significava "não voltar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, ele se encheu do amor que lhe tinha crédito. E, naquele tempo, em alguma porção desatenta do seu existir, sabia que voltaria para a sua velha casa como quem assinara um contrato, a morada onde vivera toda a vida até então, que não tinha aqueles ares tempestivos e era tal que cabia nela somente a honra enfadonha de persistir sustentando o amor que recebera por necessidade. Urgia voltar à morada, de qual só se desatara nos últimos três meses e desistiu de alugar a nova casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a decisão estivesse tomada mesmo antes de pegar as chaves, de adentrar o corredor estreito, de conhecer sua futura vizinha. Tudo tinha sido apenas uma encenação. O teatro de um sonho que precisava representar para si mesmo. Não é que tudo estivesse decidido antes, é que ele quis ser criança e acreditar em hipóteses improváveis, escapou do próprio juízo como uma molecagem, e seguiu em passos animados como que atravessando uma ponte no que era de fato um beco sem saída. Tudo isto para quê? Para restar nesta sensação de quem não pode nada contra o destino, uma sensação mesmo de que há destino inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele caso, ao menos, houvesse um destino. Um fado determinado por uma força antecessora, a força de quem se é, a força dos valores que nos fazem tentar ser com coerência quem vínhamos sendo, tudo para mostrar caráter. E o caráter que se construiu tão fraterno não podia trair o próximo, antes trairia os seus desejos, suas verves despertadas por circunstâncias que eram tão particulares. O seu grilhão era o amor que sentia pela mãe, e nenhum encanto poderia içá-lo daquele mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta à cidade natal, ele exasperava-se com o “se” que persistia em sua mente. Não conseguia deixar a hipótese de lado. Pisava a realidade com pés altos. Uma porção de esnobismo era tudo que lhe restava a oferecer aos amigos, que escondiam suas apatias com o cinismo cotidiano. Porém, ele não podia dar-lhes uma face de asco, e caía na mesma armadilha a que aqueles estavam entregues: o cinismo - pois em seguida voltava a atuar para não deixar escapar a estima que lhes tinham. A expressão disfarçava o amargo que é não escolher o caminho, o amargo que é seguir pelo acesso pavimentado, o tapete estendido pelos afetos. Civilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Saulo tinha uma alma diferente neste aspecto. Ele não hesitava, ele tinha Deus. Ainda que não religioso, tinha seu Deus particular com qual comercializava em busca de vantagens. Sua alma não era remexida profundamente com facilidade; quero dizer, não absorvia os amargores da vida, seus aborrecimentos se tornavam nítidos, vinham à tona, vazavam na compleição. Embora não muito, era mais pudico com a alegria, ou que esta era mesmo coisa mais difícil de perceber no agir de Saulo. Por outro lado, se estivesse aborrecido, logo os seus gestos se brutalizavam. Explodia. E depois, como era antes uma pessoa de amenidades, sentia-se envergonhado. Por tal é que estava lhe pedindo desculpas, por lhe haver repreendido - ao próprio julgamento: indevidamente - quando este e mais um camarada dançavam nus na varanda da casa de praia de seus pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A repreensão, em voz alta de bronca, se deu porque Saulo tinha uma espécie de respeito por seus pais, temia que eles ali chegassem de surpresa, até porque houvera roubado as chaves da casa para aproveitar o feriado prolongado com os camaradas. Assim sendo: os velhos não sabendo o inoportuno que representaria aparecerem, bem poderiam chegar a qualquer tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O respeito por esses se assemelhava a um temor, e se digo isto é porque mesmo na ausência dos seus pais, Saulo continuava a sustentar a postura reverente, como quem para demonstrar a veracidade de uma doação também a si mesmo deve continuar a demonstrá-la, às paredes quando aquele a quem se destinaria tal reverência cruzara a porta de saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele atendia como um filho responsável, a quem poderiam, a meu ver até deveriam, depositar maior confiança. Mas aquele respeito era recebido com certa indiferença por seus pais, que contracenavam com sua postura humilde como credores: se Saulo lhes tomava com excessiva cerimônia, era direito deles que assim fosse... simplesmente pelo automatismo de serem seus genitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saulo vivia a fase adulta como quem deve pagar a criação (infância) aos pais, arqueando-se ante suas mínimas imposições, sem questionamentos. POr se encolher tanto é que estes intervinham em tudo de sua vida. Diz-se bem: sua vida não era sua, pois para isto aquele laço deveria afrouxar ou mesmo se desfazer, este era o desejo maior de Saulo. Este também era o desejo maior de Diogo, a quem, agora, ele pedia desculpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram muito amigos e tinham esta vontade de independência, não financeira exclusivamente, mas afetiva dos pais. Esta vontade em comum regia outros tantos sentimentos afins entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diogo houvera jogado fora uma oportunidade de conseguir cortar as rédeas do amor materno. Negou a necessidade de desculpas a Saulo e começou a lhe contar a respeito de sua aventura. Era esta a primeira vez que se encontravam depois da volta. Claro que a vaidade de Diogo encheu de juízo, de decisão e de propriedade o acontecimento, que era ter voltado para casa. Desta maneira, não foi difícil obter a concordância do amigo. Era o que ele precisava ouvir para amenizar o “se eu tivesse ficado lá, tocado minha vida sozinho...” que reverberava impertinente em sua memória. Mais uma vez o palco estava armado, e eles aliviavam as angústias de suas personagens, enquanto o que eram de verdade submergia em angústias dentro deles e lá em seus âmagos persistia abandonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O consolo que era a condescendência de Saulo à pretensa decisão que Diogo tomara acabou por ser insuficiente a que este se acalmasse. Então ele resolveu desabafar com mais sinceridade, gritava dentro dele o ser abandonado. Ele confessou: havia fracassado, havia cedido aos laços. Era fraco e admirava Saulo, sabia que ele não voltaria atrás em circunstâncias semelhantes. Lembrou-lhe o tempo que Saulo esteve distante da família, tocando a vida com um negócio próprio a 100km dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Mas eu também acabei voltando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Sim, mas você persistiu, cara. Você não fracassou, foi o negócio que não deu certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saulo susteve por instantes uma expressão compassiva, pensando em que dizer para confortar o amigo. Terminou por concordar que seria um ato insano afastar-se assim, ir para um lugar sem emprego, sem conhecer ninguém. Aquilo era, então, radical demais. As coisas se não dariam daquela maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saulo tinha paciência para persistir numa solução ordinária. Um projeto de independência alicerçado por um caminho comum: arrumaria um emprego, ganharia dinheiro, talvez casasse. A isto resistia, porque já fora casado. O divorcio custou a sair, Saulo tinha um filho com sua esposa, e os pais intercederam a favor dela que pretendia manter o casamento. Sua mãe sempre a chorar, pois que perderia a proximidade com o neto, seu pai sempre a defender a mulher. Neste tempo, Saulo morava com a esposa numa casa erguida por seu pai, exclusivamente para isto. A residência ficava no quintal da casa dos velhos, o que facilitava a intromissão desses na vida do filho. De qualquer maneira... Saulo era persistente, faria cursos... Vislumbrava um horizonte limitado e real, por isto se agarrava tenazmente às possibilidades que surgiam no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diogo vivia num mundo vasto de hipóteses do qual necessitaria ser resgatado, hoje jogava na loteria, amanhã se matriculava num curso, depois em outro completamente diferente, depois de amanhã largava tudo, a gaveta com diplomas diversos incongruentes, desacreditava das fórmulas, começava um negócio próprio descapitalizado, arranjava um amor antes de poder sustentar as necessidades pecuniárias que há em todo romance. Era inconstante! Sua alma padecia de densidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cursos navais de Saulo terminaram por surtir resultado, ele fez alguns contatos. Era uma área em ascensão no estado. Contratavam razoavelmente. Como exigiam muito, e Saulo havia cumprido boa parte do exigido, ele já estava entre poucos candidatos. Por algum tempo carregou um semblante desanimado, de quem não havia sido encontrado ainda depois de tanto esforço, o estado triste que exala de todo merecedor sem o objeto ambicionado. Os alheios, assim como Diogo, acreditavam que ele conseguiria o emprego e tentavam convencê-lo disto ao vê-lo naquela disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as coisas não se definiam para Saulo, Diogo era um grande companheiro de expiações, pois a realidade de ambos se mantinha próxima: os dois ainda eram prisioneiros da casa de seus pais, daquele lugar, mesmo daquele bar de sempre, daquela condição. Naquele mesmo bar havia alguns camaradas que trabalhavam na área. Um deles lhe arranjou até mesmo um entrevista, mas a coisa não vingou. Usar o nome do generoso senhor não deu crédito suficiente a empregar Saulo; de toda forma, fora boa a intenção. Certas oportunidades como esta só serviram para gastar o tempo em esperanças. Saulo se animava quando da oportunidade suscitada e em seguida se decepcionava com a realidade indiferente que lhe negava acesso, mas aquilo fora útil a fazer correr o tempo aflito em que vivia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bons auspícios se confirmaram para Saulo, que embarcou num navio e sumiu da praça. Diogo passou um tempo sem ter com quem compartilhar as angústias. Acabou por se apaixonar por uma prima de outro estado. Pessoa que podia sustentá-lo, felizmente, afim de que ele continuasse a fazer a única coisa em que conseguia persistir: escrever. Eis um amor que enche barriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a casinha, citada no começo desta história despropositada... Esta ainda é um “se” na cabeça de Diogo... Mas agora este “se” soa apático, nada estomacal. Pois a Diogo não importa o que seria, importa como é... E nas suas histórias, tudo se aproveita; atenuante.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-6356765362972214240?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/6356765362972214240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=6356765362972214240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/6356765362972214240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/6356765362972214240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/01/nesga-da-vida-sem-graca.html' title='NESGA DA VIDA SEM GRAÇA'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-220034118496783137</id><published>2011-01-19T12:09:00.000-02:00</published><updated>2011-01-20T14:38:22.670-02:00</updated><title type='text'>A MOSCA-DA-CARNE</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;meus olhos atolaram na maturidade&lt;br /&gt;não consigo ver o momento&lt;br /&gt;nem quebrar os segundos&lt;br /&gt;tocar o respiro com afeto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não posso o sempre espaçoso&lt;br /&gt;não posso o nunca  desiludido&lt;br /&gt;só me pode o "isto" mesquinho&lt;br /&gt;isto presente em que não caibo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;perdi a minúcia&lt;br /&gt;que despertava pétalas&lt;br /&gt;só vejo no verde&lt;br /&gt;a mosca-da-carne&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-220034118496783137?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/220034118496783137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=220034118496783137' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/220034118496783137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/220034118496783137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/01/mosca-da-carne.html' title='A MOSCA-DA-CARNE'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-1955661538282747100</id><published>2011-01-13T16:21:00.000-02:00</published><updated>2011-01-13T19:33:03.854-02:00</updated><title type='text'>SUGESTÃO PARA UM ÚLTIMO FILME DO SUPER-HOMEM</title><content type='html'>&lt;object width="335" height="28"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.divshare.com/flash/audio_embed?data=YTo2OntzOjU6ImFwaUlkIjtzOjE6IjQiO3M6NjoiZmlsZUlkIjtpOjEzNzY5NjM5O3M6NDoiY29kZSI7czoxMjoiMTM3Njk2MzktYmQzIjtzOjY6InVzZXJJZCI7aToyMjA0NTQzO3M6MTI6ImV4dGVybmFsQ2FsbCI7aToxO3M6NDoidGltZSI7aToxMjk0OTUzODM3O30=&amp;amp;autoplay=default"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed wmode="transparent" height="28" width="335" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" src="http://www.divshare.com/flash/audio_embed?data=YTo2OntzOjU6ImFwaUlkIjtzOjE6IjQiO3M6NjoiZmlsZUlkIjtpOjEzNzY5NjM5O3M6NDoiY29kZSI7czoxMjoiMTM3Njk2MzktYmQzIjtzOjY6InVzZXJJZCI7aToyMjA0NTQzO3M6MTI6ImV4dGVybmFsQ2FsbCI7aToxO3M6NDoidGltZSI7aToxMjk0OTUzODM3O30=&amp;autoplay=default"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMEÇA ASSIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O super-homem está sentado numa cadeira de balanço na sacada de um apartamento. Uma voz narra: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já havia perdido a conta de quantas vezes sobrevoara aquela cidade atrás de tragédias para evitar. E a humanidade se tornara sensível, extremamente sensível sob o céu que ele guardava.&lt;br /&gt;Os heróis também se entediam! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele fuma um derby vermelho, aproveitando seus pulmões ultra-resistentes. Ele não sabia quanto tempo viveria, mas certamente um super-homem dura mais que um homem qualquer. Chegou a fazer comercial para a TV, em que um carro vencia o homem de aço. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas agora, cansado de ser herói... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom, ele estava convertido... Jesus o ensinou a não se meter com seus filhos. Por mais que ele fizesse, era sempre “graças a Deus” o que lhe respondiam. Deu no saco! Então ele se ligou que todos mereciam suas dores, já que todos se achavam livres para escolher. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele estava impassível com a humanidade. Mesmo porque a maioria das pessoas o odiava. Tudo porque, com aquela habilidade de girar em torno do planeta e fazer o tempo voltar, ele voltou no tempo com uma filmadora e provou que Deus não existia filmando a evolução do macaco ao homem em 3D na sua máquina 1.000 megapixels... - Nesta parte, o filme feito por ele é mostrado na tela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As pessoas acham que é uma montagem, e aí se revoltam, mas felizmente ou infelizmente não lhe podiam fazer nada, ele era o homem de aço. Ele segura um crânio de australopithecus ainda cabeludo, um fóssil... mas as pessoas furiosas gritam frenéticas: "herege! herege!" Ele voa para a lua para escapar daquilo, mas ainda pode ouvir os gritos: "herege! herege!" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele ficava mais inteligente, a humanidade ficava mais besta. Ele era um intelectual que havia lido e relido super-rapidamente todos os livros da humanidade, e não usava mais aquela roupinha brega com a cueca por cima da calça. (Filmam sua super biblioteca). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sua última peripécia foi apoiando o BOPE no Vidigal. Cenas dele ao lado do capitão Nascimento etc... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não tinha, por causa de seus super poderes, amigos com quem compartilhar seus dramas nem suas alegrias, porque os seus dramas e suas alegrias estavam em outro patamar. (cenas dele entediado enquanto conversa com o capitão nascimento ao telefone e escuta belchior (só o capitão Nascimento precisa usar o fone, ele tem super audição. O capitão Nascimento está com diarréia e fala sentado num vaso sanitário).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se ele quisesse, obrigaria o mundo a amá-lo ajudando as pessoas... mas o amor dos humanos não é importante para um ser poderoso como ele, na verdade,é indiferente que o adorem!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(Flashback) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lois Lane morre na noite de lua-de-mel, e ele, cansado dela, cansado do amor, não quis mais girar em torno do planeta para voltar o tempo. (cenas dele se masturbando super velozmente pensando na mulher pêra). Aconteceria tudo novamente, e ele não aguentava mais aquele romance humano, demasiado humano: o casamento feito pelo papa na igreja, e em seguida a esposa literalmente morta de sexo abençoado por deus ali na cama.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele não sente mais vontade de se meter na vida dos outros. Ele não precisa de dinheiro! Os jornais o destratam, alguns mesmo já tinham esquecido da existência do super-herói...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Cenas finais) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele voa lentamente e cabisbaixo, veste uma camisa social (mostrar tremulando a etiqueta de alguma marca que apoie o filme, claro), olha nauseado os pontos luminosos, as cidades acesas... Então ele viaja para um lugar em que é dia na Terra e tem muitas praias: Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os cigarros que põe na boca são devorados pelo vento que "corta seu rosto", mas seus cabelos não despenteiam, ele usa um corte punk. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque os cigarros acabam rápido demais, ele leva um saco cheio de maços de cigarros nas costas, o que o faz lembrar quando tentou, por picardia e tédio mesmo, convencer a humanidade de que papai Noel existia... (flashback de renas infláveis flutuantes atreladas a um trenó e ele distribuindo quentinhas embrulhadas em papel de presente na Somália).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, demonstrando que aquilo tudo eram seus devaneios,voltamos a cena dele aterrissando no Brasil e jogando uma guimba nas areias de Copacabana. (O saco de cigarros deve estar mais vazio, para dar verossimilhança - ele vem do Japão, afinal de contas!). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao jogar a guimba, ele olha a câmera e se justifica “Aqui é tudo escaralhado mesmo!”. Já fiz muito pelo planeta, (cenas - câmera lenta - dele economizando energia elétrica e água durante um banho com bombril, destruindo usinas nucleares etc.) E a noite cai, a câmera desfila pela orla, mostrando os travecos e prostitutas... Ele resolve abandonar sua escultura de areia que imita o copacabana palace tão bem que entram ali alguns funcionários daquele... Ele resolve abandonar sua escultura, que desaba, soterrando todos os gringos que ali se hospedaram enganados! Ele olha para baixo e vê o monte de areia, e com a visão de raio-x pode ver também os corpos dos turistas agonizando. Então diz, "Deslizamentos aqui é coisa normal, acostumem-se, sem mim será pior! - diz irônico. Ele prossegue sua viagem depois de comer todas as putas e travecos do calçadão e fritar todas elas com sua piroca de aço. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então resolve continuar mais veloz e girar o planeta no sentido horário (?)... enfim, gira de forma a acelerar o futuro... Ele visita diversas eras, e todas lhe parecem tediosas. Excessivamente tediosas, mesmo quando alienígenas invadem a Terra e ele mata todos!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então, angustiado por toda sua eternidade sem saída ele resolve virar um homem comum definitivamente (cena dele ingerindo criptonita). Depois ele fumando crack. Então esquece do passado e do futuro, perde mesmo toda noção histórica, para de fumar... Os crentes resgatam-no da cracolância, ele tem muitos amigos-irmãos quando resolve aceitar Jesus!. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;TERMINA ASSIM&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele retira um recado dele para ele mesmo, que antes da mutação para homem comum ele deixara no bolso da camisa social. No papel está escrito, “neste mundo é mais inteligente ser burro”. Ele lê, a câmera dá um close, e ele faz uma cara idiota de “não entendi nada!” Encerra com ele entrando na igreja universal e gritando “amém!”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-1955661538282747100?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/1955661538282747100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=1955661538282747100' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/1955661538282747100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/1955661538282747100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/01/sugestao-para-um-ultimo-filme-do-super.html' title='SUGESTÃO PARA UM ÚLTIMO FILME DO SUPER-HOMEM'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-8638021153601518186</id><published>2011-01-10T15:47:00.000-02:00</published><updated>2011-01-10T17:03:27.630-02:00</updated><title type='text'>EMBARALHADO</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;para os amigos despudorados, rubens e mercedes.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;De vez em quando, uma de minhas mãos me tocava desajeitada. Uns toques, a princípio, mal vindos como encetassem as preliminares de um estupro. Os dedos tocavam despropositadamente os mamilos suscitando inconveniências. Era como se os membros fossem subversivos às vontades eruditas do momento, como quisessem persuadir ao desejo sensual na marra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Fosse porque a tarde estava vazia, e tudo era tédio; um tédio de moça, talvez. Pudico. A cabeça queria pensar intelectualóide encontrando uma saída de emergência espetacular (para quê?). Era a vaidade inquieta por dentro, contudo aquela mão, vez ou outra como a oportunista das distrações, punhetava... Eu estava num misto de desentendimento e impotência ante as próprias ideias, então incertas, desarmadas. Uma miscelânea de ensejos que sempre me fizeram desistir de intenções abstratas, e logo eu me daria por inteiro às facilidades de extrair o líquido prazer mais simples daquela solidão, o sensual... Deixaria de lado qualquer intenção de escrever um e-mail, de recordar os amigos ou tomar um livro... As minhas abstrações, minhas concentrações pensativas, as minhas exibições literárias estavam, havia muito, difamadas a mim mesmo. Os últimos livros, os últimos e-mails não respondidos, os últimos amigos se mantinham distantes. A tudo isto cabia adiamento. Mais valia gozar enquanto possível, secretamente gozar. “O corpo ainda lhe responde às provocações. O corpo é fiel, compreensivo, não questiona, não sugere” – dizia a volúpia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Era uma tarde vasta, e minhas ideias encardidas de moral tentavam me convencer a um poker, uma vitória filosófica sobre mim mesmo, que pagasse para ver, enquanto as mãos insistiam num castelo das cartas, que desmoronava provocativamente repetidas vezes. E as mãos, periféricas, terceiras quando se está concentrado, propunham-se mais significantes fora das teclas, empunhando o baralho trêmulas, maquinais, animais... Convidavam a imaginação ao passeio enquanto eu resistia com algum autopudor de reerguê-lo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Uma moça que se entrega, resolvi me deixar levar, mesmo porque as mãos não aquietavam. Resolvi me deixar levar quando atinei que naquela tarde havia tempo para ambas as coisas: a doce aventura solitária masturbadora e os pensamentos intelectuais pretensiosamente elevados. Fossem até práticas adjacentes, sequenciais, inseparáveis. Pensei, talvez corrompido, talvez mesmo convencido pelo estuprador, que também os pensamentos vagam bestiais, desorientados espermatozóides, animalescos à busca – caso de vida ou morte - do que fecundar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Eis que tenho um prazer capaz de um filho que não tenho. Gozo contraceptivo depositando a última carta. Ele paira no ar, erguido e exultante por alguns segundos e depois torna a desmoronar no relaxamento esquecido da inteligência realizada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-8638021153601518186?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/8638021153601518186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=8638021153601518186' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8638021153601518186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8638021153601518186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/01/ai-meu-baralho.html' title='EMBARALHADO'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-1935398673052040973</id><published>2011-01-08T11:51:00.001-02:00</published><updated>2011-04-29T18:14:03.879-03:00</updated><title type='text'>DESEJO EXTRAVAGANTE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sente a espessura da coisa!&lt;br /&gt;Tinha de ser porque a vida dele estivesse atrapalhando interesses. Fossem interesses políticos, melhor: dava em manchete! Não podia ser por acaso, não podia ser por bala perdida, ideal que fosse à queima-roupa, melhor ainda covardemente. “Um tiro na nuca e de surpresa”, era a resolução que havia tomado. De qualquer maneira, dever-se-ia dar por motivo forte, preferencialmente a mando de alguns poderosos.&lt;br /&gt;Entre outras besteiras que escapavam daquela vida, Honório Duarte desejava exasperadamente ser assassinado; mas, veja bem!, não se podia desenrolar o fato por requisitar ele próprio o serviço de extermínio.&lt;br /&gt;O Suicídio? Até lhe seduzira na adolescência: “à beira da piscina, uma overdose de drogas...” – Aaah! Já estava fora de moda! No mais, não era rico suficiente para “à beira da piscina”, menos ainda a do Copacabana Palace, onde seria deveras interessante! A verdade é que ele não tinha dinheiro nem para uma overdose, só se fosse de cachaça.&lt;br /&gt;De toda forma, a ideia do suicídio, com o amadurecimento, soava mesquinha e mesmo egoísta. Engavetou a carta de despedida para todo o sempre no escaninho da escrivaninha amarela. Odiava aquele móvel - diga-se de passagem. Sempre o soubera pouco poético.&lt;br /&gt;Talvez se tornar um mártir fosse o ideal. Mas este já era um tempo sem grandes causas, sem causas notórias pelas quais morrer. "Ah que saudade da ditadura!". Agora tudo lhe era impossível. Lutar contra o aquecimento global lhe parecia demais enfastiante e cotidiano como separar o lixo. Lutar pelas crianças era confuso. "A criança é a última que morre!&amp;nbsp;A criança&amp;nbsp;é a&amp;nbsp;esperança!" Ele estava cercado de tédio por todos os lados. Sem grandes causas, a luta era consigo mesmo, em busca de coragem. Intrepidez&amp;nbsp;que ousou&amp;nbsp;adquirir em remédios tarja-preta. Sem sucesso, o máximo que fez entorpecido por&amp;nbsp;comprimidos e álcool&amp;nbsp;foi esculachar de vez com suas relações amigáveis. Aquela vontade de martírio nobre se convertia sempre em pequenas picuinhas e problemas estúpidos como um dono de bar batendo em sua porta para lhe cobrar estragos numa noite passada e esquecida. Em vez de mártire ele se convertera em&amp;nbsp;inconveniente.&lt;br /&gt;O estorvo real em relação a seu assassínio era a coragem; explico melhor: a falta dela. Era um covarde! Covarde sim, mas com estilo. Se qualquer discussão prometia resolver-se no tapa, ele começava logo a arrastar a opinião para o lado do mais forte. Se apanhasse, também não ficava por baixo moralmente perante os próximos: metia sempre aquela de cristão “dar outra face, senhores!”.&lt;br /&gt;É verdade, afetava importância! E qual impressão não deixaria se fosse assassinado? – pensava nas noites insones.&lt;br /&gt;Fato: sendo tão covarde, morria de medo que o desejo se concretizasse, mas isto não lhe arrefecia o interesse. Imaginava o tiro na nuca e de surpresa. Tanto idealizou assim o caso, e chegou mesmo a ensaiá-lo, que adquiriu um tique: estava conversando entre amigos ou familiares quando subitamente olhava para trás parecendo que destroncava o pescoço.&lt;br /&gt;Com o passar dos tempos, de entediar-se com o “improvável” que o sonho lhe parecia jogar à cara cotidianamente, deu para cometer desatinos, absurdos da mais caluniada espécie. Atitudes que somente de narrar-lhes fico constrangido... Contarei algumas.&lt;br /&gt;O cidadão, com tais atitudes a seguir, não se dava conta que estava corrompendo a ideia expondo-se a ser assassinado de maneira fútil. Ora, pois tal postura ia de encontro aos planos: o seu assassinato devia suscitar o pasmo social; o povo devia criar teorias de conspirações etc. Era sumariamente importante que dissessem alguma frase tipo “Se Honório Duarte estivesse vivo, isto não estaria acontecendo!”.&lt;br /&gt;O leitor deve ainda considerar o seguinte para entender Honório Duarte: em se tratando de um sujeito covarde, não assaltaria bancos, mesmo porque estes bandidos são esquecidos facilmente, e não podemos esquecer que o indivíduo queria ser assassinado de surpresa. As circunstâncias não facilitavam: nunca fora importante, socialmente falando; não era empresário; não tinha envolvimentos políticos; não tinha conhecimento para se tornar um importante chefe do tráfico; perverso em demasia também não era, não podia se forjar de um psicopata e se tornar um serial killer da noite para o dia... Embora sonhasse, quase toda noite, com uma casa cercada de policiais, com vários canais transmitindo ao vivo e em rede nacional. Ele gritava angravatando uma refém. A cena variava conforme a popularidade do momento: se era maio, as reféns eram várias mães numa reunião de pais e a casa era na verdade uma escola. Se era dia das crianças? A escola se repetia como cenário e apenas trocavam-se os reféns que então eram os alunos, e por aí seguia... Mas ao acordar sempre soube que não conseguiria nunca realizar nenhum desses sonhos. Era mesmo um banana!&lt;br /&gt;Enfim, quando começou a tentar providenciar seu assassinato, fora infantil. Tudo que conseguiu fazer de mais radical em prol de seu desejo foi dar pescoções em crianças nas praças para que estas fossem chorando reclamar aos pais... Chegou mesmo ao clichê de tomar-lhes pirulitos, sorvetes, brinquedos etc. E se a criança não saía alarmante para os pais, aos berros, dava-lhe de saída um belo pontapé no traseiro.&lt;br /&gt;O máximo que conseguiu foi uns hematomas pelo corpo; uma bela surra - sabe-se lá como - de mais de vinte bombeiros. Dizem que atrapalhava um resgate de uma senhora de 95 anos num incêndio no centro da cidade. Ficou por uns tempos num manicômio, até que conseguiu a fuga sem sofrer arranhões. Assassinado, ao menos, não foi!&lt;br /&gt;Agora anda por aí - sabe Deus seu paradeiro! Na cidade onde fica o manicômio, a prefeitura mandou retirar os brinquedos das praças, onde só há velhos jogando dominó! Pobre Honório Duarte, fadado a morrer comumente como tantos: de tédio. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-1935398673052040973?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/1935398673052040973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=1935398673052040973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/1935398673052040973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/1935398673052040973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/01/desejo-extravagante.html' title='DESEJO EXTRAVAGANTE'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-5396584177435035889</id><published>2011-01-07T09:47:00.001-02:00</published><updated>2011-01-07T09:56:15.996-02:00</updated><title type='text'>MÁ-DIGESTÃO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;dentro de mim&lt;br /&gt;o homem-bomba vaga cautelosamente&lt;br /&gt;observando-me como quem vai à janela&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;posso senti-lo&lt;br /&gt;arrasta uma cadeira em meu estômago&lt;br /&gt;folheando lentamente a propensão de explodir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;é árdua e necessária uma ternura para com ele&lt;br /&gt;pois nem ele pode ser feliz&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-5396584177435035889?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/5396584177435035889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=5396584177435035889' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5396584177435035889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5396584177435035889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/01/dentro-de-mim-o-homem-bomba-vaga.html' title='MÁ-DIGESTÃO'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-7832965825080183984</id><published>2011-01-05T17:38:00.001-02:00</published><updated>2011-01-10T19:11:41.250-02:00</updated><title type='text'>A CASA BRANCA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era uma tarde limpando as avenidas, o céu dava em azul claro a noção precisa de nossa finitude. Era uma subida. A casa era branca cercada por muros altos também brancos, e um portão em tom madeira clara abria para um longo corredor em declive que nos dava a visão a um outro portão, ambos mantinham o tom claro assim como o chão do corredor que os ligava. Nos fundos, à direita, uma porta que dava acesso ao interior da casa, lembro-me de tê-la observado por ali. O interior se fazia por um corredor sinuoso como o de fora, e também neste o mesmo tipo de revestimento do corredor externo. As paredes limpas e brancas, e tudo fugia de minha espionagem numa curva, não havia nenhum quadro ou porta nas paredes laterais daquele vão. Não havia muitas informações naquela casa. Era simples e luxuosa, nos tons claros parecia querer se mostrar, mas se escondia em ângulos internos de uma sinuosidade que a ver os traços retos de seu exterior se não poderia deduzir. O proprietário jovem e sozinho de cabelos e olhos pretos podia suscitar algum mistério além do que constituía a residência, mas não me ative a este, tampouco me perguntei o que eu fazia ali, já não me lembrava de ter sido convidado, sequer sabia algo sobre aquele sujeito. Se éramos amigos ou coisa parecida... Se ele conhecia minha esposa... Também não me fazia perguntas, alguma coisa me emudecia. Ah! pois bem, não estava sozinho, acompanhava-me, pelo menos, a minha mulher. Talvez uma terceira pessoa aqui esquecida.&lt;br /&gt;A surpresa maior estava por trás do portão dos fundos, adaptado num canto e cercado pelos muros que continuavam altos e brancos dividindo a propriedade. "A que aquele portão dava acesso?" - era a única interrogação que coçava a alma.&lt;br /&gt;Pois abrimos e demos com um mar inusitado, uma pequena praia abria-se depois de um corredor que se constitui de uma lado pela continuação de paredes alvas de uma propriedade vizinha e por outro por rochas com uma altura de uns três metros aproximadamente. Enquanto estivemos na varanda contígua, não se anunciou aquela natureza.&lt;br /&gt;Subindo aquelas rochas era possível descer escorregando sentado, apresentou-me o proprietário como quem dava entretenimento a um garoto. Ele agora trajava um short, eu o segui naquela aventura, acompanhando uma queda de água pouco proeminente que aliviava o atrito com as pedras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda a disposição daquela natureza aquática assemelhava-se a um rio. Um mar não teria aquele declive, contudo um rio não teria aquele horizonte, aquele movimento de águas e tampouco aquela cor. Era um mar. Um mar fantástico e límpido com corredeiras.&lt;br /&gt;Dei que aquilo tudo era absurdo, pois, além da paisagem não concatenar com as leis da natureza, a casa ficava entre outras na rua, formando uma vasta vizinhança de belas residências, uma fachada comum, como de um bairro nobre qualquer que soava uma tranquilidade que destoava completamente com o potencial paraíso turístico que era, sem contar o interesse científico que poderia despertar... Pois então aquilo tudo se escondia daquela forma simplória? Punha-se um condomínio de belas casas ao redor, e o mundo não se dava conta de tal existência? Ninguém daquelas redondezas, por quaisquer interesses, denunciava aquela realidade extravagante? E quanto não custaria uma localização dessas, justamente onde o mar possui um desnível surreal?&lt;br /&gt;A natureza ali forma tão docilmente uma vasta corredeira, que um leve desvio de água banhava as rochas laterais fazendo dessas um divertido brinquedo de escorregar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Por que aquele generoso rapaz nos havia convidado a ver coisa tão fantástica?". Parece-me que andávamos na rua sem termos por conta aquele destino, o que o tornava então, mais encantador ainda, porque se caracterizava uma surpresa em todos os aspectos. Então o mundo não era tão lógico como antes se propusera? Então poderia ser mágico, o que queria dizer mais desconhecido? E aquele rapaz nos apresentava tudo a troco de nada?&lt;br /&gt;Eu descia pelo escorrego natural. Coisa que se não fazia em velocidade amedrontadora, ao contrário, em alguns trechos precisava impulsionar-me com a força dos braços para continuar a descida. Quando dei novamente com o corredor entre rocha e parede em que a brincadeira encontrava seu final, observei minha mulher na praia de biquíni, banhando-se naquelas águas tranquilas. Sedutora como sempre me parecera, e mais criança talvez, mais inocente ante o mundo, revigorada, nova. Era como se a desejasse com o romantismo adolescente recuperado, afinal o mundo podia ser fantástico! Até que por de trás das pedras, banhando-se também naquela praia, o anfitrião surgiu, agarrou-a impudicamente num abraço apertando-lhe as nádegas. O ângulo não me permitia verificar se um beijo entre eles acontecia ou se ela lhe correspondia. De toda forma, tudo aquilo se verteu em explicável e se quebrara. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-7832965825080183984?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/7832965825080183984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=7832965825080183984' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/7832965825080183984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/7832965825080183984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/01/casa-branca.html' title='A CASA BRANCA'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-9088996299405752399</id><published>2011-01-05T01:42:00.000-02:00</published><updated>2011-01-10T19:16:25.841-02:00</updated><title type='text'>A FUGA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os peixes gordos de cor grafite com manchas amarelas arredondadas vivem num rio-esgoto que corta uma determinada cidade. Pela semitransparência das águas que invadem o asfalto e em que afundo meus tênis com asco é possível vê-los margeando a rua maculada, é como se esperassem a progressão da enchente para atravessar a pista ou estivessem ali aglomerados, próximos, feito nossa plateia. A cabeça erguida a observar-nos enquanto as bocas inquietas beijam a água imunda. É pelo menos a segunda vez que vejo estes bichos, tenho uma vaga lembrança de já tê-los visto em uma espécie de caixa de madeira ou coisa parecida depositada na varanda da casa de um tio.&lt;br /&gt;Com os tênis já encharcados resolvo encostar-me a uma parede e equilibrar-me numa calçadinha estreita acima do nível da água. E assim fazem também os meus dois companheiros de trajeto. Seguimos em frente, em direção a livrarmo-nos daquela imundície. Somos pedestres carregando mochilas às costas e bolsas rechonchudas recheadas de roupas e tralhas de viagem nas mãos, equilibristas urbanos.&lt;br /&gt;Encontramos uma barca rodeada de janelas de madeira no meio do rio. As janelas também não me são estranhas. Aquilo não parece muito seguro, mas o rio oferece tanto perigo dentro como fora dela. O pior nesta situação é ficar parado esperando.&lt;br /&gt;Depositamos nossas cargas em compartimentos suspensos sobre os assentos no meio do veículo e voltamos ao fundo da barca, por onde entramos. Um deles vai sentado na amurada, e a barca segue seu destino levando seus três passageiros. O movimento iniciado e fico a imaginar com certo pavor que outras espécies deturpadas habitam aquele rio e se essas não serão perigosas além de abomináveis.&lt;br /&gt;Não tarda, ainda na partida da barca, e sinto a água cinzenta pela canela, a princípio não me dou conta, dada a esquisitice do transporte que parece ser feito de pedaços de uma casa colonial e jamais para flutuar, que se trata do início de um desastre.&lt;br /&gt;A barca afunda rapidamente, a ponto de esquecermos-nos de nossas bagagens no que tentamos a fuga. As janelas laterais são baixas e abrem de baixo para cima, estão quase submergindo de maneira a permitir um naufrágio ainda mais acelerado, é por uma dessas que escapo, agarrando-me a margem de cimento do rio. Na azáfama da fuga, em que corro pelo corredor, vejo, encostado a uma das janelas, como se estivesse ou fosse remar, porém impassível aos acontecimentos, um pigmeu ou um anão negro que controla a embarcação.&lt;br /&gt;Já na segurança do solo, se assim pode ser qualificado, lembro-me das bagagens... Ponho a lembrança parca a fuçar os guardados nas malas à procura de perdas importantes entre os itens embalados, revirando as roupas com mãos de pensamento descubro num compartimento da bolsa a identidade, nítida, verde e plastificada com minha fotografia, minha digital... “Lá se foram todos meus documentos pela 4ª vez nesta vida!”. Na calçada que margeia o rio, os amigos seguem com o mesmo ar indiferente aos fatos do pigmeu, o conformismo desses me diz que a intenção de fuga era idiota e, na verdade, só minha. Eu, cabisbaixo indigente entre peixes, não sei como me adaptar à imundície inescapável. As bocas continuam beijando submersas no líquido podre os resíduos da cidade, é um destino. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-9088996299405752399?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/9088996299405752399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=9088996299405752399' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/9088996299405752399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/9088996299405752399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/01/fuga.html' title='A FUGA'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-2703618372514711165</id><published>2011-01-03T09:06:00.000-02:00</published><updated>2011-01-03T09:11:18.891-02:00</updated><title type='text'>O FORMICIDA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A empregada trabalha incessante pela casa, limpando vasilhas, o chão e móveis... É ainda tão cedo, meu Deus! E trabalha tenazmente, capaz que o formicida mate ela.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-2703618372514711165?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/2703618372514711165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=2703618372514711165' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/2703618372514711165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/2703618372514711165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/01/o-formicida.html' title='O FORMICIDA'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-931139464767993776</id><published>2011-01-03T08:55:00.000-02:00</published><updated>2011-01-11T16:47:34.158-02:00</updated><title type='text'>ECOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O eco vazio não diz muita coisa: a gente não precisa ter medo, a gente não precisa ter medo... isto se repete como antes. Uma vez estúpido, outra vez patético... e remete a situações muito outras das que se possam imaginar comumente. O velho dizia: a gente não precisa ter medo um do outro... era sempre isto depois da dose de álcool diária.&lt;br /&gt;Sou o amor guardado no quarto, acumulando gorduras, quando fui sonhador fui também revoltado... deito conformado lançando este ponto de vista. Atinam-me as ideias... um gosto, os sentimentos tão indecifráveis que toco as palavras com certo asco e cansaço. Concebo estes meus filhos com ares sonolentos.&lt;br /&gt;E estar desperto é automático como uma máquina começando a aquecer, é menos mágico, é mecânico... Ocorre-me dizer que não tenho filhos. É uma frase que digo bem ainda, com exalar satisfeito ou ao menos como a coisa que fiz de mais certo. Participou desta obra o acaso; quer dizer: não posso assinar como autor os filhos que não tenho. Tudo bem, já não mastigo muito esta impotência com relação à autonomia. Só podemos ser o espaço cotidiano.&lt;br /&gt;Não chamaria nada disto de triste. Não me agrada o dramalhão. A voz do velho repete o tédio de ontem. Do ontem infinito que é o passado. Eu tinha alguma repulsa quando ele dizia: “isto é um circo”; “você, capeta, precisa escrever sobre isto”. Eu pensava as más-criações que não diria ao velho: escrever sobre esta desgraça, esses miseráveis?!&lt;br /&gt;O eco é o ontem reverberando no bojo. Acordei com os pudores feridos, os pudores que eu não tive, as ilusões tolas, então vergonhosas, que praticamente me compunham... acordei com indagações inúteis... Acordei com estas coisas só minhas depois de um sonho. Rescendendo a um passado sobre qual não consigo, ao pintar os detalhes, consentir-lhe qualquer saudade.&lt;br /&gt;São coisas muito minhas. Será que as quero realmente dar aos entendimentos? Agora descobri que não interesso, numa medida sem drama, não importo. Nesta situação de reconhecimento, era de se esperar que eu andasse a dramatizar a vida tentando condimentá-la com o único tempero no pote, isto é, entristecê-la, adorná-la com literaturas. Porque o vazio e a mudez me acometem...&lt;br /&gt;Quero crer que este estado em que me encontro admita certo ceticismo no olhar que me lanço. De vez em quando desconfio de tudo.&lt;br /&gt;Meu sonho é um misto de perigo e mulher. Uma mulher casada tange a ponta da faca na minha barriga como não terminasse um desenho sinuoso até o tórax. Ela profere ameaças à minha voluptuosidade, passeia a faca em mim repelindo um abraço. Ela é pequena e magra. Estico-me estirado nos degraus da escada olhando-a mais acima num pequeno short jeans. Num apartamento próximo, no prédio vizinho, o seu marido, troglodita domesticado, visita uma amiga. Tudo isto é excitante de um jeito que a realidade jamais possa atingir. Na sequência, continua entre nós a faca, separando nossa espécie de dança pelo terraço. Quero agarrá-la e transar em manifesto contra as boas-maneiras. E como nunca transei com esta amiga no passado, quero transar em manifesto que é também contra a realidade.&lt;br /&gt;Na vida real, ela soube insinuar esta hipótese me convidando a beber vinho sozinho com ela em sua casa, soube inserir peçonhento este desejo em mim e agora invade meu sonho. Por outro lado, me chamava por parte do nome - um apelido mimoso, de forma que me fazia uma criança, e sempre dizia que com amigos era impossível.&lt;br /&gt;Acendo os cigarros um após o outro. Não queria amor, queria só foda. Pelo amor de deus, apenas esta foda, agora fantástica!&lt;br /&gt;Na sequência imprecisa, o velho ecoa suas falas na minha cabeça.&lt;br /&gt;Para mim as pessoas riem socialmente. Escondem a maior parte do tempo a sua mais verdadeira risada. Para mim não há outro jeito de entender estes tipos do meu passado, se não muito articulados, muito atores-despercebidos da peça.&lt;br /&gt;Sempre há um sonho a se lamentar, um caminho não feito a se lastimar... o caminho não feito, de certa forma, é sempre o melhor caminho. Mas o caminho que eu fiz é mágico, preciso repetir isso mil vezes, sou um abençoado. Onde vim dar... como não sonharia em vir dar aqui fosse outra a minha realidade. Muito provavelmente, posso dizer-lhes, seria esta realidade o meu sonho alhures, nos braços de outra amante. Então concluo que sou uma máquina a todo tempo querendo gerar uma lástima, deve ser a sede de preencher o tédio, de escamoteá-lo e fazer-lhe um baile. Eis o que termina patético! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-931139464767993776?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/931139464767993776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=931139464767993776' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/931139464767993776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/931139464767993776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2011/01/ecos.html' title='ECOS'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-6376245504411821592</id><published>2010-12-26T09:10:00.000-02:00</published><updated>2010-12-26T09:15:22.636-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;depois da primeira poesia suicida&lt;br /&gt;todos versos me escapam paradoxos: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...............&lt;/span&gt;porque vivos são desonestos&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...............&lt;/span&gt;e honestos no que confessos &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-6376245504411821592?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/6376245504411821592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=6376245504411821592' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/6376245504411821592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/6376245504411821592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2010/12/depois-da-primeira-poesia-suicida-todos.html' title=''/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-5286055138025296548</id><published>2010-12-17T10:39:00.000-02:00</published><updated>2010-12-17T11:02:16.868-02:00</updated><title type='text'>SEIS SOLIDÕES</title><content type='html'>faço sala pro vento&lt;br /&gt;as cadeiras &lt;br /&gt;mais de pé que eu &lt;br /&gt;não esperam ninguém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seis solidões impiedosamente arrumadas&lt;br /&gt;ao redor da mesa&lt;br /&gt;flertam comigo enamoradas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-5286055138025296548?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/5286055138025296548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=5286055138025296548' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5286055138025296548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/5286055138025296548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2010/12/seis-solidoes.html' title='SEIS SOLIDÕES'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-3400077572144343795</id><published>2010-12-17T10:22:00.000-02:00</published><updated>2010-12-17T10:24:31.391-02:00</updated><title type='text'>IMPERDOÁVEL</title><content type='html'>fantasiei amigos&lt;br /&gt;em sábados pueris&lt;br /&gt;e que ódio emerge da infância ao adulto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acabou a palavra que abarrotava a casa&lt;br /&gt;procuro atordoado nas gavetas&lt;br /&gt;nos armários, nas estantes...&lt;br /&gt;só há coisas que outras coisas guardam:&lt;br /&gt;toalhas, roupas e livros...&lt;br /&gt;duríssimas, quietas, impassíveis&lt;br /&gt;nem disfarçam mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há sem nexo um sofá no centro do nada&lt;br /&gt;em que me estiro inenarrável&lt;br /&gt;com mãos e olhos desocupados&lt;br /&gt;a boca estúpida assobia o fim imenso&lt;br /&gt;que é estar vivo&lt;br /&gt;só vivo&lt;br /&gt;vácuo vazio vadio vago&lt;br /&gt;e vasto vasto vasto vasto vasto...&lt;br /&gt;vivo imperdoavelmente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só o silvo escapa&lt;br /&gt;foge da vida pela janela&lt;br /&gt;suicida para o futuro anônimo&lt;br /&gt;e eu vivo no fim imenso&lt;br /&gt;vivo e mais nada&lt;br /&gt;imperdoável&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-3400077572144343795?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/3400077572144343795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=3400077572144343795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3400077572144343795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3400077572144343795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2010/12/imperdoavel.html' title='IMPERDOÁVEL'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-7145435853799109115</id><published>2010-12-16T17:54:00.000-02:00</published><updated>2010-12-16T17:59:35.109-02:00</updated><title type='text'>CAROS AMIGOS QUE NÃO TENHO</title><content type='html'>caros amigos que não tenho&lt;br /&gt;(não são todos um grande barato?)&lt;br /&gt;não pensem na humanidade&lt;br /&gt;não escorem o queixo nisto&lt;br /&gt;a humanidade&lt;br /&gt;se existe tão potente&lt;br /&gt;não requer nossos pensamentos&lt;br /&gt;compaixão é um meio amaríssimo&lt;br /&gt;nós só sabemos o outro que somos&lt;br /&gt;para que tão belas palavras&lt;br /&gt;que tentam promover-nos&lt;br /&gt;a quem dá presentes?&lt;br /&gt;só nós somos os outros&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-7145435853799109115?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/7145435853799109115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=7145435853799109115' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/7145435853799109115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/7145435853799109115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2010/12/caros-amigos-que-nao-tenho.html' title='CAROS AMIGOS QUE NÃO TENHO'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-2494316171743590326</id><published>2010-12-16T17:16:00.000-02:00</published><updated>2010-12-16T17:29:16.486-02:00</updated><title type='text'>IDEAL</title><content type='html'>muito poucas palavras&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;s&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..&lt;/span&gt;t&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;r&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;....&lt;/span&gt;e&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.....&lt;/span&gt;i&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;......&lt;/span&gt;t&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.......&lt;/span&gt;í&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;........&lt;/span&gt;s&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.........&lt;/span&gt;s&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..........&lt;/span&gt;i&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..........&lt;/span&gt;m&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;............&lt;/span&gt;a&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.............&lt;/span&gt;s&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-2494316171743590326?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/2494316171743590326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=2494316171743590326' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/2494316171743590326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/2494316171743590326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2010/12/ideal.html' title='IDEAL'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-9154004103077856114</id><published>2010-12-16T17:15:00.000-02:00</published><updated>2010-12-16T17:16:00.438-02:00</updated><title type='text'>O PÃO</title><content type='html'>é apenas minha miséria&lt;br /&gt;mas que horror não reparti-la&lt;br /&gt;como cristo&lt;br /&gt;o pão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-9154004103077856114?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/9154004103077856114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=9154004103077856114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/9154004103077856114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/9154004103077856114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2010/12/o-pao.html' title='O PÃO'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-3006228829864864398</id><published>2010-09-23T03:57:00.001-03:00</published><updated>2010-12-17T01:18:02.851-02:00</updated><title type='text'>O QUE A NOITE INVENTA</title><content type='html'>às vezes ainda te amo&lt;br /&gt;porque sou um pouco passado&lt;br /&gt;, um pouco do que lembro&lt;br /&gt;e um amor morto dói mais&lt;br /&gt;como algo perdido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;amor morto é um amor&lt;br /&gt;esculpido em saudades desvairadas de quem eu era contigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as expectativas assomam do seu desaparecimento&lt;br /&gt;e nestes instantes viver arde de inconveniência&lt;br /&gt;porque eu poderia ser melhor que agora&lt;br /&gt;na hipótese que esta noite inventa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-3006228829864864398?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/3006228829864864398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=3006228829864864398' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3006228829864864398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3006228829864864398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2010/09/o-que-noite-inventa.html' title='O QUE A NOITE INVENTA'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-6952602641216744650</id><published>2009-12-28T10:15:00.000-02:00</published><updated>2009-12-28T10:19:54.401-02:00</updated><title type='text'>DESLUBRIFICADO</title><content type='html'>triste na minha caixa postal&lt;br /&gt;hasteada na madrugada&lt;br /&gt;ao relento das indiferenças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;triste cabisbaixo&lt;br /&gt;na unha remexendo outra&lt;br /&gt;atritos irrisórios de cálcio&lt;br /&gt;almejam uma estrutura impossível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;triste vai uma lembrança sem rodas&lt;br /&gt;faiscando à rua bem acima de mim&lt;br /&gt;feito um túmulo sob a estrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entre maxilares contraídos o esqueleto intruso&lt;br /&gt;se animara deslubrificado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-6952602641216744650?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/6952602641216744650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=6952602641216744650' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/6952602641216744650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/6952602641216744650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2009/12/deslubrificado.html' title='DESLUBRIFICADO'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-8413240819620703319</id><published>2009-12-21T15:18:00.000-02:00</published><updated>2009-12-21T15:19:55.105-02:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Antigamente era mais. Agora me deito, e ele raramente chega. Entra pelo portão antigo e branco gelo. O portão alto, cercado das pedras da fachada da casa, a casa no fundo de uma vila. Ele entra sem pressa num short pequeno. Entra sem barulho de gente ou de portão, mas sua alma já me avisa. Eu... pessoa adulta. Ele tem outra mulher, acho que outros filhos. Tenho dois irmãos mais novos por enquanto, estão comigo num quarto, meio que revezando entre chão e beirada da cama, os dois pequenos são a saudade e vontade que tenho dele encarnadas. Mandou que escolhêssemos entre três pares de jogos de baralho. Todos em caixinhas coloridas: vermelha, uma azul e uma preta. O caçula disse “esse” no mais caro, segurando com suas mãozinhas autoritárias por aprendizes. Constrangimento: terei que comunicar a escolha. O caçula diz “os outros embaralham muito!; os outros embaralham demais!; confundem!...” - preciso aceitar seu argumento, porque é forte: infantil. Contudo, constrangimento, não queria frustrá-lo, mostrar que lhe cobramos muito existir. Não queria frustrá-lo no terraço com um cigarro entre os dedos, mas é a oportunidade de contar. Oportunidade raríssima! Não sei se ele repara: não diz palavra. O pacto maior dele comigo é não dizer palavra. Segue firme nesta mudez, mas carrega nele toda minha ternura com tanta facilidade: pode, com ela, nadar até. Olho seu andar pelo mato atrás da casa, “procurando alguma coisa?”. Não sei como remexo coisas dele e acho na embalagem branca de 3X4 a foto de uma mulher jovem, e de outra pessoa qualquer. Entre as duas fotografias tento retirar uma do meio, que não sei por que, mas sei que é de sua mulher atual, tento retirá-la, e os dedos são grandes demais para se meterem entre as duas pessoas: jovem e qualquer. Não consigo! A jovem é sua filha, linda, leve fantasma moreno, de cabelos pretos e lisos em tez de retrato antigo. A outra foto já nem lembro, talvez por ânsia de ver-lhe a esposa. Talvez fosse ele também no fundo, em vez da 3X4-qualquer: ele e a filha de cabelos lisos cercando a mãe para resguardá-la de minha curiosidade. É ele também na outra aba da embalagem, formando um par caloroso com a filha, colamos suas faces fechando o invólucro... ... E ele real tão distante, entra no quarto e pergunta sem uma palavra qual baralho escolhemos. Entrego o mais caro, desculpando a escolha... Digo que foi o caçula... Ele não retruca e se vira para partir. Então um irmão mais velho toma banho e grita para mim de dentro do banheiro “Você é pequeno!”. Tento comovê-lo ao responder ao mais velho, “É? E se eu me matar? Se eu me matar agora?”. O irmão mais velho grita a tréplica que atravessa burburinho pelas frestas da porta de alumínio do banheiro. Mas ele mesmo... não diz palavra... frio, sem voz ou movimento labial. Segura a pequena caixa do jogo e vai se retirando sem lamento ou risos, como um 3X4. Atravessa o umbral da porta de correr de madeira do quarto, segue pelo corredor, vira à direita saindo pela porta da cozinha, vira à direita no corredor de fora da casa (ama os corredores agora), abre o portão apenas uma imagem - algo espectro. Ele não fala, nem rangendo o velho portão. Ao silêncio inquietante, colo o rosto na grade da varanda tentando achar ângulo de vê-lo partindo na vila, quase atravessando a cabeça pelo vão das grades gelo, abro o portão numa inteligência simples que eu não conseguia tirar de entre o desespero, saio pelo portão numa das pontas da fachada de pedras, vejo seus últimos pedaços virando à direita no começo da vila. Arrasado, não aceito a situação. De repente, quero lhe dar uma camisa minha, remexo minhas coisas, não acho nenhuma digna, tenho pena de dar a jaqueta preta. “Está um tanto quente?!”; “Gosto tanto assim da jaqueta preta?” Mas ele já terá partido de qualquer jeito naquele short sem nexo. Tentei puxar assunto... mas ele estava vazio de si. Não escolho a camisa e volto à vila, posso vê-lo passar com um copo de cerveja, desses altos de chopp, “Voltando! Graças a Deus!”. Ele diz alguma coisa só pelo ato de ir em direção à última casa, permanece o silêncio, o copo de cerveja erguido à altura do peito, bem disposto, é seu jeito de rir ou dizer "tá tudo bem!", ele na casa do nosso vizinho de frente. Dali não o vejo mais... tento ir com ele, quero ir com ele de qualquer jeito, daria minha vida a uma lâmina estúpida na cozinha com azulejos antigos de flores, mas sua frieza é ele indo e eu ficando detido num chão sem rumo da casa, travado de obediência. Não tarda a desaparecer novamente. Levanto. Nem sei como... “Provavelmente atordoado”, não sei: estou tão atordoado quando levanto! Antigamente era raro eu levantar e ele ainda estar em casa. Mas antigamente era mais! Agora... é nunca mais! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-8413240819620703319?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/8413240819620703319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=8413240819620703319' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8413240819620703319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8413240819620703319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2009/12/blog-post.html' title='...'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-8896063325737676435</id><published>2009-12-15T08:45:00.000-02:00</published><updated>2010-01-12T11:52:45.938-02:00</updated><title type='text'>LUZIA</title><content type='html'>Hoje não há o dia em que nasci&lt;br /&gt;passei a ter quantos anos para que seja hoje&lt;br /&gt;a quantidade de anos que faz dele outro dia&lt;br /&gt;Perdi-me de ser de então a desde o bebê do cordão cortado&lt;br /&gt;Olho para minha saudade na imagem de Luzia&lt;br /&gt;queria lhe dar o gosto de me negar um doce&lt;br /&gt;em plena infância.&lt;br /&gt;Essa sensação que ela me provoca de ser sempre menino&lt;br /&gt;Quando ela morrer caíra sobre mim, de repente&lt;br /&gt;e de uma vez, a velhice suspensa em minha ignorância.&lt;br /&gt;Este nome é tão triste, Luzia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-8896063325737676435?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/8896063325737676435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=8896063325737676435' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8896063325737676435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/8896063325737676435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2009/12/luzia.html' title='LUZIA'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-628061418254534964</id><published>2009-12-10T00:39:00.000-02:00</published><updated>2009-12-10T00:41:16.343-02:00</updated><title type='text'>A VIDA LEVEMENTE</title><content type='html'>a vida levemente&lt;br /&gt;como caída uma esperança&lt;br /&gt;queda um interesse num quarto suficiente&lt;br /&gt;e um quintal de muro úmido não limita a brincadeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a vida levemente&lt;br /&gt;como caída dela mesma&lt;br /&gt;no fim chuvoso de outro&lt;br /&gt;como voltar a pé de um velório&lt;br /&gt;e só lembrar distraidamente as flores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;levar-se a passear sem gravidade&lt;br /&gt;ao quase nada passageiro de uma tarde nova&lt;br /&gt;um sopro sem dono do hálito impessoal do mundo&lt;br /&gt;sustentando a vida levemente e o carretel na mão do negrinho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-628061418254534964?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/628061418254534964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=628061418254534964' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/628061418254534964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/628061418254534964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2009/12/vida-levemente.html' title='A VIDA LEVEMENTE'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-3573429354173287592</id><published>2009-10-02T10:52:00.000-03:00</published><updated>2009-10-02T10:53:01.013-03:00</updated><title type='text'>AMORTIZADO</title><content type='html'>Vi o amor na fila do caixa,&lt;br /&gt;hoje tem bolsos,&lt;br /&gt;burocratizou-se!&lt;br /&gt;Vi prostituindo-se em praça.&lt;br /&gt;Almeja acontecer na Europa.&lt;br /&gt;Despreza Minas.&lt;br /&gt;Passeia sua intenção na galeria&lt;br /&gt;de quadros Da Vinci.&lt;br /&gt;É tanto valor à estética...&lt;br /&gt;arranca costelas em vez de orelhas,&lt;br /&gt;forja cinturas e rebolados.&lt;br /&gt;Ah! O amor... poderia estar intacto?&lt;br /&gt;Passeia olhando ferraris,&lt;br /&gt;e eu ainda ando a cavá-lo.&lt;br /&gt;Amores há anos na solitária apertada&lt;br /&gt;de musas que encolhem barrigas;&lt;br /&gt;guardou-se num cômodo corrosivo:&lt;br /&gt;dentro de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então esse outro compartimento chamado mente?&lt;br /&gt;Mente! Perdeu-se a chave. Só se permite do amor a leitura&lt;br /&gt;Só rima a formosura da saudade de uma ditadura amorosa.&lt;br /&gt;Que hoje o amor só se é contente em prosa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-3573429354173287592?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/3573429354173287592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=3573429354173287592' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3573429354173287592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3573429354173287592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2009/10/amortizado.html' title='AMORTIZADO'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-2721481912818456119</id><published>2009-09-25T19:18:00.000-03:00</published><updated>2009-09-25T19:39:13.978-03:00</updated><title type='text'>SABEDORIA DA TRAIÇÃO</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faz parecer que um homem confie em outro plenamente é o fato deste reconhecer no outro valores e natureza semelhantes às suas; portanto, concede àquele, despreocupado, oportunidade para traí-lo, mas não se sentirá verdadeiramente traído. Este se vê tanto naquele que não pode sentir como traição o que é remorso por ser parecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os traidores, em que julgam o outro um semelhante, desconfiam. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;São mais sábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(F. Melacocci)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-2721481912818456119?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/2721481912818456119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=2721481912818456119' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/2721481912818456119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/2721481912818456119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2009/09/engano-inconveniente.html' title='SABEDORIA DA TRAIÇÃO'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-3692722143295065424</id><published>2009-09-25T19:05:00.000-03:00</published><updated>2009-09-28T14:54:20.604-03:00</updated><title type='text'>DO NÃO DITO</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;o que digo se perde ao vento&lt;br /&gt;inalcança os sentidos&lt;br /&gt;desbota aos olhos&lt;br /&gt;e o que há só comigo me leva aos abraços&lt;br /&gt; num afeto mudo&lt;br /&gt;silencioso através do vácuo que dista as almas&lt;br /&gt; elas se esquecem de se  haver divididas&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;aquilo que evitamos com consciência&lt;br /&gt;na consciência está plenamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;viver tudo&lt;br /&gt;como uma árvore, em  suas folhas&lt;br /&gt;descorando em pêndulos distraídos&lt;br /&gt;até se desprenderem na decadência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aos sentimentos&lt;br /&gt;também haverá outonos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tudo é desejo&lt;br /&gt;seja de ir para que algo permaneça&lt;br /&gt;e vice-versa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que não é consumado&lt;br /&gt;para que dure para sempre?&lt;br /&gt;viver é  consumir&lt;br /&gt;de um jeito ou de outro&lt;br /&gt;(engolindo ou cuspindo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;evitar amplamente&lt;br /&gt;seja possível?&lt;br /&gt;só em não existir a flor disto:&lt;br /&gt;haver a não-primavera&lt;br /&gt;(não há como abdicar&lt;br /&gt;do que derivou do impossível:&lt;br /&gt;inexistente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o corpo contido&lt;br /&gt;se tornará pouco abrigo&lt;br /&gt;àquilo que ambos sabem que não foi dito&lt;br /&gt;pois ressoa violento nas almas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em que se calam palavras&lt;br /&gt;gritam mais os sentidos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-3692722143295065424?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/3692722143295065424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=3692722143295065424' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3692722143295065424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3692722143295065424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2009/09/do-nao-dito.html' title='DO NÃO DITO'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-3907750212943442172</id><published>2009-09-24T18:15:00.000-03:00</published><updated>2009-09-24T18:16:03.007-03:00</updated><title type='text'>"PENSAR É BOM"</title><content type='html'>“Pensar é bom, se penso assim.”&lt;br /&gt;Fora às questões metafísicas&lt;br /&gt; que fazem o pensamento girar sem fim&lt;br /&gt;como algo em superaquecimento&lt;br /&gt;pronto a focar uma desgraça qualquer&lt;br /&gt;dada a disposição mental fatigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pensar é bom”&lt;br /&gt;se não me instiga alguma compaixão&lt;br /&gt;que me multiplica às dores do mundo,&lt;br /&gt;porque aí é mais sábio o leão&lt;br /&gt;que causa dores e nem se dá conta de sentir dor nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pensar é bom “&lt;br /&gt;afinal, como sair disso depois de inventada a palavra&lt;br /&gt;que vejo representação de tudo:&lt;br /&gt;olho uma coisa e penso cadeira e sento-me,&lt;br /&gt;estou suscetível aos objetos e a todo resto do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento quase pula de ser eu&lt;br /&gt;pensando que o céu pensa todo aquele azul monotonia,&lt;br /&gt;mas há nuvens, arco-íris,um avião, o Sol etcéus&lt;br /&gt; abstrações que enchem-no de nuances&lt;br /&gt;e azul matiz é meu pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E se pensar é ruim”&lt;br /&gt;será bom pensar isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma,&lt;br /&gt;não há como fugir de pensar uma hora ou outra.&lt;br /&gt;Salutar:  equilibrar o pensamento interpondo exercícios:&lt;br /&gt;Nadar às piscinas daqui&lt;br /&gt;e nos mares de lá e vice-versa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nadar de volta ao nascer antes de lembrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desligar a TV&lt;br /&gt;o ciclo de notícias sangrentas&lt;br /&gt;que influem tão mal&lt;br /&gt;e nada adiantam tantos exemplos&lt;br /&gt;do que somos capazes&lt;br /&gt;se influenciados pelo rancor do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou isto, ou fazer do pensar uma cefaleia&lt;br /&gt;dor de cabeça que não lembra acariciar o cão&lt;br /&gt;de cauda inquieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensar bem&lt;br /&gt;com o olhar posto em cima de um livro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar fácil como isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim&lt;br /&gt;“Pensar é bom”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este cachorro é tão divertido!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-3907750212943442172?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/3907750212943442172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=3907750212943442172' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3907750212943442172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/3907750212943442172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2009/09/pensar-e-bom.html' title='&quot;PENSAR É BOM&quot;'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-6630656935960128414</id><published>2009-09-18T18:40:00.001-03:00</published><updated>2011-12-06T18:22:18.187-02:00</updated><title type='text'>ATÉ QUE A MORTE (N)OS SEPAROU</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;colocar a mão sobre a dela&lt;br /&gt;e uma voz falha&lt;br /&gt;em vez daqueles beijos&amp;nbsp;que desembocaram em família&lt;br /&gt;reclama a falta de um botão no casaco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;distraindo-se do fim&lt;br /&gt;que começaria daquele quarto&lt;br /&gt;a redispor a família&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;contemplar a velha cômoda torneada&lt;br /&gt;a porcelana foge do neto&lt;br /&gt;- como de suas retinas, o São Sebastião na parede&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;achar num retrato o olhar que se perdeu&lt;br /&gt;- agora nem mesmo às lembranças -&lt;br /&gt;desde o himeneu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ver na ausência do vaso na estante&lt;br /&gt;a casa diminuindo para os netos&lt;br /&gt;e seus nós diminuindo em vós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;assistir a olhos úmidos&lt;br /&gt;atrás dos óculos que se perdem de onde deixam&lt;br /&gt;a senilidade que é tanta vida ser de "ontens"&lt;br /&gt;assistir serenamente&lt;br /&gt;com a ânsia esquecida&lt;br /&gt;nas cadeiras que não balançavam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ao cheiro da comida que domesticou seus olfatos&lt;br /&gt;gritavam os meninos pela janela&lt;br /&gt;- o mais que tinham!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à noite&amp;nbsp;- um sentimento de partida -&lt;br /&gt;vestir o paletó antigo&lt;br /&gt;que fora para se encontrarem&lt;br /&gt;e na gaveta se guardou para o frio&lt;br /&gt;qual de imaginá-lo não fizessem, joviais, ideia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e de se precaverem destes&lt;br /&gt;- senhorzinho e senhorinha-&lt;br /&gt;se deu o juízo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à &amp;nbsp;noite&amp;nbsp;- a bengala à beira da cama -&lt;br /&gt;as mãos trêmulas enrugadas se tocam&lt;br /&gt;em auxílio a um falho vocativo:&lt;br /&gt;“Minha véia, e o botão?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E&amp;nbsp;envelheceram já os seus filhos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4803578871815739211-6630656935960128414?l=entimesmado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entimesmado.blogspot.com/feeds/6630656935960128414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4803578871815739211&amp;postID=6630656935960128414' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/6630656935960128414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4803578871815739211/posts/default/6630656935960128414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entimesmado.blogspot.com/2009/09/ate-que-morte-nos-separou.html' title='ATÉ QUE A MORTE (N)OS SEPAROU'/><author><name>Rodrigo M. Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02435206946712427041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4803578871815739211.post-3459548886458556767</id><published>2009-09-10T01:17:00.000-03:00</published><updated>2009-09-10T16:52:23.298-03:00</updated><title type='text'>DE ONDE ATÉ A LÍNGUA</title><content type='html'>vai poesia?&lt;br /&gt;sim, vai chover!&lt;br /&gt;a poesia&lt;br /&gt;pôs o Sol de alegoria&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;monte&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estou seco em maresias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sim, vai chover,&lt;br /&gt;espere em olhos desguarnecidos&lt;br /&gt;sob essas nuvens que estão à beira d’água&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;dê um'olhada&lt;br /&gt;úmida&lt;br /&gt;medo&lt;br /&gt;um me dá&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;entre paradigmas&lt;br /&gt;sabe-se donde!&lt;br /&gt;nu vindo fazer uma canção de meus dedos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;medos&lt;br /&gt;sem véus&lt;br /&gt;hímen'eus&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;sabe-se donde?&lt;br /&gt;das janelas de luz acesa&lt;br /&gt;dos outros?&lt;br /&gt;do ver o resto&lt;br /&gt;e não me enxergar?&lt;br /&gt;do simples estar acordado&lt;br /&gt;a falta de sono?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os lábios só esperam secos no&lt;br /&gt;bilabial silêncio,&lt;br /&gt;algo que não será ainda beijo&lt;br /&gt;deste seja súplica e espera?&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;some a fome&lt;br /&gt;co'medo&lt;br /&gt;come os dedos&lt;br /&gt;com meus dedos&lt;br /&gt;&
